Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo consolida sua liderança na corrida ao governo estadual, enquanto o eleitorado mineiro começa a abandonar a indecisão e a desenhar contornos mais nítidos para o pleito de 2026. A pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de setembro, registra não apenas números — ela revela o ritmo com que uma sociedade vai encontrando suas escolhas coletivas, ainda que o caminho até as urnas permaneça longo e incerto.
Datafolha: Cleitinho alcança 40% em MG; Patrus e Kalil na sequência
Indecisos caem de 53% para 46% em duas semanas
Por que essa redução de indecisos importa tanto? Sete pontos em duas semanas parece significativo.
Porque mostra que o eleitorado está deixando de ficar em cima do muro. Quando você tem 53% de indecisos, qualquer coisa pode acontecer. Agora com 46%, há mais gente que já sabe em quem vota ou pelo menos está pensando seriamente.
Mas precisamos ser cuidadosos. Isso não significa que o voto está consolidado — significa apenas que menos pessoas responderam "não sei" ao pesquisador. Muita gente que se declarou decidida pode mudar de ideia.
E quanto às diferenças entre os institutos? AtlasIntel coloca Patrus em 31%, enquanto Datafolha tem 15%. Como explicar isso?
Metodologia diferente. AtlasIntel usou recrutamento digital, Datafolha usa abordagem tradicional. As datas também foram diferentes — AtlasIntel coletou entre 15 e 20 de setembro, Datafolha entre 22 e 24. Duas semanas é tempo suficiente para mudanças.
Exatamente. E o tamanho da amostra também varia — AtlasIntel ouviu 1.799 pessoas, Datafolha ouviu 1.204. Comparar esses números diretamente é arriscado. O que podemos dizer é que Cleitinho lidera em todos os institutos, mas a distância para Patrus varia bastante.
Cleitinho chegou a 49% nos votos válidos. Isso significa que ele ganha no primeiro turno?
Não necessariamente. Votos válidos é um cálculo técnico que exclui brancos, nulos e indecisos. É próximo ao critério que a Justiça Eleitoral usa para definir o resultado oficial, mas a pesquisa mede apenas opinião no momento da coleta.
E há ainda 10% de indecisos e 9% que pretendem votar em branco ou nulo. Isso é quase um quinto do eleitorado. Muita coisa pode mudar.
A pesquisa espontânea mostra Cleitinho com 26% e Patrus com 8%. Por que essa diferença tão grande em relação à estimulada?
Na espontânea, o pesquisador não dá pistas. Cleitinho é mais conhecido, tem mais presença. Patrus precisa ser lembrado. Quando você apresenta o nome, as pessoas reconhecem e respondem.
El Pulso
- Cleitinho Azevedo chega a 40% nas intenções de voto estimuladas, ampliando em três pontos a vantagem que já detinha no levantamento de 11 de setembro.
- A disputa pelo segundo lugar permanece em aberto: Patrus Ananias sobe para 15% e Kalil recua para 9%, mas os dois seguem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
- O dado mais revelador da rodada é a queda de sete pontos nos indecisos — de 53% para 46% —, sinal de que o eleitorado mineiro começa a se definir com a campanha em curso.
- Outros institutos como Quaest, RealTime Big Data e AtlasIntel registram números distintos para Cleitinho, entre 35% e 39,3%, refletindo diferenças de metodologia que impedem comparação direta.
- O próximo mês será o teste decisivo: se a tendência de maior definição do voto se consolida ou se há reordenamento entre os candidatos que disputam o segundo turno.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo consolida sua liderança na corrida ao governo estadual, enquanto o eleitorado mineiro começa a abandonar a indecisão e a desenhar contornos mais nítidos para o pleito de 2026. A pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de setembro, registra não apenas números — ela revela o ritmo com que uma sociedade vai encontrando suas escolhas coletivas, ainda que o caminho até as urnas permaneça longo e incerto.
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ampliou sua vantagem na disputa pelo governo de Minas Gerais. A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24 de setembro, registrou o candidato com 40% das intenções de voto — três pontos acima do levantamento de 11 de setembro. O instituto ouviu 1.204 eleitores mineiros entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 15%, subindo dois pontos em relação à rodada anterior. Alexandre Kalil, do PDT, registrou 9%, caindo de 11%. Mateus Simões e Flávio Roscoe marcam 5% cada, enquanto Gabriel, do MDB, soma 3%. Dentro da margem de erro, Patrus e Kalil estão tecnicamente empatados, assim como o trio que os segue. Considerando apenas os votos válidos, Cleitinho chega a 49%, Patrus a 18% e Kalil a 11%.
Na pesquisa espontânea, sem lista de candidatos apresentada, Cleitinho soma 26%, Patrus 8% e Kalil 3%. O dado mais significativo desta rodada é a queda de sete pontos nos indecisos, que recuaram de 53% para 46%, acompanhada pelo crescimento espontâneo dos dois primeiros colocados.
Outros institutos divulgaram levantamentos recentes com números distintos: a Quaest registrou Cleitinho com 37% e Patrus com 16%; o RealTime Big Data mostrou 35% e 19%; a AtlasIntel apresentou 39,3% para Cleitinho e 31% para Patrus. As diferenças de metodologia e período de campo impedem comparação direta entre os levantamentos. A pesquisa Datafolha foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-07400/2026.
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ampliou sua vantagem na disputa pelo governo de Minas Gerais. Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24 de setembro, registrou o candidato com 40% das intenções de voto — três pontos acima do levantamento anterior, realizado em 11 de setembro, quando ele marcava 37%. O instituto ouviu 1.204 eleitores mineiros com 16 anos ou mais entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na sequência, o deputado federal Patrus Ananias, do PT, aparece com 15%, subindo dois pontos em relação aos 13% de duas semanas antes. Alexandre Kalil, do PDT, registrou 9%, caindo de 11%. Mateus Simões, do PSD, e Flávio Roscoe, do PL, marcam 5% cada. Gabriel, do MDB, soma 3%. Considerando a margem de erro, Patrus e Kalil encontram-se tecnicamente empatados, assim como Simões, Roscoe e Gabriel.
Quando o cálculo considera apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Cleitinho chega a 49%, Patrus a 18% e Kalil a 11%. Simões e Roscoe têm 6% cada, Gabriel marca 4%. Candidatos de menor expressão como Túlio Lopes, do PCB, e Ben Mendes, da Missão, registram 2% cada. O Datafolha ressalva que pesquisas eleitorais representam apenas a opinião dos entrevistados no período da coleta e não funcionam como previsão do resultado das urnas.
Na modalidade espontânea — quando o pesquisador não apresenta lista de candidatos — Cleitinho soma 26%, contra 8% de Patrus e 3% de Kalil. O dado mais significativo dessa rodada é a queda de sete pontos no contingente de indecisos, que caiu de 53% para 46%. Essa redução acompanha um aumento nas menções espontâneas aos dois primeiros colocados: Cleitinho passou de 22% para 26%, enquanto Patrus saiu de 5% para 8%.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-07400/2026. O registro público confirma a amostra, o período de campo e a contratação do levantamento. Outros institutos divulgaram levantamentos recentes sobre Minas Gerais, mas diferenças de metodologia, datas de campo e formas de coleta impedem comparação direta. A Quaest divulgou em 23 de setembro uma pesquisa que registrou Cleitinho com 37% e Patrus com 16%. O levantamento RealTime Big Data, publicado em 21 de setembro, mostrou Cleitinho com 35% e Patrus com 19%. A AtlasIntel apresentou números distintos: 39,3% para Cleitinho e 31% para Patrus, tendo ouvido 1.799 eleitores por recrutamento digital entre 15 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A redução de indecisos sugere que o eleitorado mineiro está se definindo conforme a campanha avança. Cleitinho mantém a liderança numérica clara na pesquisa estimulada, enquanto a disputa pelo segundo lugar permanece aberta dentro das margens de erro. O próximo mês será decisivo para observar se essa tendência de maior definição do voto se consolida ou se há movimentação entre os candidatos.
Citas Notables
Pesquisas eleitorais representam apenas a opinião dos entrevistados no período da coleta e não funcionam como previsão do resultado das urnas— Datafolha