Com o início oficial das campanhas presidenciais de 2026, o Datafolha lança o primeiro termômetro eleitoral em Pernambuco — um estado que funciona como espelho do Brasil profundo. A pesquisa carrega uma ambiguidade deliberada: testa dois mundos possíveis, um com Pablo Marçal e outro sem ele, refletindo a incerteza jurídica que paira sobre sua candidatura enquanto o TSE ainda não proferiu sua palavra final. É o retrato de uma democracia navegando entre regras e realidades, entre o que a lei permite e o que o eleitor deseja.
Datafolha em PE: primeiras intenções de voto para presidente após início das campanhas
A inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral
Por que o Datafolha testou dois cenários diferentes se Marçal está inelegível?
Porque a inelegibilidade ainda não é definitiva. O TSE não julgou. Então a pesquisa precisa oferecer dois retratos — um da realidade atual, outro do que aconteceria se a corte decidisse a favor dele.
E essa proibição de propaganda na TV e debates — ela afeta muito o que a pesquisa está medindo?
Afeta, mas de forma limitada neste momento. A campanha dele está amordaçada, então o que a pesquisa capta é o voto que ele carrega apesar dessa restrição, não o voto que ele poderia ter se estivesse livre.
Os números mudaram muito entre os dois cenários?
Não. O instituto diz que a inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral. Isso sugere que, pelo menos neste ponto da campanha, a presença ou ausência dele não reorganiza a disputa.
Por que Pernambuco? Por que não uma pesquisa nacional?
Esta é uma pesquisa estadual encomendada pela Globo e Folha. Pernambuco é um estado importante, e ter números locais oferece uma leitura mais precisa de como a campanha está ressoando ali.
O que muda agora?
Agora é esperar o TSE julgar. Enquanto isso, Marçal segue sem poder fazer propaganda na TV, participar de debates ou gastar dinheiro público. A próxima pesquisa dirá se essa restrição está afetando o voto dele.
Der Puls
- Pablo Marçal segue inelegível por condenação eleitoral, proibido de aparecer na TV, participar de debates e usar dinheiro público — mas ainda assim é testado nas urnas imaginárias do Datafolha.
- O TSE mantém o candidato em limbo jurídico, e cada semana sem decisão definitiva é uma semana em que sua campanha opera com as mãos amarradas.
- O Datafolha optou por mapear os dois cenários — com e sem Marçal — sinalizando que a incerteza institucional é, ela mesma, um dado político relevante.
- Os números indicam que a presença ou ausência de Marçal não redesenha o tabuleiro de forma dramática, mas a tensão em torno de sua situação mantém o campo eleitoral em estado de atenção.
- Com 1.204 entrevistados e margem de três pontos, a pesquisa oferece o primeiro mapa confiável de como os eleitores pernambucanos estão respondendo ao arranque das campanhas.
Com o início oficial das campanhas presidenciais de 2026, o Datafolha lança o primeiro termômetro eleitoral em Pernambuco — um estado que funciona como espelho do Brasil profundo. A pesquisa carrega uma ambiguidade deliberada: testa dois mundos possíveis, um com Pablo Marçal e outro sem ele, refletindo a incerteza jurídica que paira sobre sua candidatura enquanto o TSE ainda não proferiu sua palavra final. É o retrato de uma democracia navegando entre regras e realidades, entre o que a lei permite e o que o eleitor deseja.
No sábado, o Datafolha divulgou sua primeira pesquisa de intenção de voto desde o início oficial das campanhas presidenciais de 2026, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O levantamento testou dois cenários de primeiro turno — um incluindo Pablo Marçal, do PRTB, e outro sem ele — diante da incerteza que cerca sua situação jurídica.
Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral e segue inelegível, aguardando julgamento definitivo do TSE. Enquanto isso, o tribunal já lhe impôs restrições concretas: proibição de propaganda televisiva, vedação a debates e bloqueio do uso de recursos públicos na campanha. Mesmo assim, o instituto optou por incluí-lo em um dos cenários, reconhecendo que sua presença no imaginário eleitoral é um fato político independente de sua situação legal.
Os resultados indicam que a inclusão de Marçal não altera de forma substancial o panorama geral da disputa. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%. Todos os 13 candidatos registrados no TSE foram contemplados.
O levantamento foi registrado sob os números PE-01528/2026 e BR-00109/2026. A escolha de Pernambuco como recorte geográfico reflete o peso do estado no mapa político nacional. O próximo capítulo pertence ao TSE: sua decisão sobre Marçal definirá se o segundo cenário testado pelo Datafolha continuará sendo hipótese — ou se se tornará irrelevante.
No sábado, o Datafolha divulgou a primeira pesquisa de intenção de voto após o início oficial das campanhas presidenciais de 2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e testou dois cenários distintos de primeiro turno — um deles incluindo Pablo Marçal, do PRTB, candidato que segue inelegível por força de uma condenação proferida pela Justiça Eleitoral.
A situação de Marçal permanece em suspenso. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não se pronunciou definitivamente sobre sua elegibilidade, mas na semana anterior já havia imposto restrições significativas: o candidato foi proibido de fazer propaganda televisiva, de participar de debates e de utilizar recursos públicos em sua campanha enquanto aguarda o julgamento final. Apesar dessa nuvem de incerteza, o instituto testou ambos os cenários — com e sem o candidato — para oferecer um retrato mais completo do tabuleiro eleitoral.
Os números mostram que a inclusão de Marçal não provoca alterações substanciais no desenho geral da disputa. O Datafolha ouviu 1.204 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos durante os dias 18, 19 e 20 de agosto. A margem de erro calculada foi de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Todos os 13 candidatos que solicitaram registro ao TSE dentro do prazo estabelecido foram incluídos na pesquisa.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números PE-01528/2026 e BR-00109/2026, seguindo os protocolos de transparência exigidos para pesquisas eleitorais. A escolha de Pernambuco como foco reflete a importância do estado no mapa político nacional, e o timing — logo após o início das campanhas — oferece um primeiro termômetro de como os eleitores estão respondendo aos movimentos dos candidatos nesta fase inicial.
O que vem a seguir é o julgamento do TSE sobre Marçal. Até lá, a campanha dele segue constrangida pelas restrições impostas, enquanto os demais candidatos seguem com suas operações normais. A próxima pesquisa do Datafolha oferecerá pistas sobre como essa dinâmica está evoluindo.
Bemerkenswerte Zitate
A inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa— Datafolha