Na manhã de 13 de maio de 2021, Wall Street encontrou alívio onde na véspera havia encontrado ansiedade. Os pedidos de subsídio de desemprego caíram abaixo das expectativas, sinalizando que o mercado de trabalho americano continuava, ainda que com passos hesitantes, a emergir da sombra da pandemia. Este dado foi suficiente para restaurar a confiança dos investidores, lembrando que a recuperação económica e os receios inflacionários raramente coexistem em paz por muito tempo.
Dados positivos de subsídios de desemprego impulsionam Wall Street
Os investidores deixaram para trás as preocupações da véspera
Porque é que os números do desemprego têm tanto poder sobre o mercado inteiro? Não são apenas um indicador entre muitos?
São um indicador central porque mostram se a recuperação económica é real ou apenas um artefato das políticas de estímulo. Se o desemprego está a cair, significa que as empresas estão a contratar, que há procura genuína.
Mas convém notar que 473 mil pedidos ainda é um número elevado em termos históricos. Antes da pandemia, andávamos por volta de 200 mil a 250 mil por semana. Isto é melhoria, mas não é normalidade.
Verdade. Mas em maio de 2021, ainda estávamos numa fase de recuperação acelerada. O importante era a tendência — estava a descer semana após semana.
E porque é que isto afeta tanto as tecnológicas? Elas não ganham com taxas de juro altas?
É o oposto. As tecnológicas ganham com taxas baixas porque os seus ganhos futuros valem mais quando descontados a uma taxa baixa. Se há inflação, o Federal Reserve sobe as taxas, e as tecnológicas sofrem.
Mas há aqui uma suposição implícita: que os dados de desemprego significam que a inflação é transitória. Ninguém sabe isso com certeza. É uma aposta.
Claro. Mas é a aposta que o mercado estava a fazer naquele momento. Os investidores estavam a dizer: inflação temporária, economia forte, tecnológicas ainda valem muito.
Então a sessão de quinta-feira foi basicamente alívio?
Sim. Alívio de que a economia não estava a desacelerar apesar dos sinais de inflação. E confiança renovada em que o cenário otimista ainda era possível.
Embora seja importante dizer que isto foi uma sessão de abertura. O dia inteiro podia ter terminado de forma diferente, e o sentimento podia mudar com qualquer notícia nova.
The Pulse
- A queda dos pedidos de desemprego para 473.000 — abaixo das previsões de 490.000 e dos 507.000 da semana anterior — surpreendeu positivamente os mercados e serviu de catalisador imediato para a abertura em alta.
- O Nasdaq liderou os ganhos com +0,92%, impulsionado por Apple (+1,6%), Microsoft (+1,5%) e outras gigantes tecnológicas que haviam sido as mais penalizadas pelos receios inflacionários do dia anterior.
- A tensão de fundo persistia: na quarta-feira, dados de inflação acima do esperado tinham provocado uma queda acentuada, levantando dúvidas sobre se a Reserva Federal seria forçada a subir as taxas de juro mais cedo do que o previsto.
- Os investidores pareciam interpretar os bons dados de emprego como evidência de que a inflação seria transitória e não estrutural, permitindo-se regressar às compras — especialmente em tecnologia.
- O mercado mantinha-se num equilíbrio frágil: cada sessão oscilava entre esperança na recuperação e cautela perante a possibilidade de uma política monetária mais restritiva.
Na manhã de 13 de maio de 2021, Wall Street encontrou alívio onde na véspera havia encontrado ansiedade. Os pedidos de subsídio de desemprego caíram abaixo das expectativas, sinalizando que o mercado de trabalho americano continuava, ainda que com passos hesitantes, a emergir da sombra da pandemia. Este dado foi suficiente para restaurar a confiança dos investidores, lembrando que a recuperação económica e os receios inflacionários raramente coexistem em paz por muito tempo.
Na manhã de quinta-feira, 13 de maio de 2021, Wall Street abriu em alta depois de uma sessão anterior marcada pela turbulência. O catalisador foi duplo: dados de desemprego melhores do que o esperado e um regresso em força das ações tecnológicas.
O Departamento do Trabalho dos EUA registou 473.000 novos pedidos de subsídio de desemprego na semana encerrada a 8 de maio — menos do que os 507.000 da semana anterior e abaixo das previsões de 490.000 dos economistas consultados pela Reuters. O sinal era claro: o mercado de trabalho americano continuava a recuperar, ainda que de forma gradual.
O Nasdaq liderou os ganhos com +0,92%, chegando a ultrapassar 1% nos primeiros momentos da sessão. Apple, Microsoft, Alphabet, Facebook e Amazon subiram em conjunto, arrastando o índice tecnológico para cima. O Dow Jones e o S&P 500 também avançaram, mas de forma mais moderada.
O contexto tornava este movimento particularmente significativo. Na véspera, dados de inflação acima do esperado tinham levantado o espectro de uma subida antecipada das taxas de juro pela Reserva Federal — uma perspetiva especialmente prejudicial para as tecnológicas, cujas avaliações elevadas dependem de crédito barato. Os bons números do emprego pareceram tranquilizar os mercados, sugerindo que a inflação poderia ser passageira.
Era um padrão que se tornava familiar em 2021: más notícias sobre inflação compensadas rapidamente por boas notícias sobre o emprego, mantendo os investidores num estado de esperança cautelosa — sempre à espera do próximo dado que pudesse inclinar a balança.
Na quinta-feira, 13 de maio de 2021, Wall Street abriu em alta. O catalisador era duplo: números melhores que o esperado nos pedidos de subsídio de desemprego americano, e o desempenho robusto das ações tecnológicas. Os investidores pareciam ter deixado para trás as preocupações que os assaltaram no dia anterior, quando dados de inflação provocaram uma queda acentuada.
Os números do desemprego foram o ponto de partida. Na semana encerrada em 8 de maio, o Departamento do Trabalho dos EUA registou 473 mil novos pedidos de subsídio de desemprego. Era menos do que a semana anterior, que havia somado 507 mil. E era menos do que os economistas consultados pela Reuters esperavam — eles previam 490 mil inscrições. A queda representava um sinal de que o mercado de trabalho americano continuava a recuperar da pandemia, ainda que lentamente.
Este dado positivo abriu caminho para uma sessão de ganhos generalizados. O Dow Jones subiu 0,11%, fechando em 33.624,74 pontos. O S&P 500 avançou 0,29% para 4.074,99 pontos. Mas foi o Nasdaq que liderou, ganhando 0,92% para 13.150,94 pontos — e em alguns momentos da sessão inicial, o índice tecnológico havia ultrapassado a marca de 1% de ganho.
O Nasdaq era impulsionado pelas gigantes da tecnologia. A Apple subiu 1,6%. A Microsoft ganhou 1,5%. A Alphabet, dona da Google, avançou 0,59%. O Facebook subiu 0,71%. A Amazon ganhou 0,52%. Estas cinco empresas, entre as maiores capitalizações do mercado americano, movimentavam o índice para cima.
O que tornava este movimento significativo era o contexto. Na quarta-feira anterior, Wall Street havia recuado quando dados de inflação sugeriram que os preços estavam a subir mais depressa do que o esperado. Isso levantava questões sobre se o Federal Reserve teria de apertar a política monetária mais cedo do que antecipado, o que seria prejudicial para as ações tecnológicas, que dependem de taxas de juro baixas para justificar as suas avaliações elevadas. Mas os números do desemprego desta quinta-feira pareceram tranquilizar os mercados: a economia estava a recuperar, o que podia significar que a inflação era transitória e não estrutural.
O sentimento mudou rapidamente. Os investidores que haviam vendido no dia anterior estavam agora a comprar de novo, particularmente em tecnologia. Era um padrão familiar nos mercados de 2021: más notícias sobre inflação eram rapidamente compensadas por boas notícias sobre o emprego, mantendo os investidores num estado de equilíbrio precário entre esperança e cautela.
Notable Quotes
Os investidores pareciam ter ultrapassado os receios de quarta-feira com a subida da inflação— Análise de mercado