Coronel suspeito de envolvimento em golpe é preso ao retornar dos EUA

Selecionou oficiais de forças especiais para reuniões consideradas essenciais para o golpe
Investigações indicam o papel específico do coronel na articulação da tentativa de golpe de Estado.

Na madrugada de um domingo de fevereiro, um oficial do Exército Brasileiro retornou ao solo pátrio vindo dos Estados Unidos e encontrou, no lugar da liberdade, um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal. O coronel Bernardo Romão Correa Neto, investigado por articular reuniões que teriam servido de alicerce para uma tentativa de golpe de Estado, foi detido no aeroporto de Brasília — lembrando que as fronteiras do direito alcançam mesmo aqueles que cruzam fronteiras geográficas. Sua prisão, parte da Operação Tempus Veritatis, inscreve mais um nome na longa lista de consequências que os eventos de 8 de janeiro continuam a produzir sobre a vida institucional do Brasil.

  • Um coronel do Exército que havia escapado da prisão por estar em missão oficial nos EUA foi detido assim que pousou em Brasília, sem margem para nova fuga.
  • Três passaportes — incluindo um diplomático — e um celular foram apreendidos durante a revista no aeroporto, revelando a extensão dos recursos à disposição do investigado.
  • Diálogos entre o coronel e Mauro Cid indicam que ele atuou como intermediário na convocação de oficiais de forças especiais para reuniões consideradas essenciais à consumação do golpe.
  • A Operação Tempus Veritatis avança sobre uma rede de coordenação militar de alto escalão, com cada prisão expondo novos elos da trama contra o Estado democrático de direito.

Na madrugada de 11 de fevereiro, o coronel Bernardo Romão Correa Neto desembarcou em Brasília vindo dos Estados Unidos, onde cumpria missão oficial, e foi imediatamente detido pela Polícia Federal. O mandado de prisão havia sido expedido três dias antes pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito de investigações sobre articulações golpistas.

Durante os procedimentos no aeroporto, agentes apreenderam três passaportes — um deles diplomático — e um celular. Em seguida, o coronel foi entregue à custódia da Polícia do Exército. Ele era o único dos quatro investigados com prisão preventiva decretada em 8 de fevereiro que ainda não havia sido preso, justamente por estar fora do país.

As investigações apontam que Correa Neto intermediou convites para reuniões estratégicas e selecionou oficiais com formação em forças especiais para participar desses encontros, considerados pelos investigadores como peças centrais na tentativa de golpe. Os indícios foram construídos a partir de diálogos entre o coronel e Mauro Cid.

A detenção integra a Operação Tempus Veritatis e reforça o quadro de uma rede de coordenação entre militares de alto escalão, cujos papéis específicos na trama contra o Estado democrático de direito continuam a ser revelados a cada novo capítulo das investigações.

Na madrugada de domingo, 11 de fevereiro, o coronel Bernardo Romão Correa Neto desceu do avião em Brasília e foi imediatamente detido pela Polícia Federal. Vinha dos Estados Unidos, onde estava em missão oficial. O mandado que o esperava havia sido expedido três dias antes pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como parte de uma investigação sobre articulações para um golpe de Estado e a abolição do regime democrático.

Os agentes federais conduziram a prisão no próprio aeroporto. Durante a revista pessoal, apreenderam três passaportes — um deles diplomático — e um celular. Depois dos procedimentos iniciais, o coronel foi entregue à Polícia do Exército, que assumiu sua custódia.

Correa Neto era um dos quatro investigados que tiveram prisão preventiva decretada na quinta-feira anterior, 8 de fevereiro. Os outros três já haviam sido presos naquela data, mas o coronel escapou porque estava fora do país. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República haviam fundamentado o pedido de prisão em diálogos entre Mauro Cid e Correa Neto. Esses diálogos sugeriam que o coronel havia intermediado convites para reuniões que consideravam estratégicas.

Segundo as investigações, Correa Neto havia selecionado oficiais que completaram treinamento em cursos de forças especiais para participarem dessas reuniões. Os investigadores consideravam essas reuniões essenciais para a consumação do golpe. A prisão integra a Operação Tempus Veritatis, que vem investigando as articulações para derrotar o Estado democrático de direito.

A detenção marca mais um capítulo na série de prisões relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e às investigações que se desdobraram desde então. O caso de Correa Neto, em particular, aponta para uma rede de coordenação entre militares de alto escalão, com papéis específicos na tentativa de golpe.

Coronel teria intermediado convites para reuniões estratégicas e selecionado oficiais formados em cursos de forças especiais para participarem dessas reuniões, consideradas essenciais para a consumação do golpe de Estado
— Investigações da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um coronel em missão oficial nos EUA era alvo de um mandado de prisão?

Model

Porque as investigações indicavam que ele havia intermediado convites para reuniões estratégicas entre militares, selecionando especificamente oficiais de forças especiais. Os diálogos com Mauro Cid sugeriram que ele tinha um papel ativo na articulação.

Inventor

E por que essas reuniões eram consideradas essenciais para o golpe?

Model

Porque reuniam pessoas com treinamento especializado e, aparentemente, com disposição para agir. Não era apenas conversa — era seleção e convocação de pessoas específicas.

Inventor

Três passaportes é incomum. O que isso sugere?

Model

Que ele estava preparado para sair do país rapidamente se necessário. Um passaporte diplomático dá acesso diferenciado. Sugere planejamento, não improviso.

Inventor

Ele sabia que havia um mandado contra ele?

Model

Provavelmente não, porque estava nos EUA em missão oficial quando o mandado foi expedido. Voltou normalmente, desembarcou, e foi preso. Se soubesse, teria tido tempo de não voltar.

Inventor

Qual é o próximo passo agora que está detido?

Model

Ele segue sob custódia da Polícia do Exército enquanto a investigação continua. Os diálogos, os celulares apreendidos, as reuniões que intermediou — tudo isso vai ser analisado para montar o caso contra ele e contra os outros envolvidos.

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