No limiar do segundo turno de 2026, o Brasil se descobre dividido com precisão quase cirúrgica: o senador Flávio Bolsonaro lidera numericamente em três das quatro grandes regiões do país, enquanto Lula preserva no Nordeste a fortaleza histórica que sustenta sua candidatura. A pesquisa Datafolha, realizada nos dias 6 e 7 de outubro com mais de dois mil entrevistados, revela um empate técnico nacional — 52% a 48% — que transforma o dia 25 de outubro em um momento de rara incerteza para a democracia brasileira. O que está em jogo não é apenas uma eleição, mas a pergunta sobre qual coalizão de reg
Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera em todas as regiões no segundo turno, exceto Nordeste
Numericamente à frente, mas tecnicamente empatado
Como uma pesquisa que mostra Bolsonaro com 52% contra 48% de Lula pode ser considerada um empate técnico?
Porque a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Bolsonaro pode estar entre 50% e 54%, e Lula entre 46% e 50%. Os intervalos se sobrepõem completamente.
Mas a pesquisa foi feita logo após o primeiro turno, quando Bolsonaro tinha acabado de vencer com 47,03% contra 45,16%. Ele ganhou momentum ou perdeu?
Ganhou. Passou de 47% para 52% em votos válidos. Mas Luke tem razão em questionar — essa mudança está dentro do que a margem de erro permite.
E por que o Nordeste é tão diferente do resto do país?
Historicamente, o Nordeste é a base eleitoral do PT. No primeiro turno, Lula venceu em todos os nove estados da região, com Piauí chegando a 70,99%. Essa lealdade regional aparece mantida na projeção para o segundo turno.
Mas 61% para Lula no Nordeste — isso é baseado em quantas entrevistas? A pesquisa entrevistou 2.520 pessoas no total. Quantas eram do Nordeste?
A fonte não especifica a distribuição por região. Esse é um limite importante da informação disponível.
Se Bolsonaro lidera em Sul, Sudeste e Centro-Oeste/Norte, e Lula só vence no Nordeste, como o resultado final não é previsível?
Porque população não é distribuída uniformemente. O Sudeste tem mais eleitores que o Sul. E porque estamos falando de margens de erro que permitem cenários muito diferentes.
Exatamente. No Sudeste, a vantagem de Bolsonaro é de apenas 8 pontos — 50% contra 42%. Isso é bem mais apertado que os 23 pontos no Sul.
Então o Sudeste é o campo de batalha?
Parece ser. É a região mais populosa, e a margem é a menor fora do Nordeste.
O Pulso
- Com apenas quatro pontos de diferença e margem de erro de dois pontos, o segundo turno está tecnicamente empatado — qualquer movimento de última hora pode inverter o resultado.
- Bolsonaro domina o Sul com 58% e replica esse desempenho no Centro-Oeste e Norte, consolidando uma base geográfica ampla que pressiona Lula a maximizar cada voto nordestino.
- O Sudeste, região mais populosa do país, pende para Bolsonaro com 50% a 42%, mas os 6% que recusam ambos os candidatos representam uma variável imprevisível e decisiva.
- Lula responde com 61% no Nordeste — sua única região vencedora —, mas a concentração de sua força em uma única área torna sua estratégia vulnerável à aritmética eleitoral.
- Os dois candidatos têm 17 dias para converter vantagens regionais em maioria nacional, num cenário em que a geografia eleitoral pode ser mais determinante do que qualquer debate ou evento.
No limiar do segundo turno de 2026, o Brasil se descobre dividido com precisão quase cirúrgica: o senador Flávio Bolsonaro lidera numericamente em três das quatro grandes regiões do país, enquanto Lula preserva no Nordeste a fortaleza histórica que sustenta sua candidatura. A pesquisa Datafolha, realizada nos dias 6 e 7 de outubro com mais de dois mil entrevistados, revela um empate técnico nacional — 52% a 48% — que transforma o dia 25 de outubro em um momento de rara incerteza para a democracia brasileira. O que está em jogo não é apenas uma eleição, mas a pergunta sobre qual coalizão de regiões, histórias e esperanças será capaz de definir o próximo capítulo do país.
A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno de 2026 revela um Brasil dividido com precisão desconcertante. Nacionalmente, Flávio Bolsonaro aparece com 52% das intenções de voto contra 48% de Lula — vantagem real nos números, mas que desaparece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento, feito com 2.520 eleitores entre 6 e 7 de outubro, considera apenas votos válidos, seguindo a metodologia do TSE.
A geografia da disputa é o dado mais revelador. No Sul, Bolsonaro projeta 58% contra 35% de Lula, repetindo o desempenho do primeiro turno, quando os três estados da região votaram no senador com percentuais entre 55% e 66%. No Centro-Oeste e Norte — agrupados pelo Datafolha —, o candidato do PL também marca 58%, embora a região Norte tenha se mostrado mais dividida no primeiro turno, com Pará, Amazonas e Amapá dando maioria a Lula.
No Sudeste, o cenário é mais apertado: 50% para Bolsonaro e 42% para Lula, com 6% recusando ambos os candidatos — um grupo que pode ser decisivo. Os quatro estados da região votaram no senador no primeiro turno, com variações entre 48% em Minas Gerais e 54% no Espírito Santo.
O Nordeste permanece o território de Lula. Com 61% das intenções de voto na região, o presidente mantém a força histórica do PT onde ela sempre foi mais intensa — todos os nove estados nordestinos votaram nele no primeiro turno, com percentuais entre 54% e 70%. É a única região onde lidera, mas lidera com folga.
A pesquisa, encomendada pela Folha de S. Paulo e TV Globo com 95% de confiança, aponta para um segundo turno em 25 de outubro cujo desfecho dependerá da capacidade de cada candidato de consolidar suas bases regionais e conquistar os indecisos que ainda observam a disputa à distância.
A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o primeiro turno das eleições de 2026 desenha um segundo turno acirrado entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o candidato do PL numericamente à frente, mas dentro da margem de erro que torna a disputa tecnicamente empatada. Nacionalmente, Bolsonaro aparece com 52% das intenções de voto contra 48% de Lula — uma vantagem de quatro pontos que desaparece quando se considera a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os números refletem apenas votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, conforme a metodologia do Tribunal Superior Eleitoral.
O levantamento, realizado entre 6 e 7 de outubro com 2.520 pessoas maiores de 16 anos, mostra uma geografia eleitoral fragmentada. No Sul, Bolsonaro constrói sua maior vantagem: 58% contra 35% de Lula, com 2% indecisos e 5% que pretendem votar em branco ou nulo. Essa performance reflete o desempenho do primeiro turno, quando os três estados da região — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — votaram majoritariamente no candidato do PL, com percentuais que variaram de 55,64% a 66,65%.
No Centro-Oeste e Norte, agrupados metodologicamente pelo Datafolha, Bolsonaro também projeta 58% das intenções de voto contra 37% de Lula, diferença que permanece dentro da margem de erro. A região apresenta dinâmica complexa: no primeiro turno, todos os três estados do Centro-Oeste e o Distrito Federal votaram em Bolsonaro, com Mato Grosso registrando 65,15% e Brasília 51,31%. A região Norte, porém, ficou dividida — Tocantins, Acre, Roraima e Rondônia votaram no senador, enquanto Pará, Amazonas e Amapá deram maioria a Lula, com o Pará chegando a 49,91%.
No Sudeste, o cenário é mais competitivo. Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto contra 42% de Lula, com 1% indecisos e 6% que não pretendem votar em nenhum dos dois. Os quatro estados da região — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo — votaram no senador no primeiro turno, com variação de 48,24% em Minas Gerais até 54,78% no Espírito Santo.
O Nordeste é a única região onde Lula lidera. Com 61% das intenções de voto, o presidente mantém a força histórica do PT na região, enquanto Bolsonaro soma 35%, com 1% indecisos e 4% que pretendem votar em branco ou nulo. No primeiro turno, todos os nove estados nordestinos votaram em Lula, com percentuais que variaram de 54,73% em Alagoas até 70,99% no Piauí.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S. Paulo e TV Globo, com nível de confiança de 95% e registrada sob o número BR-02949/2026. Os dois candidatos se enfrentam no segundo turno em 25 de outubro, com a dinâmica regional — particularmente a capacidade de Bolsonaro manter suas vantagens no Sul e Sudeste, e a força de Lula no Nordeste — projetada como determinante para o resultado final.
Citações Notáveis
Ambos estão empatados no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos— Datafolha (paráfrase da metodologia)