No Paraná de setembro de 2026, uma pesquisa de intenção de voto para o Senado revela não apenas quem lidera, mas como a rejeição pode ser tão decisiva quanto a preferência. Deltan Dallagnol parte na frente com 24,4%, carregando uma das menores taxas de rejeição entre os principais nomes, enquanto Gleisi, experiente e conhecida, enfrenta um muro de 54,1% de eleitores que recusam seu nome categoricamente. O mapa ainda está sendo desenhado, e a distância entre intenção e destino raramente é uma linha reta.
Dallagnol lidera pesquisa para Senado no Paraná com 24,4%
Dallagnol lidera, mas com menos de um quarto das intenções consolidadas
Por que Dallagnol sai na frente se tem menos de um quarto das intenções de voto? Isso é realmente uma liderança forte?
É relativo. Em uma disputa com vários candidatos competitivos, 24,4% é uma vantagem clara, mas não é uma posição blindada. O que importa mais é que ele tem a menor rejeição entre os principais nomes — apenas 11,6% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A pesquisa é estimulada, ou seja, mostrou os nomes. Isso pode inflar números de candidatos conhecidos. E 24,4% em uma disputa por duas cadeiras significa que ele precisa de apoio de segundo turno ou coligação para garantir uma vaga.
E Gleisi? Ela tem 14,3% em intenção de voto, mas 54,1% de rejeição. Como alguém continua na disputa com um número assim?
Porque rejeição não é voto. Gleisi tem uma base de apoiadores que votarão nela, mas há um contingente muito maior que a rejeita. Isso a coloca em posição frágil — qualquer movimento dos indecisos pode prejudicá-la.
Exatamente. E note que há 3,7% de indecisos e 2,0% de brancos e nulos. Esses votos podem ser decisivos em uma disputa tão fragmentada. A pesquisa não nos diz para onde eles vão.
Filipe Barros está em segundo com 18,8%, mas tem 14,7% de rejeição. Ele está em posição melhor que Gleisi?
Sim, porque a proporção é mais equilibrada. Ele tem menos intenção de voto que Dallagnol, mas também menos rejeição que Gleisi. Está em uma posição intermediária, competitiva.
Mas ainda há muita incerteza. Cristina Graeml tem 11,8%, praticamente o mesmo que Dr. Rosinha com 10,8%. A diferença entre terceiro e sexto lugar é pequena. Tudo pode mudar.
Então essa pesquisa nos diz que a disputa está aberta?
Completamente. Dallagnol tem vantagem, mas não há nada decidido. As próximas semanas de campanha podem reconfigurar tudo isso.
E precisamos lembrar que essa é uma pesquisa de um único instituto em um momento específico. Outras pesquisas podem mostrar cenários diferentes. Essa é apenas uma fotografia.
Il Polso
- Dallagnol lidera com 24,4%, mas ainda representa menos de um quarto do eleitorado — a disputa está longe de ser definida.
- A rejeição de 54,1% a Gleisi funciona como um teto invisível que pode inviabilizar sua candidatura independentemente de sua experiência política.
- Filipe Barros e Alexandre Curi disputam palmo a palmo o segundo e terceiro lugares, criando uma zona de tensão que pode remodelar o cenário a qualquer momento.
- Com quatro candidatos competitivos e nenhum com maioria consolidada, qualquer movimento de campanha tem potencial para redistribuir votos de forma significativa.
No Paraná de setembro de 2026, uma pesquisa de intenção de voto para o Senado revela não apenas quem lidera, mas como a rejeição pode ser tão decisiva quanto a preferência. Deltan Dallagnol parte na frente com 24,4%, carregando uma das menores taxas de rejeição entre os principais nomes, enquanto Gleisi, experiente e conhecida, enfrenta um muro de 54,1% de eleitores que recusam seu nome categoricamente. O mapa ainda está sendo desenhado, e a distância entre intenção e destino raramente é uma linha reta.
O instituto Neokemp divulgou uma pesquisa mapeando a disputa pelas duas cadeiras do Senado paranaense em 2026. Deltan Dallagnol, do Novo, lidera com 24,4% das intenções de voto, seguido por Filipe Barros, do PL, com 18,8%, Gleisi, do PT, com 14,3%, e Alexandre Curi, do Republicanos, com 13,0%. O levantamento usou cenário estimulado, apresentando os nomes aos entrevistados e consolidando os resultados para 100%.
Mas a história mais reveladora está nos números de rejeição. Gleisi enfrenta 54,1% de eleitores que afirmam não votar nela de forma alguma — um patamar que a coloca em posição vulnerável apesar de sua trajetória. Filipe Barros registra 14,7% de rejeição, enquanto Dallagnol, mesmo liderando, tem apenas 11,6%, sugerindo uma base menos polarizada e mais estável.
Entre os candidatos menores, Cristina Graeml aparece com 11,8% e Dr. Rosinha com 10,8%. Os demais registram intenções marginais. A rejeição a esses nomes é proporcionalmente baixa, reflexo do menor reconhecimento público. Apenas 0,3% dos entrevistados rejeitam todos os candidatos.
O cenário que emerge é de disputa aberta. Dallagnol parte na frente, mas sem consolidar um quarto dos votos. A competição entre Barros e Curi pelo segundo lugar mantém o campo em movimento, e a alta rejeição a Gleisi pode ser o fator mais determinante da eleição conforme a campanha avança.
O instituto Neokemp divulgou na segunda-feira uma pesquisa que traça o mapa da disputa pelo Senado paranaense em 2026, e o resultado aponta para um cenário fragmentado onde quatro nomes se destacam na corrida pelas duas cadeiras disponíveis. Deltan Dallagnol, do Novo, lidera as intenções de voto com 24,4%, seguido por Filipe Barros, do PL, com 18,8%, Gleisi, do PT, com 14,3%, e Alexandre Curi, do Republicanos, com 13,0%. A pesquisa apresentou aos entrevistados um cenário estimulado, mostrando os nomes dos concorrentes e pedindo que indicassem em quem votariam para cada uma das duas vagas, com os resultados consolidados e reduzidos para 100%.
O que torna a pesquisa particularmente reveladora, porém, não é apenas quem lidera nas intenções positivas. A rejeição aos candidatos conta uma história diferente e, em alguns casos, mais determinante. Gleisi enfrenta um patamar de rejeição notavelmente alto: 54,1% dos entrevistados disseram que não votariam nela de jeito nenhum para o Senado. Esse número a coloca em posição vulnerável apesar de sua experiência política. Filipe Barros aparece com 14,7% de rejeição, enquanto Dallagnol, que lidera em intenção de voto, tem apenas 11,6% de rejeição — uma proporção que sugere uma base mais consolidada e menos polarizada.
Os demais candidatos ocupam posições mais modestas no cenário estimulado. Cristina Graeml, do PSD, registra 11,8% de intenção de voto, seguida por Dr. Rosinha, também do PT, com 10,8%. Karen Guerreiro, da Missão, aparece com 0,8%, enquanto Joaquim do MLB, da UP, tem 0,2% e Marcelo Marcelino, do PCO, 0,1%. Há ainda 3,7% de entrevistados que não sabem em quem votariam e 2,0% que indicaram voto em branco ou nulo.
A rejeição aos candidatos menores é proporcionalmente menor, o que é esperado em pesquisas com nomes menos conhecidos. Dr. Rosinha enfrenta 10,1% de rejeição, Cristina Graeml 4,6%, e Alexandre Curi apenas 2,2%. Karen Guerreiro tem 1% de rejeição, enquanto Marcelo Marcelino e Joaquim do MLB praticamente não registram rejeição mensurável. Quando perguntados se rejeitavam todos os candidatos, apenas 0,3% dos entrevistados responderam afirmativamente, enquanto 1,4% disseram que não rejeitam ninguém.
O cenário que emerge é o de uma disputa aberta, com margem considerável para variações nas próximas pesquisas. Dallagnol parte na frente, mas com menos de um quarto das intenções de voto consolidadas. A alta rejeição a Gleisi, apesar de sua trajetória política, sugere que a polarização em torno de seu nome pode ser um fator decisivo. A competitividade entre Barros e Curi pelos terceiro e quarto lugares indica que há espaço para movimentações conforme a campanha avança. A pesquisa foi realizada pelo Neokemp e reflete o momento específico de setembro de 2026, deixando em aberto como os eleitores paranaenses definirão suas escolhas nas urnas.
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A pesquisa apresentou um cenário estimulado, mostrando os nomes dos concorrentes e pedindo que indicassem em quem votariam para cada uma das duas vagas— Instituto Neokemp