Na tarde de quarta-feira, o Elevador da Glória descarrilou em Lisboa, ceifando dezassete vidas e ferindo vinte e três pessoas de pelo menos dez nacionalidades. O acidente, cujas causas permanecem por apurar, transformou num instante um percurso quotidiano numa tragédia coletiva que atravessa fronteiras e famílias. Entre os mortos estava o guarda-freio que conduzia o veículo; entre os sobreviventes, uma criança alemã de três anos que perdeu o pai e cuja mãe luta pela vida nos cuidados intensivos. Lisboa acorda agora com a tarefa de compreender o que falhou e de acolher uma dor que não tem uma s
Criança de 3 anos perde pai em descarrilamento do Elevador da Glória; 17 mortos e 23 feridos
O polícia não é apenas um polícia, é O Polícia
Como é que uma coisa destas acontece num elevador que funciona há décadas?
Não sabemos ainda. As autópsias estão em curso, mas o relatório técnico sobre o que falhou no elevador ainda não foi divulgado. Só sabemos que descarrilou.
Exatamente. Temos dezassete mortos confirmados, mas as causas técnicas ainda são desconhecidas. É importante não especular.
E as vítimas — quem estava lá dentro?
Pessoas de dez nacionalidades diferentes. Turistas, residentes, funcionários da Santa Casa que estava numa visita. O guarda-freio, André Marques, que tinha dois filhos.
Sabemos os nomes de muito poucas vítimas ainda. André Marques foi identificado porque o sindicato divulgou. Os outros — a maioria ainda está sem identificação pública.
E essa criança que perdeu o pai?
Tem três anos, é alemã, sofreu ferimentos ligeiros. A mãe está em cuidados intensivos. O menino foi resgatado por um agente da PSP e não o largava.
É uma história humana real, mas temos de ser cuidadosos: não sabemos ainda o estado exato da mãe, não sabemos o nome da criança, não sabemos se há outros familiares envolvidos. O que sabemos é que uma criança de três anos perdeu o pai.
Isto vai mudar alguma coisa no funcionamento do elevador?
Provavelmente haverá uma investigação técnica completa. Mas por enquanto, o elevador está fechado e o trânsito foi reaberto.
Ainda não há qualquer comunicado oficial sobre medidas de segurança ou sobre o que falhou. Tudo isto ainda está em investigação.
El Pulso
- Às 18h de quarta-feira, o Elevador da Glória descarrilou no coração de Lisboa, deixando dezassete mortos e vinte e três feridos espalhados por quatro hospitais da cidade.
- Entre as vítimas estão cidadãos de pelo menos dez países, quatro funcionários da Santa Casa da Misericórdia e o guarda-freio André Marques, de 40 anos, pai de dois filhos menores.
- Uma criança alemã de três anos — a única criança a bordo — foi resgatada dos escombros por um agente da PSP e não largava a mão do polícia; o pai morreu, a mãe está em estado crítico.
- As autoridades trabalharam até às três da manhã no local e regressaram ao amanhecer; a via foi parcialmente reaberta, mas as causas do descarrilamento continuam por determinar.
- Autópsias de urgência foram ordenadas, dois feridos morreram durante a noite, e havia corpos em que nem o sexo era ainda possível identificar — a dimensão da tragédia ainda se está a revelar.
Na tarde de quarta-feira, o Elevador da Glória descarrilou em Lisboa, ceifando dezassete vidas e ferindo vinte e três pessoas de pelo menos dez nacionalidades. O acidente, cujas causas permanecem por apurar, transformou num instante um percurso quotidiano numa tragédia coletiva que atravessa fronteiras e famílias. Entre os mortos estava o guarda-freio que conduzia o veículo; entre os sobreviventes, uma criança alemã de três anos que perdeu o pai e cuja mãe luta pela vida nos cuidados intensivos. Lisboa acorda agora com a tarefa de compreender o que falhou e de acolher uma dor que não tem uma só língua.
Por volta das seis da tarde de quarta-feira, o Elevador da Glória descarrilou em Lisboa. Os primeiros socorristas encontraram dezassete mortos e vinte e três feridos, distribuídos por quatro hospitais — São José, Santa Maria, Cascais e Amadora-Sintra. Cinco dos feridos estavam em estado grave. Dois deles não sobreviveriam à noite.
As vítimas vinham de pelo menos dez países: portugueses, alemães, espanhóis, um sul-coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino. Havia ainda quatro mortos cuja nacionalidade não tinha sido possível determinar, e dois corpos em que nem o sexo era identificável. A Proteção Civil continuava a trabalhar para completar o retrato humano do desastre.
A primeira vítima identificada foi André Marques, quarenta anos, guarda-freio do elevador, que estava ao comando do veículo no momento do acidente. O sindicato anunciou a sua morte nas redes sociais e recordou que deixava dois filhos menores. A Carris descreveu-o como um profissional dedicado, amável e reconhecido por todos. Quatro das dezassete vítimas mortais eram funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, instituição que viu ainda sete trabalhadores feridos. O provedor Paulo Sousa manifestou solidariedade com as famílias.
A história de maior peso humano era a de uma criança alemã de três anos — a única criança a bordo. O menino perdeu o pai no descarrilamento e a sua mãe estava internada em cuidados intensivos. Com ferimentos ligeiros, foi resgatado dos escombros por um agente da PSP que foi um dos primeiros a chegar ao local. Testemunhas contaram que a criança não largava a mão do polícia. Os colegas descreveram o momento com uma frase simples: aquele agente não era apenas um polícia, era O Polícia. Tanto ele como o menino receberam acompanhamento psicológico.
As autoridades permaneceram no local até às três da manhã e regressaram na manhã seguinte. O trânsito foi parcialmente reaberto. As causas do descarrilamento continuavam desconhecidas, as autópsias ainda por concluir, e algures em Lisboa uma criança de três anos acordava sem pai e com a mãe entre a vida e a morte.
Por volta das seis da tarde de quarta-feira, o Elevador da Glória descarrilou em Lisboa. Quando os primeiros socorristas chegaram ao local, encontraram dezassete pessoas mortas e vinte e três feridas espalhadas por quatro hospitais da região — São José, Santa Maria, Cascais e Amadora-Sintra. Cinco dos feridos estavam em estado grave. Os corpos foram transportados para o Instituto de Medicina Legal, onde autópsias de urgência tentariam esclarecer o que tinha acontecido.
Entre os feridos havia pelo menos dez nacionalidades diferentes: quatro portugueses, dois alemães, dois espanhóis, um sul-coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino. Quatro vítimas ainda tinham nacionalidade por determinar. Dos dezenove feridos levados diretamente para hospitais, doze eram homens e sete mulheres, com idades entre vinte e quatro e sessenta e cinco anos. Quatro outros chegaram por meios próprios ao Hospital São José. Dois desses feridos morreram durante a noite. A Proteção Civil ainda não tinha conseguido determinar a nacionalidade de todas as vítimas mortais, e havia dois corpos em que nem sequer era possível estabelecer o sexo.
A primeira vítima a ser identificada foi André Marques, quarenta anos, guarda-freio do elevador. Estava no controlo do veículo quando ocorreu o acidente. O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes anunciou a morte através do Facebook e referiu que André deixava dois filhos menores. A Carris, empresa responsável pelo elevador, divulgou um comunicado descrevendo-o como profissional dedicado, amável e sorridente, alguém cuja lealdade e profissionalismo eram reconhecidos por todos.
Quatro das dezassete vítimas mortais eram funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Sete outros trabalhadores da instituição ficaram feridos. O provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, confirmou a informação e manifestou solidariedade com as famílias, desejando rápidas melhoras aos colegas hospitalizados. Entre os mortos estavam um homem e uma mulher, ambos na casa dos cinquenta e quarenta anos respetivamente.
Mas a história que mais peso carregava era a de uma criança alemã de três anos. O menino perdeu o pai no descarrilamento. A sua mãe estava internada em cuidados intensivos, em estado grave. O rapaz, que sofreu apenas ferimentos ligeiros, foi a única criança dentro da cabine. Um agente da divisão criminal do Comando de Lisboa da Polícia de Segurança Pública foi um dos primeiros a chegar ao local e resgatou o menino dos escombros. Segundo testemunhos ouvidos pela CNN Portugal, a criança não largava a mão do polícia. Colegas da PSP que acompanharam a operação descreveram o momento com uma frase simples: o polícia não era apenas um polícia, era O Polícia. O agente receberia apoio psicológico. A criança estava a ser acompanhada por pediatras e psicólogos.
As autoridades estiveram no local até às três da manhã e regressaram na manhã seguinte para continuar a investigação e limpar a via. O trânsito foi reaberto, com exceção da via lateral à Avenida da Liberdade, onde o ascensor seguia. Ninguém sabia ainda o que tinha causado o descarrilamento. Os corpos aguardavam autópsias. Os feridos estavam distribuídos por hospitais. E uma criança de três anos, em algum lugar de Lisboa, tinha perdido o pai e a mãe estava entre a vida e a morte.
Citas Notables
Profissional dedicado, amável, sorridente e sempre disposto a contribuir para um bem maior— Carris, sobre André Marques, guarda-freio do elevador
Este acidente resultou em várias vítimas, algumas das quais mortais, e, infelizmente, entre os passageiros encontravam-se colegas nossos, apanhados de forma absolutamente inesperada por esta tragédia— Paulo Sousa, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa