Em outubro de 2026, o Brasil assiste a um reequilíbrio silencioso de forças eleitorais: Flávio Bolsonaro avança nos grandes centros do Sul e Sudeste, enquanto Lula preserva sua hegemonia no Nordeste. A pesquisa Datafolha revela que Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país — tornou-se o espelho mais fiel de uma disputa que ainda não encontrou seu desfecho. O mapa político brasileiro, sempre plural e contraditório, recusa-se a ser dobrado por uma única narrativa.
Datafolha: Flávio avança em MG e SP; Lula mantém vantagem em Pernambuco
Flávio e Lula empatam em Minas, o segundo maior colégio eleitoral
Como se explica Flávio avançar tanto em São Paulo e Minas se Lula ainda lidera no primeiro turno nacional?
São Paulo e Minas são estados enormes, mas Pernambuco e outras regiões do Nordeste são redutos muito fortes de Lula. O avanço de Flávio em alguns estados não necessariamente muda o quadro geral quando você soma tudo.
Mas precisamos ser claros: essa pesquisa mostra apenas cinco estados. Não sabemos o que está acontecendo em Bahia, Ceará, Paraná, Santa Catarina. Flávio pode estar crescendo em mais lugares do que a gente vê aqui.
E quanto ao empate em Minas? Isso é realmente um empate ou está dentro da margem de erro?
Tecnicamente é um empate numérico — 44% para cada um nos votos válidos. Mas Flávio subiu cinco pontos em uma pesquisa, então há movimento real acontecendo.
Exato. O empate é um fato, mas o que importa é a trajetória. Flávio estava atrás e agora está emparelhado. Se continuar crescendo, ultrapassa. Se estagnar, Lula pode recuperar.
Pernambuco parece intocável para Lula, não é?
Por enquanto sim. Sessenta e cinco por cento é uma vantagem enorme. Mas campanhas mudam, e ainda há tempo até a eleição.
A questão é: Flávio está crescendo em Pernambuco também? A pesquisa mostra 26%, mas não diz se subiu ou caiu. Sem saber a variação anterior, fica difícil avaliar se ele está ganhando terreno lá ou se está estagnado.
Qual é o cenário mais provável daqui para frente?
Flávio consolidando seus ganhos em São Paulo, Rio e DF, enquanto Lula tenta recuperar em Minas. O segundo turno ainda mostra Lula à frente, mas por margem pequena.
Mas lembre-se: isso é uma pesquisa de um fim de semana em outubro. Muita coisa pode mudar. E não temos dados de todos os estados, então qualquer projeção nacional é parcial.
Der Puls
- Flávio Bolsonaro ultrapassa a margem de erro em São Paulo, chegando a 45% dos votos válidos contra 39% de Lula — um movimento que não pode ser atribuído ao acaso estatístico.
- Minas Gerais, que começou a campanha com Lula à frente, agora registra empate exato de 44% a 44% nos votos válidos, transformando o estado no campo de batalha mais imprevisível do pleito.
- No Distrito Federal, Flávio consolida terreno favorável atingindo 49% dos votos válidos, enquanto Lula permanece estável e Caiado perde espaço.
- Pernambuco funciona como antídoto às perdas petistas: Lula sustenta 65% dos votos válidos no estado, reafirmando que o Nordeste continua sendo sua fortaleza mais sólida.
- No cenário nacional de primeiro turno, Lula lidera com 45% contra 42% de Flávio — vantagem estreita que, no segundo turno, se amplia apenas marginalmente para 47% a 46%.
Em outubro de 2026, o Brasil assiste a um reequilíbrio silencioso de forças eleitorais: Flávio Bolsonaro avança nos grandes centros do Sul e Sudeste, enquanto Lula preserva sua hegemonia no Nordeste. A pesquisa Datafolha revela que Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país — tornou-se o espelho mais fiel de uma disputa que ainda não encontrou seu desfecho. O mapa político brasileiro, sempre plural e contraditório, recusa-se a ser dobrado por uma única narrativa.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado revela um mapa eleitoral em transformação para as eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro avança com consistência em seus redutos tradicionais, enquanto Lula resiste nas regiões onde construiu sua base ao longo de décadas.
Em São Paulo, o senador do PL chegou a 45% dos votos válidos, contra 39% do presidente — oscilação que supera a margem de erro de dois pontos percentuais e sinaliza movimento real entre os eleitores. No Rio de Janeiro, a vantagem é ainda maior: 48% a 40%. No Distrito Federal, Flávio atingiu 49% dos votos válidos, consolidando liderança enquanto Lula permanece estável em 37%.
O cenário mais revelador está em Minas Gerais. Flávio avançou cinco pontos percentuais nos votos totais, passando de 36% para 41%, enquanto Lula recuou de 42% para 41%. Nos votos válidos, ambos marcam exatamente 44% — um empate técnico que transforma o segundo maior colégio eleitoral do país no epicentro da disputa.
No sentido oposto, Pernambuco permanece território quase inconteste do petista. Lula sustenta 61% das intenções de voto totais e 65% dos válidos, com Flávio somando apenas 26% nessa métrica. É o reduto mais seguro do presidente entre os estados pesquisados.
Nacionalmente, Lula aparece com 45% dos votos válidos no primeiro turno contra 42% de Flávio. No segundo turno, a margem se amplia levemente: 47% a 46%. O Datafolha entrevistou entre 1.620 e 2.520 eleitores por estado nos dias 2 e 3 de outubro, com nível de confiança de 95%, a pedido da TV Globo e da Folha de S.Paulo.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado desenha um mapa eleitoral em movimento, com Flávio Bolsonaro ganhando terreno em seus redutos tradicionais enquanto o presidente Lula segura suas bases no Nordeste. No segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, os dois candidatos agora empatam — uma mudança significativa que marca a dinâmica volátil desta campanha presidencial de 2026.
Em São Paulo, Flávio avançou de forma clara. Nos votos válidos, o senador do PL chega a 45%, enquanto Lula recua para 39%. A variação é expressiva: Flávio subiu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, enquanto o petista caiu dois pontos. Essa oscilação ultrapassa a margem de erro de dois pontos percentuais, sinalizando movimento real entre os eleitores paulistas. No Rio de Janeiro, o quadro é ainda mais favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que marca 48% dos votos válidos contra 40% de Lula.
Minas Gerais apresenta o cenário mais equilibrado. Lula havia começado com vantagem, mas Flávio avançou cinco pontos percentuais, passando de 36% para 41% nos votos totais. Lula, por sua vez, recuou um ponto, de 42% para 41%. Quando se observam apenas os votos válidos, ambos aparecem com exatamente 44% — um empate técnico que reflete a competitividade acirrada no estado. Outros candidatos como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema dividem os votos restantes com 3% cada.
No Distrito Federal, Flávio consolida sua liderança. Ele subiu de 44% para 47% nos votos totais, atingindo 49% quando se contabilizam apenas os votos válidos. Lula permanece estável em 35% dos votos totais e 37% dos válidos. Ronaldo Caiado, que havia registrado 9% anteriormente, viu seus números caírem para 6%.
O cenário muda radicalmente em Pernambuco, onde Lula mantém domínio praticamente inconteste. O presidente segura 61% das intenções de voto, praticamente inalterado em relação à pesquisa de sexta-feira. Nos votos válidos, sua vantagem é ainda mais pronunciada: 65% contra apenas 26% de Flávio. Esse é o reduto mais seguro do petista entre os principais estados pesquisados.
Na projeção nacional para o primeiro turno, Lula aparece com 45% dos votos válidos enquanto Flávio soma 42%. No segundo turno, o presidente amplia sua margem: 47% contra 46% do senador. Esses números sugerem que, apesar dos avanços regionais de Flávio, Lula mantém uma ligeira vantagem quando o pleito é reduzido aos dois principais candidatos.
O Datafolha ouviu entre 1.620 e 2.520 eleitores em cada estado, dependendo da região, nos dias 2 e 3 de outubro. Todas as pesquisas foram registradas na Justiça Eleitoral e possuem nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo. Os números revelam uma campanha em ebulição, com Flávio consolidando apoio em seus territórios históricos enquanto Lula resiste nas regiões onde construiu sua base política ao longo das décadas.
Bemerkenswerte Zitate
Flávio avançou acima da margem de erro em São Paulo, passando de 39% para 45% nos votos válidos— Datafolha