Em Minas Gerais, onde o poder sempre foi disputado com intensidade proporcional ao seu peso na federação, uma pesquisa Datafolha revela que Cleitinho Azevedo carrega, por ora, a preferência de um terço do eleitorado — uma liderança que, embora robusta, coexiste com uma vasta zona de indefinição. A corrida ainda está em seus estágios iniciais, e o mapa eleitoral mineiro permanece mais aberto do que os números de primeiro turno sugerem.
Datafolha: Cleitinho lidera disputa para governo de MG com 32%
Sessenta e quatro por cento ficam indecisos quando não veem os nomes
Por que a diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea é tão grande? Cleitinho cai de 32% para 15%.
Quando você apresenta o nome e o partido, o eleitor tem uma âncora. Sem ela, a memória funciona diferente. Sessenta e quatro por cento ficam indecisos na espontânea. Isso diz que a campanha ainda não penetrou fundo.
E Patrus Ananias? Ele tem 12% estimulado mas é o mais rejeitado com 29%.
Rejeição alta não mata candidato se houver voto útil. Mas sugere que ele divide o eleitorado — quem o conhece tem opinião forte, para um lado ou outro.
Cleitinho lidera, mas tem apenas 14% de rejeição. Isso é baixo?
Muito baixo. Significa que ele ainda é relativamente desconhecido ou bem aceito. Quando você lidera e tem pouca rejeição, há espaço para crescer.
O governo Mateus Simões tem 41% de aprovação. Isso ajuda ou atrapalha Cleitinho?
Depende da narrativa que Cleitinho constrói. Se ele se apresentar como continuidade, ajuda. Se disser que precisa mudar, a aprovação moderada não o prejudica.
Treze por cento ainda estão indecisos. Isso é muito?
Para agosto, é bastante. Faltam meses. Esses indecisos serão disputados por todos, mas especialmente pelos que têm menos rejeição.
El Pulso
- Cleitinho Azevedo abre vantagem expressiva com 32% das intenções de voto, mais que o dobro dos seus perseguidores imediatos.
- Patrus Ananias e Alexandre Kalil disputam o segundo lugar empatados em 12%, sem conseguir, por ora, consolidar uma alternativa clara à liderança.
- Na pesquisa espontânea, 64% dos eleitores se declaram indecisos — um sinal de que a corrida está longe de ser definida e que o terreno ainda é altamente disputável.
- Patrus Ananias lidera o índice de rejeição com 29%, seguido por Kalil com 23%, o que limita o teto de crescimento de ambos mesmo que consigam mobilizar seus eleitores.
- A aprovação do governo Mateus Simões, com 41% de aprovação mas 37% avaliando-o como regular, oferece um pano de fundo ambíguo para quem quiser herdar ou rejeitar seu legado.
Em Minas Gerais, onde o poder sempre foi disputado com intensidade proporcional ao seu peso na federação, uma pesquisa Datafolha revela que Cleitinho Azevedo carrega, por ora, a preferência de um terço do eleitorado — uma liderança que, embora robusta, coexiste com uma vasta zona de indefinição. A corrida ainda está em seus estágios iniciais, e o mapa eleitoral mineiro permanece mais aberto do que os números de primeiro turno sugerem.
Uma pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, realizada entre 18 e 20 de agosto com 1.204 eleitores mineiros, coloca Cleitinho Azevedo, do Republicanos, na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais com 32% das intenções de voto no primeiro turno. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Atrás dele, Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem empatados tecnicamente com 12% cada. Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel dividem 4% cada, enquanto os demais candidatos ocupam as margens da disputa. Treze por cento dos eleitores permanecem indecisos, e 14% pretendem votar em branco ou nulo.
O cenário muda quando a pesquisa é feita de forma espontânea, sem apresentar os nomes previamente: Cleitinho cai para 15%, Patrus e Kalil recuam a 3% cada, e 64% dos entrevistados se declaram indecisos — revelando o quanto a eleição ainda está em aberto.
No campo da rejeição, Patrus Ananias lidera negativamente com 29%, seguido por Kalil com 23% e Roscoe com 17%. Cleitinho, mesmo na ponta das intenções de voto, registra 14% de rejeição. Sete por cento rejeitam todos os candidatos.
Como pano de fundo, o governo Mateus Simões — ainda em exercício — tem 41% de aprovação e 32% de desaprovação, com 37% dos eleitores avaliando sua gestão como regular. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-00446/2026.
Uma pesquisa divulgada na sexta-feira (21) encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo traça o mapa da corrida para o governo de Minas Gerais. O levantamento, realizado entre 18 e 20 de agosto com 1.204 eleitores maiores de 16 anos, mostra Cleitinho Azevedo, do Republicanos, em posição confortável na liderança com 32% das intenções de voto no primeiro turno. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Atrás de Cleitinho, a disputa se aperta. Patrus Ananias, do PT, e Alexandre Kalil, do PDT, aparecem empatados tecnicamente em segundo lugar, cada um com 12% das intenções. Mais abaixo, Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel (MDB) dividem 4% cada um. Os demais candidatos — Professor Túlio Lopes (PCB) com 2%, Rafael Duda (PSTU) com 1%, Ben Mendes (Missão) com 1%, Indira Xavier (UP) com 1% e Henrique Áreas (PCO) com 0% — ocupam as margens da disputa. Ainda há 14% que pretendem votar em branco ou nulo, e 13% que permanecem indecisos.
Quando a pesquisa oferece os nomes dos candidatos espontaneamente, sem apresentá-los previamente, o cenário muda significativamente. Nesse formato, Cleitinho mantém sua vantagem, mas reduzida para 15%. Patrus Ananias e Alexandre Kalil caem para 3% cada um. Zema, do Novo, aparece com 2%, enquanto Mateus Simões marca 1%. Neste cenário, 64% dos entrevistados se declaram indecisos — um número que revela quanto ainda há de indefinição na eleição.
O índice de rejeição oferece outra perspectiva importante. Patrus Ananias é o candidato mais rejeitado, com 29% dizendo que não votariam nele de forma alguma. Alexandre Kalil vem em seguida com 23% de rejeição. Flávio Roscoe marca 17%. Cleitinho, apesar de sua liderança em intenção de voto, tem 14% de rejeição — o mesmo patamar de Mateus Simões. Ben Mendes, Rafael Duda, Gabriel e os demais candidatos menores ficam entre 11% e 13% de rejeição. Sete por cento dos eleitores rejeitam todos os candidatos, enquanto 4% dizem que votariam em qualquer um deles.
A aprovação do governo Mateus Simões, que ainda está em exercício, oferece um pano de fundo para a campanha. Quarenta e um por cento aprovam sua gestão, enquanto 32% desaprovam e 27% não sabem avaliar. Quando perguntados sobre a qualidade do governo, 23% o consideram ótimo ou bom, 37% o veem como regular, e 15% o julgam ruim ou péssimo. Um quarto dos entrevistados não soube responder a essa pergunta. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-00446/2026.
Citas Notables
Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-00446/2026— Datafolha