Confiante, Flávio Bolsonaro convida presidente da Colômbia para posse em 2027

Já começou até a convidar autoridades estrangeiras para sua hipotética posse
Flávio Bolsonaro, confiante após liderar o primeiro turno, convida o presidente da Colômbia para cerimônia ainda não confirmada.
Mark

Por que Flávio Bolsonaro já está convidando presidentes para uma posse que ainda não é certa? Isso não é prematuro?

Mimi

Ele lidera com 47% contra 45% de Lula no primeiro turno. Tecnicamente, está à frente. Mas você tem razão — convidar antes do segundo turno é um gesto de confiança que beira a presunção.

Luke

Espera aí. Ele lidera em votos válidos, mas qual é a margem de erro? Quantas pessoas foram pesquisadas? Esses números de primeiro turno são reais ou projeções?

Mimi

São resultados reais do primeiro turno, não projeções. Mas Luke tem um ponto — em um segundo turno, dinâmicas mudam. Votos podem migrar.

Mark

E por que Espriella é tão importante? Por que não convidar líderes de países maiores?

Mimi

Espriella já havia apoiado Bolsonaro publicamente durante a apuração. Eles se reuniram em maio durante a campanha colombiana. É um aliado consolidado.

Luke

Mas ele recusou o convite. Isso não enfraquece a narrativa de que Bolsonaro tem apoio internacional sólido?

Mimi

Recusou, mas não por desalinhamento ideológico. Recusou porque prometeu não sair da Colômbia. Propôs uma reunião bilateral em vez disso.

Mark

Então o apoio está ali, mas com limitações práticas?

Mimi

Exatamente. Espriella chamou Jair Bolsonaro de "inspiração" e falou em "guerra espiritual". O alinhamento ideológico é claro.

Luke

Uma pergunta: quantos outros presidentes de direita da região foram convidados? Ou Espriella foi o único?

Mimi

O texto menciona que Milei, Trump e Netanyahu celebraram o resultado, mas não fica claro se foram formalmente convidados para a posse.

Mark

E se Bolsonaro perder no segundo turno? Esses convites viram constrangimento?

Luke

Ótima pergunta. O texto não aborda isso, mas é o risco óbvio de convidar antes de vencer.

  • Flávio Bolsonaro convida o presidente colombiano Abelardo de la Espriella para sua posse em janeiro de 2027, antes mesmo de vencer o segundo turno marcado para 25 de outubro.
  • Espriella recusa o convite por compromisso pessoal de não deixar a Colômbia durante o mandato, mas reafirma apoio caloroso à família Bolsonaro e descreve a eleição como uma 'guerra espiritual'.
  • A articulação internacional do clã Bolsonaro avança: Milei, Trump e Netanyahu já celebraram o resultado do primeiro turno, e Eduardo Bolsonaro opera como diplomata informal com olhos no Ministério das Relações Exteriores.
  • A agenda discutida — narcotráfico, terrorismo e o Escudo das Américas — sinaliza um realinhamento geopolítico profundo caso Flávio vença, preocupando o governo Lula que monitora a movimentação com desconfiança.

Antes mesmo do segundo turno ser disputado, Flávio Bolsonaro já age como presidente eleito, convidando líderes estrangeiros para uma posse que ainda depende das urnas. Com 47% dos votos válidos no primeiro turno, o candidato do PL tece alianças internacionais de direita enquanto o Brasil se prepara para decidir seu destino em 25 de outubro — um gesto que revela tanto a confiança do candidato quanto a crescente internacionalização das disputas políticas latino-americanas.

Flávio Bolsonaro age com a segurança de quem já se vê no Palácio do Planalto. Em vídeo divulgado após o primeiro turno, o candidato do PL convidou o presidente colombiano Abelardo de la Espriella para sua cerimônia de posse, marcada por ele para 6 de janeiro de 2027 — um dia depois da data oficial prevista pela nova legislação. "Não vejo a hora de começar a trabalhar junto com o senhor como presidente do Brasil", disse Bolsonaro, pedindo ao colombiano que "salvasse a data".

A confiança tem base eleitoral: no primeiro turno de 3 de outubro, Bolsonaro obteve 47% dos votos válidos, superando o presidente Lula, que ficou com 45%. O desempenho foi celebrado por Javier Milei, Donald Trump e Binyamin Netanyahu, enquanto Espriella já havia manifestado apoio público durante a apuração. O vídeo foi publicado nos canais de Eduardo Bolsonaro e de Flávio, com Eduardo atuando como articulador internacional e alimentando a ambição de comandar o Ministério das Relações Exteriores.

Na conversa, os três discutiram o combate ao narcotráfico, a designação de facções criminosas como organizações terroristas e a adesão do Brasil ao Escudo das Américas — iniciativa da administração Trump que Espriella já abraçou. Mas o presidente colombiano declinou o convite: havia feito um compromisso pessoal de visitar todos os 1.103 municípios do país sem deixar a Colômbia durante o mandato. "Eu iria feliz à sua posse. Você sabe do apreço que tenho pelos Bolsonaro", disse, antes de propor uma reunião bilateral em Bogotá.

Espriella ainda descreveu Jair Bolsonaro como uma "inspiração" e a disputa eleitoral como uma "guerra espiritual". Flávio respondeu que pretende ser um "presidente cristão". O envolvimento do colombiano torna-o o segundo presidente de direita da América do Sul a intervir explicitamente na eleição brasileira, após Milei. O governo Lula observa a movimentação com desconfiança, enquanto o segundo turno se aproxima para 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro está tão seguro de sua vitória nas urnas que já começou a convidar líderes estrangeiros para um evento que ainda não aconteceu. Em um vídeo divulgado na quarta-feira, o candidato do PL e senador dirigiu-se diretamente ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pedindo sua presença na cerimônia de posse presidencial marcada para 6 de janeiro de 2027 — uma data que, aliás, difere em um dia da data oficial estabelecida pela nova legislação, que prevê a posse para 5 de janeiro. "Não vejo a hora de começar a trabalhar junto com o senhor como presidente do Brasil e quero lhe convidar para minha posse", disse Bolsonaro no vídeo, pedindo ao colombiano que "salvasse a data".

A confiança não é infundada. No primeiro turno realizado em 3 de outubro, Bolsonaro conquistou 47% dos votos válidos, superando o presidente Lula, que obteve 45%. Durante a contagem dos votos, Espriella já havia manifestado apoio público ao candidato do PL. A liderança de Bolsonaro também foi celebrada por outros líderes de direita da região — Javier Milei, da Argentina, Donald Trump, dos Estados Unidos, e Binyamin Netanyahu, de Israel, todos reconheceram o desempenho eleitoral.

O vídeo foi publicado tanto no canal do YouTube de Eduardo Bolsonaro quanto no canal TV Celular Flávio Bolsonaro, embora não indique a data exata da gravação. O conteúdo sugere que a conversa ocorreu nos dias imediatamente posteriores ao primeiro turno. Eduardo Bolsonaro tem atuado como articulador de apoios internacionais para seu irmão e alimenta a ambição de retornar ao Brasil para comandar o Ministério das Relações Exteriores.

Durante a conversa, os três discutiram temas que formam o núcleo da agenda internacional de Bolsonaro: o combate ao narcotráfico, a designação de facções criminosas como organizações terroristas — uma medida que os Estados Unidos já adotaram independentemente do governo Lula — e a integração do Brasil ao Escudo das Américas, uma iniciativa da administração Trump que Espriella recentemente abraçou.

Mas o presidente colombiano não aceitou o convite. Espriella respondeu que havia feito um compromisso pessoal de não deixar a Colômbia durante seus quatro anos de mandato, período em que prometeu visitar todos os 1.103 municípios do país. "Eu iria feliz à sua posse. Você sabe do apreço que tenho pelos Bolsonaro. Sabe como amo o Brasil, sonho em ir a Salvador, ao Rio, a São Paulo, em comer uma boa carne", disse o presidente colombiano, antes de explicar sua impossibilidade. Em vez disso, propôs que Bolsonaro o visitasse na Colômbia para uma "reunião bilateral" que estreitasse os laços entre os dois países.

Espriella também descreveu o ex-presidente Jair Bolsonaro como uma "inspiração" e caracterizou a disputa eleitoral não apenas como uma batalha política, mas como uma "guerra espiritual". Flávio respondeu que espera ser um "presidente cristão". O envolvimento direto de Espriella na campanha de oposição a Lula o torna o segundo presidente de direita da América do Sul a intervir explicitamente na eleição brasileira, após Javier Milei, que participou pessoalmente da convenção nacional do PL.

O governo Lula observa essa movimentação com desconfiança, mas afirma que os demais líderes de Chile, Peru, Paraguai, Bolívia e Equador não devem atuar em favor de Flávio, apesar da afinidade ideológica que compartilham. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e a articulação internacional de Bolsonaro continua em andamento.

Não vejo a hora de começar a trabalhar junto com o senhor como presidente do Brasil e quero lhe convidar para minha posse como presidente, que vai ser no dia 6 de janeiro
— Flávio Bolsonaro
Eu iria feliz à sua posse. Você sabe do apreço que tenho pelos Bolsonaro. Mas eu prometi não sair da Colômbia em quatro anos, porque temos muitos problemas
— Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia
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