Daronco registra ofensas e intimidação em súmula de Remo x Santos

Ladrão, sem vergonha — gestos de roubo e tentativa de avanço
Ofensas proferidas por membros do Remo contra Daronco após o apito final, conforme registrado na súmula oficial.
Mark

Por que Daronco decidiu documentar tudo isso na súmula? Não era mais simples deixar passar?

Mimi

Porque o que aconteceu depois do apito final não foi uma reclamação isolada. Foram várias pessoas uniformizadas, xingamentos coordenados, gestos de roubo, uma tentativa de avançar contra os árbitros. Isso é intimidação organizada. A súmula é o registro oficial disso.

Mark

E a expulsão do Marllon? Era realmente vermelho?

Mimi

Daronco achou que era amarelo no primeiro momento. O VAR recomendou revisão. Quando Daronco voltou ao monitor, mudou de ideia. Tecnicamente, ele tinha o direito de fazer isso. Mas para o Remo, foi a decisão que mudou tudo.

Mark

O Remo está certo em contestar o VAR?

Mimi

O Remo tem o direito de questionar. Mas há uma diferença entre questionar a decisão e intimidar os árbitros. A nota oficial do clube critica a arbitragem, sim. Mas não menciona as ofensas que seus próprios membros proferiram.

Mark

Qual é o risco real para o Remo agora?

Mimi

A CBF tem documentação de tudo. Ofensas, gestos, tentativa de avanço físico. Isso pode resultar em multas, suspensão de estádio, até punições mais severas. O clube pode ter prejudicado sua própria defesa ao não reconhecer o que aconteceu.

Mark

E para Daronco? Ele sai ileso disso?

Mimi

Daronco fez seu trabalho. Documentou o que viu, o que ouviu. A súmula é sua proteção. Agora a confederação decide o que fazer com as informações que ele registrou.

  • A expulsão do capitão Marllon aos 28 minutos, recomendada pelo VAR e confirmada por Daronco após revisão no monitor, deixou o Remo com um jogador a menos e acendeu uma fúria que não se apagou com o apito final.
  • Na zona mista e nos corredores do vestiário, membros da comissão técnica e do clube xingaram o árbitro de ladrão e sem vergonha, fizeram gestos simulando roubo e tentaram avançar fisicamente contra a equipe de arbitragem — a segurança precisou intervir.
  • Em vez de pedir desculpas, o Remo publicou nota oficial contestando a intervenção do VAR e criticando nominalmente o árbitro de vídeo Marco Aurélio, citando outras partidas em que sua atuação teria gerado polêmica.
  • A CBF divulgou o áudio da comunicação entre Daronco e o VAR no lance da expulsão, enquanto a súmula já havia criado um registro permanente das ofensas — e o clube paraense agora aguarda possíveis punições da confederação.

No Estádio Mangueirão, em Belém, uma decisão do VAR que transformou um cartão amarelo em vermelho tornou-se o estopim de algo maior do que o resultado de uma partida. O árbitro Anderson Daronco registrou em súmula oficial não apenas o placar — Santos 1 a 0 Remo pelas oitavas da Copa do Brasil —, mas também o rastro de ofensas, gestos de desrespeito e uma tentativa de avanço físico que se seguiram ao apito final. É um lembrete de que, no futebol como na vida, as consequências de um momento de revolta costumam durar muito mais do que o momento em si.

Anderson Daronco deixou o Mangueirão na noite de terça-feira com uma súmula fora do comum. Além do placar — Santos 1 a 0 Remo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil —, o árbitro documentou ofensas, gestos obscenos e uma tentativa de avanço físico contra sua equipe, ocorridos na zona mista e nos corredores do vestiário em Belém.

Tudo começou aos 28 minutos do primeiro tempo, quando Daronco mostrou cartão amarelo ao zagueiro e capitão Marllon por uma falta. O árbitro de vídeo Marco Aurélio recomendou revisão; Daronco voltou ao monitor e trocou o amarelo por vermelho. O Remo jogaria o restante da partida com um homem a menos.

No intervalo, o supervisor Diego Ziegg abordou Daronco na zona mista com críticas ácidas sobre o VAR. O árbitro anotou a fala palavra por palavra. O episódio mais grave, porém, veio após o apito final: membros uniformizados do clube — da comissão técnica e do próprio Remo — chamaram Daronco de ladrão e sem vergonha, fizeram gestos simulando roubo e tentaram avançar fisicamente contra os árbitros. A segurança do estádio precisou contê-los.

Na quarta-feira, o Remo respondeu com nota oficial — não para se desculpar, mas para contestar a decisão do VAR e criticar diretamente Marco Aurélio, mencionando outras partidas em que sua atuação teria gerado reclamações. A CBF, por sua vez, divulgou o áudio da conversa entre Daronco e o VAR no lance da expulsão. A partida já terminou, mas suas consequências seguem abertas: o clube paraense pode enfrentar punições da confederação pelas ofensas e pela tentativa de intimidação registradas em súmula.

Anderson Daronco saiu do Estádio Mangueirão na noite de terça-feira carregando mais do que a súmula de um jogo. O árbitro documentou, no papel oficial da partida que o Santos venceu por 1 a 0 sobre o Remo pelas oitavas de final da Copa do Brasil, um registro incomum: uma série de ofensas, gestos obscenos e uma tentativa de avanço físico contra a equipe de arbitragem. Tudo isso ocorreu na zona mista e nos corredores do vestiário do estádio em Belém, após o apito final.

O que desencadeou a revolta foi uma decisão tomada aos 28 minutos do primeiro tempo. Daronco havia mostrado cartão amarelo ao zagueiro e capitão Marllon por uma falta. Segundos depois, o árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira recomendou uma revisão. Daronco voltou ao monitor, reconsiderou e trocou o amarelo por vermelho. Marllon saiu de campo. O Remo, a partir daquele momento, jogaria com um homem a menos pelo restante da partida.

Na súmula, Daronco detalhou o primeiro incidente. Durante o intervalo, enquanto passava pela zona mista, o supervisor da equipe do Remo, Diego Ziegg, dirigiu-se ao árbitro com uma frase que misturava crítica e desrespeito. Ziegg disse que o VAR estava prejudicando Daronco — usando linguagem bem mais crua que isso. O árbitro anotou a fala palavra por palavra.

Mas o episódio mais grave veio depois. Quando o jogo terminou, Daronco e sua equipe caminhavam novamente pela zona mista. Dessa vez, várias pessoas uniformizadas do Remo — não apenas supervisores, mas membros da comissão técnica e do clube — começaram a xingar a arbitragem. Chamaram Daronco de ladrão, de sem vergonha. Fizeram gestos que simulavam roubo. Alguns tentaram avançar fisicamente contra os árbitros. A segurança do estádio precisou intervir para contê-los.

No dia seguinte, quarta-feira, o Remo respondeu com uma nota oficial. O clube não se desculpou pelos insultos. Em vez disso, contestou a decisão que havia provocado a revolta. Segundo o Remo, Daronco havia acertado ao mostrar apenas amarelo. A intervenção do VAR, argumentou o clube, foi um erro que prejudicou o time paraense. O Remo foi além e criticou diretamente Marco Aurélio, o responsável pela cabine de vídeo, mencionando outras partidas em que sua atuação havia gerado reclamações.

A CBF, por sua vez, divulgou o áudio da conversa entre Daronco e o VAR no lance da expulsão. O documento sonoro estava ali para quem quisesse ouvir e tirar suas próprias conclusões. Mas a súmula de Daronco já havia criado um registro permanente: não apenas da decisão arbitral, mas da reação que ela provocou. O Remo agora enfrenta a possibilidade de punições da confederação pelas ofensas e pela tentativa de intimidação documentadas. A partida terminou há dias, mas suas consequências ainda estão em aberto.

Daronco, o VAR tá te prejudicando
— Diego Ziegg, supervisor do Remo, durante o intervalo
A decisão inicial de Daronco estava correta e a intervenção do VAR foi equivocada
— Nota oficial do Remo contestando a expulsão de Marllon
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