Corpo de médico de Uberlândia é encontrado após cinco dias em cachoeira

Morte de Arthur Reis Alves Pereira, médico de 31 anos de Uberlândia, por afogamento em cachoeira.
A correnteza o derrubou. Ele desapareceu nas águas turbulentas.
Arthur Reis Alves Pereira caiu ao tentar atravessar o rio da Cachoeira da Fumaça em Nova Ponte.

Em um feriado de setembro, um médico de 31 anos tentou atravessar o rio da Cachoeira da Fumaça, em Nova Ponte, e foi levado pela correnteza. Por cinco dias, equipes do Corpo de Bombeiros enfrentaram águas violentas e terreno hostil em busca de Arthur Reis Alves Pereira — encontrado, ao fim, preso sob pedras a 80 metros do ponto onde desapareceu. O episódio nos lembra que a natureza não distingue profissão nem intenção, e que a beleza de uma cachoeira pode guardar perigos invisíveis à superfície.

  • A correnteza forte da Cachoeira da Fumaça arrastou o médico Arthur Pereira durante uma travessia que parecia simples, fazendo-o desaparecer nas águas turbulentas no dia 7 de setembro.
  • Os bombeiros só souberam do desaparecimento ao atender outra vítima na mesma cachoeira no mesmo dia, transformando dois incidentes simultâneos em uma operação de resgate de longa duração.
  • Pedras submersas, correnteza violenta e acesso difícil ao local impediram mergulhadores de localizar o corpo rapidamente, prolongando as buscas por cinco dias consecutivos.
  • Na sexta-feira, o corpo foi encontrado a dois metros de profundidade e 80 metros abaixo do ponto da queda, exigindo o uso de helicóptero para a remoção.
  • O caso encerra-se com a confirmação de uma morte evitável e reforça o alerta sobre os riscos reais de travessias em rios com correntezas perigosas e terreno acidentado.

Na manhã do feriado de 7 de setembro, Arthur Reis Alves Pereira, médico de 31 anos de Uberlândia, estava saindo da Cachoeira da Fumaça, em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro. Para deixar o local, ele e amigos decidiram atravessar o rio a pé. A correnteza foi mais forte do que esperavam. Arthur foi derrubado e desapareceu sob as águas.

Os bombeiros já estavam no local naquele dia — chamados para atender uma mulher que havia caído na mesma cachoeira. Foi durante esse atendimento que souberam do desaparecimento do médico. A operação de busca começou ali mesmo, mas os obstáculos eram muitos: correnteza intensa, pedras espalhadas pelo leito do rio e acesso difícil limitavam cada mergulho.

Durante cinco dias, as equipes voltaram repetidamente às águas turbulentas. Na sexta-feira, dia 11, o corpo de Arthur foi finalmente localizado — preso sob pedras, a cerca de 80 metros do ponto onde ele havia caído e a dois metros de profundidade. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado para a remoção. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal.

O que começou como um passeio em um feriado terminou como um lembrete doloroso: cachoeiras com correntezas fortes e terreno irregular representam riscos reais, mesmo para quem os enfrenta sem perceber.

Na última segunda-feira, dia 7 de setembro, Arthur Reis Alves Pereira estava deixando a Cachoeira da Fumaça em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, quando decidiu atravessar o rio junto com amigos. O médico de 31 anos, natural de Uberlândia, entrou na água para sair do local. A correnteza o derrubou. Ele desapareceu nas águas turbulentas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado naquele mesmo dia, mas não por causa de Arthur. Uma mulher havia caído na mesma cachoeira e se machucado. Foi durante esse atendimento que os bombeiros ficaram sabendo do desaparecimento do médico. O que começou como um incidente se transformou em uma operação de resgate que duraria cinco dias.

As buscas enfrentaram obstáculos desde o início. A correnteza no local é violenta. Há pedras espalhadas por toda a extensão do rio, criando armadilhas invisíveis sob a superfície. O acesso ao local é difícil, o que limitava a mobilidade dos mergulhadores. Mesmo assim, os bombeiros entravam na água repetidamente, mergulhando para tentar localizar o corpo.

Na sexta-feira, dia 11, cinco dias depois do desaparecimento, os bombeiros finalmente encontraram Arthur. Seu corpo estava preso embaixo de pedras, aproximadamente 80 metros abaixo do ponto onde ele havia caído, a dois metros de profundidade. A correnteza o havia carregado para longe, depositando-o em um local que exigiu esforço e precisão para ser localizado.

Um helicóptero do Corpo de Bombeiros foi enviado para fazer o resgate. O corpo foi removido do rio e encaminhado ao Instituto Médico-Legal. A operação que começou com esperança de encontrar um homem vivo terminou com a confirmação de uma morte que a correnteza havia selado dias antes. O incidente reforçou os riscos que ambientes como cachoeiras representam, especialmente quando a água está em movimento rápido e o terreno é acidentado.

A correnteza no local é muito forte, há muitas pedras e o local era de difícil acesso o que complicou as buscas
— Corpo de Bombeiros
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que as buscas levaram cinco dias se os bombeiros começaram no mesmo dia?

Model

A correnteza é muito forte naquele rio. Arthur foi arrastado 80 metros para baixo. Os bombeiros precisavam mergulhar em condições perigosas, com muitas pedras, sem saber exatamente para onde o corpo tinha ido.

Inventor

E como descobriram onde procurar?

Model

Não há indicação de que tivessem uma estratégia específica. Parece que foi busca sistemática, mergulho após mergulho, até encontrarem o corpo preso sob as pedras.

Inventor

A mulher que caiu na mesma cachoeira — ela sobreviveu?

Model

Sim. Ela machucou o pé, mas foi atendida. É estranho pensar que no mesmo dia, no mesmo lugar, duas pessoas caíram na água. Uma saiu com ferimentos. A outra não saiu.

Inventor

Isso muda algo sobre como vemos o lugar?

Model

Muda tudo. Não é um acidente isolado. É um aviso que o lugar é perigoso. Duas pessoas caíram em um dia. Quantas outras caem sem que ninguém saiba?

Inventor

Arthur era médico. Ele conhecia riscos?

Model

Talvez conhecesse riscos médicos, mas não os riscos daquele rio específico. Ninguém espera que uma travessia simples se torne fatal.

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