O navio mais profundo jamais encontrado e examinado
A quase sete mil metros de profundidade, nas águas das Filipinas, o oceano guardou durante oitenta anos uma das memórias mais silenciosas da Segunda Guerra Mundial. O USS Samuel B. Roberts, contratorpedeiro afundado na Batalha de Leyte em outubro de 1944, foi agora localizado e filmado pela empresa Caladan Oceanic, tornando-se o navio naufragado mais profundo alguma vez encontrado pela humanidade. A descoberta não é apenas um feito técnico — é um acto de memória, um gesto de reconhecimento àqueles que repousam onde a luz nunca chega.
- A 6.895 metros de profundidade — quase o dobro da profundidade onde jaz o Titanic — o USS Samuel B. Roberts desafiou décadas de exploração submarina antes de ser finalmente encontrado.
- A Caladan Oceanic utilizou um submarino tripulado pilotado pelo próprio fundador, Victor Vescovo, para filmar e fotografar o casco, superando o recorde que a mesma empresa havia estabelecido em 2021 com o USS Johnston.
- O navio foi afundado em 25 de outubro de 1944 durante a Batalha de Leyte, um dos confrontos mais violentos entre forças americanas e japonesas nas Filipinas, levando consigo tripulantes e história.
- Dois outros navios da mesma batalha — o USS Gambier Bay e o USS Hoel — permanecem desaparecidos, e o Gambier Bay pode estar ainda mais fundo, sugerindo que este recorde poderá ser quebrado novamente.
A 6.895 metros abaixo da superfície do oceano Pacífico, nas águas das Filipinas, repousa um fragmento esquecido da Segunda Guerra Mundial. O USS Samuel B. Roberts, contratorpedeiro da Marinha norte-americana, foi localizado este mês pela empresa Caladan Oceanic, tornando-se o navio naufragado mais profundo jamais encontrado e examinado.
O navio afundou a 25 de outubro de 1944, durante a Batalha de Leyte, um dos confrontos mais violentos entre forças americanas e japonesas nas Filipinas. Naquele mesmo dia, outros três navios foram perdidos, incluindo o USS Johnston — que até então detinha o recorde de maior profundidade, a cerca de 6.500 metros.
A descoberta foi possível graças a um submarino tripulado operado por Victor Vescovo, fundador da Caladan Oceanic, que filmou e fotografou o casco durante a expedição. As imagens revelam estruturas ainda reconhecíveis, apesar de quase oito décadas de repouso nas profundezas. Para situar a magnitude do feito, o Titanic jaz a apenas 3.840 metros.
Dois outros navios afundados na mesma batalha — o USS Gambier Bay e o USS Hoel — permanecem desaparecidos. A Caladan Oceanic suspeita que o Gambier Bay possa estar ainda mais fundo, o que significa que o recorde agora estabelecido pelo Samuel B. Roberts poderá, um dia, ser superado por uma nova expedição.
A 6.895 metros abaixo da superfície do oceano, nas águas das Filipinas, repousa um fragmento da história da Segunda Guerra Mundial que permaneceu perdido durante quase oito décadas. O USS Samuel B. Roberts, um contratorpedeiro da Marinha norte-americana, foi localizado este mês pela empresa Caladan Oceanic, estabelecendo um recorde que surpreende até mesmo os exploradores mais experientes: é o navio naufragado mais profundo jamais encontrado e examinado.
O navio foi enviado ao fundo do oceano em 25 de outubro de 1944, durante a Batalha de Leyte, um dos confrontos mais violentos e prolongados entre as forças americanas e o império japonês nas Filipinas. A batalha ocorreu ao largo da ilha de Samar, na região central leste do arquipélago, quando tropas japonesas ainda ocupavam a antiga colónia americana. O Samuel B. Roberts não foi o único navio perdido naquele dia — três outras embarcações foram afundadas na mesma ação, incluindo o USS Johnston, que até há pouco tempo detinha o recorde de navio naufragado a maior profundidade.
A descoberta foi possível graças a um submarino tripulado operado pela Caladan Oceanic. Victor Vescovo, fundador da empresa e piloto da embarcação, conseguiu filmar e fotografar o casco e outras estruturas exteriores do navio durante a expedição. As imagens revelam um navio que, apesar de séculos de repouso nas profundezas, mantém características reconhecíveis. Vescovo partilhou a notícia nas redes sociais, confirmando que o Samuel B. Roberts agora ocupa um lugar único nos registos da exploração submarina.
O USS Johnston, descoberto pela mesma empresa em 2021, estava a uma profundidade de quase 6.500 metros — uma marca impressionante que foi superada pela descoberta mais recente. A diferença de profundidade pode parecer pequena em termos absolutos, mas representa uma fronteira significativa na exploração dos oceanos. Para colocar isto em perspectiva, o Titanic, um dos naufrágios mais famosos do mundo, repousa a apenas cerca de 3.840 metros de profundidade.
A Batalha de Leyte, que resultou na perda do Samuel B. Roberts e de outros navios, é considerada uma das operações militares mais intensas alguma vez registadas nas Filipinas. Dois outros navios que foram afundados durante o mesmo confronto — o USS Gambier Bay e o USS Hoel — permanecem desaparecidos. A Caladan Oceanic suspeita que o Gambier Bay pode estar a uma profundidade ainda maior do que o Samuel B. Roberts, o que significaria que o recorde poderia ser quebrado novamente em futuras expedições. Por enquanto, porém, o Samuel B. Roberts permanece como o ponto mais profundo da história naval já alcançado pela humanidade.
Notable Quotes
Descansando a 6.895 metros de profundidade, é agora o naufrágio mais profundo jamais localizado e examinado— Victor Vescovo, fundador da Caladan Oceanic
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que este navio em particular importa? Há tantos naufrágios da Segunda Guerra Mundial.
O Samuel B. Roberts representa um momento específico — a Batalha de Leyte foi o confronto mais intenso entre americanos e japoneses nas Filipinas. Mas o que realmente importa aqui é a profundidade. Estamos a falar de um lugar tão remoto, tão inacessível, que durante 78 anos ninguém conseguiu chegar lá.
E agora conseguiram. O que muda isso?
Muda porque estabelece um novo limite do possível. Cada navio encontrado a uma profundidade maior força-nos a repensar o que podemos explorar. E há mais navios lá em baixo — o USS Gambier Bay pode estar ainda mais fundo.
Porque é que a profundidade é tão importante? Não é apenas um número?
Não. A profundidade é pressão, é escuridão total, é um ambiente que destrói quase tudo. Encontrar um navio intacto a 6.895 metros significa que conseguimos preservar a história em circunstâncias extremas. É arqueologia no limite do que a tecnologia permite.
E o que dizem os historiadores sobre isto?
Para eles, é uma oportunidade de compreender melhor aquele dia de outubro de 1944. Cada imagem, cada detalhe do casco, conta uma história sobre como o navio foi perdido, como os homens a bordo enfrentaram o fim.
Quantos homens estavam no navio?
Isso não está nos registos desta descoberta, mas o que importa é que agora temos uma forma de honrar aqueles que se perderam — encontrando o lugar onde repousam.