No coração político do Distrito Federal, uma pesquisa revela o que as democracias frequentemente nos ensinam: que o poder raramente pertence a alguém antes do voto ser contado. Com Celina Leão e Arruda separados por apenas dois pontos percentuais — dentro da margem de erro —, a corrida ao governo local se apresenta como um espelho da incerteza que define toda disputa genuinamente democrática. O caminho até outubro permanece aberto, e a vontade do eleitorado, ainda em formação.
Datafolha DF: Celina Leão lidera com 30% na disputa pelo governo
Leão e Arruda estão tecnicamente empatados
Por que essa margem de três pontos percentuais importa tanto aqui?
Porque Leão tem 30 e Arruda tem 28. Tecnicamente, dentro da margem de erro, eles poderiam estar em qualquer ordem. Ninguém pode dizer com certeza quem está na frente.
Certo, mas a pesquisa mostra uma tendência. Ela não diz que estão empatados — diz que Leão está dois pontos acima. A margem de erro é sobre confiança estatística, não sobre o que os números indicam neste momento.
Verdade. E há 11% em branco ou nulo, mais 8% que não sabem. Isso é quase 20% do eleitorado ainda em aberto.
Então a campanha ainda tem muito tempo para trabalhar?
Tem, mas também há uma questão: essa pesquisa ouviu 910 pessoas. É uma amostra sólida, mas ainda assim — é um retrato de um momento específico, entre 18 e 21 de agosto.
E Grass em terceiro com 11% fica bem longe dos dois líderes. Não parece haver uma terceira via competitiva neste momento.
Os outros candidatos praticamente não existem nesta corrida?
Não existem numericamente, não. Mas a pergunta é: eles vão ganhar espaço conforme a campanha avança, ou essa concentração em torno de Leão e Arruda vai se manter?
Isso é o que as próximas rodadas de pesquisa vão mostrar.
El Pulso
- Celina Leão e Arruda estão tecnicamente empatados na liderança, com 30% e 28% respectivamente, tornando qualquer previsão prematura e arriscada.
- A margem de erro de três pontos percentuais transforma o que parecia uma liderança em uma disputa sem dono definido, elevando a tensão da campanha.
- Leandro Grass, com 11%, mantém o PT relevante no cenário, mas a distância para os dois primeiros colocados é grande o suficiente para tornar uma virada improvável sem mudanças significativas.
- Com 19% dos eleitores ainda indecisos ou inclinados ao voto nulo, há um eleitorado flutuante capaz de redefinir completamente o quadro nas próximas semanas.
No coração político do Distrito Federal, uma pesquisa revela o que as democracias frequentemente nos ensinam: que o poder raramente pertence a alguém antes do voto ser contado. Com Celina Leão e Arruda separados por apenas dois pontos percentuais — dentro da margem de erro —, a corrida ao governo local se apresenta como um espelho da incerteza que define toda disputa genuinamente democrática. O caminho até outubro permanece aberto, e a vontade do eleitorado, ainda em formação.
A pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto coloca a disputa pelo governo do Distrito Federal em um patamar de empate técnico: Celina Leão, do PP, aparece com 30% das intenções de voto, enquanto Arruda, do PSD, marca 28%. A diferença de dois pontos, inferior à margem de erro de três pontos percentuais, impede qualquer conclusão segura sobre quem lidera de fato.
O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 910 pessoas entre 18 e 21 de agosto, com 95% de confiança. É a primeira rodada de uma série de pesquisas que acompanhará a corrida eleitoral no DF até o primeiro turno, em 3 de outubro.
Leandro Grass, do PT, aparece em terceiro com 11%, distante dos dois líderes. Os demais candidatos somam números modestos, e quase um quinto dos entrevistados ainda não definiu seu voto ou pretende votar em branco ou nulo — um grupo que pode ser decisivo em uma disputa tão equilibrada.
A disputa pelo governo do Distrito Federal segue acirrada. Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 21 de agosto, mostra Celina Leão, do Partido Progressista, com 30% das intenções de voto, seguida de perto por Arruda, do Partido Social Democrático, que marca 28%. A margem entre os dois principais candidatos é tão estreita que, considerada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão tecnicamente empatados na liderança.
O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e ouviu 910 pessoas entre 18 e 21 de agosto. O nível de confiança é de 95%, e os números de registro são DF-07561/2026 e BR-02094/2026. Esta é a primeira rodada de pesquisas contratadas pelas organizações para acompanhar a corrida eleitoral no Distrito Federal.
Em terceiro lugar aparece Leandro Grass, do Partido dos Trabalhadores, com 11% das intenções de voto. Os demais candidatos ficam bem abaixo: Paula Belmonte, do PSDB, marca 4%; Cappelli, do PSB, tem 3%; Kiko Caputo, do Novo, e Professora Samara Mineiro, da UP, ambos com 2%; Elisson, do Agir, e Professor Robson, do PSTU, cada um com 1%; e Expedito Mendonça, do PCO, com 0%. Outros 11% dos entrevistados responderam que votariam em branco ou nulo, enquanto 8% disseram não saber em quem votar.
O cenário revela uma campanha em que os dois nomes mais fortes disputam praticamente no mesmo patamar, enquanto o terceiro colocado fica significativamente atrás. A proximidade entre Leão e Arruda sugere que pequenas variações nas próximas semanas podem alterar a dinâmica da corrida. Até o primeiro turno, marcado para 3 de outubro, as organizações de mídia pretendem publicar 130 pesquisas acompanhando as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal, encomendadas à Quaest e ao Datafolha.
Citas Notables
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo— Datafolha