Na noite de 4 de outubro, em Caxias do Sul, o Corinthians encontrou no lanterna Juventude um espelho incômodo de suas próprias fragilidades. Duas vezes na frente, duas vezes alcançado, o Timão deixou escapar não apenas dois pontos, mas também a segurança de uma posição no G4 que parecia consolidada. O empate por 2 a 2 no Alfredo Jaconi é menos um resultado do que uma advertência: a grandeza de um clube não se mede apenas pelos momentos em que abre o placar, mas pela capacidade de sustentar o que conquista.
Corinthians empata com Juventude e pode deixar G4 se Flamengo vencer
Desperdiçou duas vantagens e agora corre risco de deixar o G4
Por que um empate contra o lanterna é tão preocupante para o Corinthians?
Porque o Timão saiu na frente duas vezes e não conseguiu segurar. Quando você tem a vantagem contra o time que está em último lugar, você precisa vencer. Deixar pontos ali significa que pode cair do G4.
Mas espera — o Corinthians só cai do G4 se o Flamengo vencer. Isso é certo ou é só uma possibilidade?
É uma possibilidade real. O Flamengo joga no dia seguinte contra o Inter. Se ganhar, ultrapassa o Corinthians.
Quem foram os culpados pelos gols que levou?
Raul Gustavo cometeu um erro de passe no primeiro gol, e Gustavo Mosquito se atrapalhou defensivamente no segundo. Foram falhas individuais em momentos críticos.
Yuri Alberto marcou de novo, certo? Qual é o aproveitamento dele?
Sim, terceiro jogo seguido marcando. Ele tem oito gols na temporada, atrás só de Róger Guedes. É o destaque ofensivo do time.
E o Juventude, como conseguiu empatar duas vezes?
Mostrou resiliência. Mesmo sendo lanterna com apenas 20 pontos, não se entregou. Buscou o jogo e conseguiu igualar.
Mas o Corinthians teve chance de vencer ainda no final? Teve aquele pênalti anulado?
Teve, mas o VAR anulou porque Gil estava em posição irregular. Depois Mosquito bateu na trave. Foram oportunidades perdidas.
Le Pouls
- O Corinthians desperdiçou duas vantagens consecutivas diante do pior time da competição, revelando uma fragilidade defensiva que preocupa às vésperas de decisões importantes.
- Erros individuais de Raul Gustavo e Gustavo Mosquito custaram pontos preciosos, transformando uma noite de possível controle em uma de frustração coletiva.
- Um pênalti anulado pelo VAR e uma finalização na trave de Mosquito simbolizaram a falta de sorte e eficiência do Timão nos momentos decisivos.
- Yuri Alberto segue como o principal destaque ofensivo, marcando pelo terceiro jogo seguido e chegando a oito gols na temporada, mas o esforço individual não foi suficiente para garantir a vitória.
- O Corinthians permanece em quarto lugar com 51 pontos, mas a permanência no G4 depende do resultado do Flamengo contra o Inter, tornando a situação delicada antes do clássico decisivo na Copa do Brasil.
Na noite de 4 de outubro, em Caxias do Sul, o Corinthians encontrou no lanterna Juventude um espelho incômodo de suas próprias fragilidades. Duas vezes na frente, duas vezes alcançado, o Timão deixou escapar não apenas dois pontos, mas também a segurança de uma posição no G4 que parecia consolidada. O empate por 2 a 2 no Alfredo Jaconi é menos um resultado do que uma advertência: a grandeza de um clube não se mede apenas pelos momentos em que abre o placar, mas pela capacidade de sustentar o que conquista.
O Corinthians voltou de Caxias do Sul com um empate que pesa mais do que o placar sugere. Na 30ª rodada do Brasileirão, o Timão ficou no 2 a 2 com o Juventude, lanterna da competição, no estádio Alfredo Jaconi, numa noite marcada por oportunidades desperdiçadas e erros que custaram caro.
O roteiro se repetiu duas vezes com cruelidade. Giuliano abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas Óscar Ruíz, recém-entrado, empatou logo no início da etapa complementar. O Corinthians respondeu com categoria: Yuri Alberto, em finalização de fora da área, recolocou o time na frente. Mas aos 16 minutos, Pitta igualou novamente, e o placar não mais se moveu.
Os erros defensivos foram o fio condutor da frustração. Raul Gustavo comprometeu no lance do primeiro gol sofrido; Gustavo Mosquito se atrapalhou no segundo. O técnico Vítor Pereira havia escalado força máxima, mas nem isso foi suficiente para conter as brechas que o Juventude soube explorar com resiliência.
Houve ainda um capítulo de esperança e decepção na reta final. A arbitragem marcou pênalti após toque de mão de Jean Irmer, mas o VAR identificou Gil em posição irregular e cancelou a cobrança. Mosquito ainda acertou a trave em tentativa de redenção, mas o placar não mudou.
Yuri Alberto foi o nome mais positivo do Corinthians, marcando pelo terceiro jogo consecutivo e chegando a oito gols na temporada. Giuliano também se destacou com seu sexto gol no campeonato. Do outro lado, o Juventude mostrou uma garra que contrasta com sua posição na tabela.
Com 51 pontos, o Corinthians segue no G4, mas de forma instável. Uma vitória do Flamengo sobre o Inter pode tirar o Timão da zona de classificação direta. O próximo desafio é contra o Athletico-PR, no sábado, na Neo Química Arena — último teste antes da final da Copa do Brasil contra o próprio Flamengo, também em Itaquera.
O Corinthians saiu de Caxias do Sul com um resultado que deixa gosto amargo. Diante do Juventude, lanterna do Campeonato Brasileiro, o time empatou por 2 a 2 na noite de terça-feira, 4 de outubro, no estádio Alfredo Jaconi, pela 30ª rodada. Foi uma noite sem inspiração, em que o Timão desperdiçou duas oportunidades de vitória e agora corre risco de deixar o G4 se o Flamengo vencer o Inter no dia seguinte.
O jogo começou com o Corinthians encontrando espaço na defesa frágil do rival. Giuliano abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo, após uma boa sequência coletiva. Mas a vantagem durou pouco. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Óscar Ruíz, que havia acabado de entrar em campo, empatou para o Juventude. O Corinthians respondeu rápido: Yuri Alberto, em bela finalização de fora da área, recolocou o time na frente aos 8 minutos. Novamente, porém, a defesa não conseguiu segurar. Aos 16 minutos, Pitta deixou tudo igual.
Os erros individuais custaram caro. Raul Gustavo cometeu um passe impreciso que resultou no primeiro gol do Juventude, enquanto Gustavo Mosquito se atrapalhou defensivamente no lance do segundo. Foram momentos de desatenção que transformaram uma noite que poderia ter sido de controle em uma de frustração. O técnico Vítor Pereira havia escalado praticamente força máxima, preservando apenas Fagner no banco e deixando Balbuena fora por desconforto muscular, além de Fausto Vera, suspenso. Mesmo assim, o time não conseguiu capitalizar a superioridade.
Houve um instante de esperança na reta final. Jean Irmer colocou a mão na bola dentro da área, e a arbitragem marcou pênalti. Mas o VAR flagrou Gil em posição irregular e anulou a cobrança. Minutos depois, Gustavo Mosquito teve a chance de redenção, mas sua finalização bateu na trave.
Yuri Alberto foi a figura mais positiva do Corinthians. O centroavante marcou pelo terceiro jogo consecutivo e chegou a oito gols na temporada, atrás apenas de Róger Guedes, com 13. Giuliano, que ganhou chance entre os titulares pela suspensão de Fausto Vera, também se destacou com seu sexto gol na temporada.
O Juventude, apesar de estar na lanterna com apenas 20 pontos, mostrou resiliência que faltou em muitos momentos do campeonato. Saiu atrás duas vezes e conseguiu buscar o empate em ambas, demonstrando que não se entregou diante de um adversário teoricamente superior.
Com o resultado, o Corinthians segue em quarto lugar com 51 pontos, mas a situação é frágil. Se o Flamengo vencer o Inter no Maracanã no dia seguinte, o Timão pode cair para fora do G4. O próximo compromisso é contra o Athletico-PR, no sábado, às 21h, na Neo Química Arena. Será o último jogo antes da final da Copa do Brasil contra o Flamengo, também em Itaquera, na quarta-feira seguinte. O Juventude volta a campo na segunda-feira, visitando o Santos na Vila Belmiro.
Citations marquantes
Yuri Alberto marcou pelo terceiro jogo consecutivo em bela finalização de fora da área— Análise do jogo
Os dois gols do Juventude saíram muito por causa de falhas de Raul Gustavo e Gustavo Mosquito— Análise do jogo