Em Minas Gerais, o senador Cleitinho avança com força suficiente para encerrar a disputa já no primeiro turno, segundo o Datafolha. Com 53% dos votos válidos, ele se distancia de um campo fragmentado, enquanto Patrus Ananias e Alexandre Kalil travam uma batalha secundária pelo segundo lugar. O retrato é de uma corrida desigual — mas os 11% de indecisos lembram que nenhuma eleição está encerrada antes do dia da votação.
Datafolha: Cleitinho lidera em Minas com 53% dos votos válidos; Patrus tem 21%
Cleitinho reúne 53% dos votos válidos, margem que o distancia significativamente
Por que a diferença entre votos válidos e intenção total importa tanto aqui?
Porque a Justiça Eleitoral calcula o vencedor apenas com os votos válidos. Se Cleitinho tem 53% dos válidos, ele ganha no primeiro turno — não importa quantas pessoas votam em branco ou nulo. A intenção total mostra o universo completo, mas o resultado oficial segue a regra dos válidos.
Certo, mas 11% de indecisos é um número grande. Dois pontos de margem de erro significa que Cleitinho poderia estar em 51% ou 55%. Isso ainda é liderança clara, mas não é tão blindado quanto parece à primeira leitura.
E quanto à disputa pelo Senado? Parece mais aberta.
Muito mais. Marília Campos lidera com 21%, mas Carlos Viana está a apenas dois pontos atrás com 19%. Domingos Sávio tem 17%. Qualquer movimento pequeno reordena essa corrida.
E aí entra a margem de erro novamente. Esses três candidatos estão praticamente dentro da margem um do outro. Não é possível dizer com segurança quem fica em primeiro.
Quando foi feita essa pesquisa?
Entre 2 e 3 de outubro. Então qualquer coisa que tenha acontecido depois disso não está refletida aqui.
Exatamente. Essa é uma fotografia de um momento específico. Campanhas mudam, notícias surgem, eleitores mudam de ideia. O que importa é o dia da votação.
Der Puls
- Cleitinho concentra mais da metade dos votos válidos em Minas Gerais, uma vantagem que, se mantida, tornaria desnecessário um segundo turno.
- Patrus Ananias, com 21%, e Alexandre Kalil, com 9%, disputam um distante segundo plano sem força aparente para ameaçar a liderança.
- Os demais candidatos somados mal chegam a 15%, sinalizando uma fragmentação que, por ora, beneficia o líder.
- Onze por cento dos eleitores ainda estão indecisos — uma parcela que pode não mudar o resultado, mas mantém a campanha em aberto.
- A pesquisa, realizada com 2.010 pessoas e margem de erro de dois pontos, oferece um instantâneo sólido, não uma sentença definitiva.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho avança com força suficiente para encerrar a disputa já no primeiro turno, segundo o Datafolha. Com 53% dos votos válidos, ele se distancia de um campo fragmentado, enquanto Patrus Ananias e Alexandre Kalil travam uma batalha secundária pelo segundo lugar. O retrato é de uma corrida desigual — mas os 11% de indecisos lembram que nenhuma eleição está encerrada antes do dia da votação.
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado revela que o senador Cleitinho, do Republicanos, lidera com folga a corrida eleitoral em Minas Gerais. Entre os votos válidos — aqueles que efetivamente determinam o vencedor, excluindo brancos, nulos e indecisos —, ele reúne 53%, percentual suficiente para garantir vitória já no primeiro turno.
Patrus Ananias, do PT, ocupa o segundo lugar com 21%, seguido por Alexandre Kalil, do PDT, com 9%. Os demais candidatos, entre eles Flávio Roscoe, Mateus Simões e Gabriel Azevedo, não ultrapassam 4% individualmente, compondo um campo disperso que, por ora, não oferece resistência à liderança de Cleitinho.
Quando se amplia o cálculo para o universo total de eleitores — incluindo indecisos e quem pretende votar em branco ou nulo —, os números recuam: Cleitinho vai a 44%, Patrus a 18% e Kalil a 8%. Os 11% de indecisos e os 6% que cogitam votar em branco ou nulo são o principal fator de incerteza que ainda paira sobre a disputa.
A pesquisa também mapeou a corrida ao Senado, onde Marília Campos, do PT, lidera com 21% dos votos válidos, à frente de Carlos Viana (PSD) com 19% e Domingos Sávio (PL) com 17%. Aécio Neves aparece com 13%, enquanto Áurea Carolina e Marcelo Aro dividem a quinta posição com 9% cada.
O levantamento foi feito presencialmente com 2.010 eleitores mineiros entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Contratado pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo, o Datafolha registrou o estudo no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06705/2026.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado coloca o senador Cleitinho, do Republicanos, em posição confortável para vencer a eleição em Minas Gerais no primeiro turno. Entre os votos válidos — aqueles que efetivamente contam para o resultado oficial, excluindo brancos, nulos e indecisos — Cleitinho reúne 53%, uma margem que o distancia significativamente de seus concorrentes.
Patrus Ananias, do PT, ocupa a segunda posição com 21% dos votos válidos. O terceiro lugar fica com Alexandre Kalil, do PDT, que aparece com 9%. Os demais candidatos — Flávio Roscoe (PL) com 4%, Mateus Simões (PSD) com 4%, Gabriel Azevedo (MDB) com 3%, Ben Mendes (Missão) com 2%, e os candidatos com 1% ou menos — completam o quadro de uma disputa em que a liderança de Cleitinho é substancial.
Quando se considera o universo total de eleitores, incluindo aqueles que ainda não decidiram e os que pretendem votar em branco ou nulo, o cenário muda de escala mas não de direção. Cleitinho cai para 44%, Patrus para 18%, Kalil para 8%. Neste cenário, 11% dos entrevistados ainda estão indecisos e 6% pretendem votar em branco, nulo ou não votarão. A diferença entre os dois cenários — votos válidos versus intenção total — reflete a importância de como se calcula o resultado: a Justiça Eleitoral, assim como esta pesquisa, descarta os votos brancos e nulos para determinar o vencedor.
A pesquisa também sondou a intenção de voto para o Senado. Marília Campos, do PT, lidera com 21% dos votos válidos, seguida por Carlos Viana (PSD) com 19% e Domingos Sávio (PL) com 17%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 13%, enquanto Áurea Carolina (PSOL) e Marcelo Aro (PP) dividem a quinta posição com 9% cada. Os demais candidatos não ultrapassam 4%.
O levantamento foi realizado presencialmente com 2.010 pessoas com 16 anos ou mais em Minas Gerais entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O Datafolha foi contratado pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo, e seu registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob o protocolo MG-06705/2026. Esses números oferecem um retrato do momento da campanha, mas deixam em aberto como os 11% de indecisos e possíveis movimentações entre agora e o dia da votação podem alterar o resultado final.
Bemerkenswerte Zitate
O cálculo dos votos válidos leva em consideração a intenção de voto em cada candidato, excluindo os votos brancos e nulos, assim como faz a Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial.— Datafolha