Condenado a 18 anos por participação na morte do médico Bruno Calaça

Médico Bruno Calaça foi morto durante festa em boate; sua mãe faz acompanhamento psiquiátrico desde o assassinato.
A mãe do médico faz acompanhamento psiquiátrico desde o assassinato
O impacto duradouro da morte de Bruno Calaça foi ressaltado pelo juiz ao condenar Ricardo Barbalho.
Mark

Por que Ricardo Barbalho estava foragido se já havia sido preso antes?

Mimi

Ele ficou preso por 45 dias logo após o crime, mas conseguiu habeas corpus e foi liberado. Passou mais de cinco anos em liberdade até que um mandado de prisão foi expedido há dois meses. Ele só foi preso de verdade quando compareceu ao Fórum para o julgamento.

Luke

Então ele se entregou voluntariamente? Ou foi preso ao chegar?

Mimi

A reportagem diz que ele "compareceu ao Fórum" e que a prisão foi "decretada" naquele momento. Não fica claro se foi uma entrega voluntária ou se foi abordado.

Mark

E quanto à defesa dele — qual era o argumento principal?

Mimi

Que ele não participou diretamente do assassinato e não podia prever que Adonias atiraria. Basicamente, que sua participação na abordagem não o tornava responsável pela morte.

Luke

Mas as câmeras de segurança mostram ele revistando Bruno, certo? Então a questão era se revistar alguém sem arma e depois ser disparado contra você constitui homicídio participado.

Mimi

Exatamente. O Conselho de Sentença decidiu que sim — que Ricardo instigou a ação e participou da abordagem sabendo que havia risco.

Mark

E a mãe de Bruno, como ela está?

Mimi

Faz acompanhamento psiquiátrico desde a morte do filho. O juiz mencionou isso especificamente ao ler a sentença.

Luke

Isso é importante porque mostra o custo humano, mas também porque o juiz usou isso como fundamentação. Não é só um detalhe — influenciou a decisão.

  • Um julgamento de 15 horas, iniciado sem o réu e com tentativas da defesa de adiá-lo, revelou a resistência do sistema em fechar um caso que arrastava impunidade desde 2021.
  • Ricardo Barbalho estava foragido há dois meses quando um mandado de prisão foi expedido contra ele — e só se apresentou ao fórum no dia do próprio julgamento.
  • As câmeras de segurança da boate registraram cada passo: a abordagem, a revista sem fundamento e o disparo do ex-policial Adonias Sadda, transformando imagens em prova irrefutável.
  • A defesa insistiu que Ricardo não poderia prever o tiro, mas o Ministério Público demonstrou que ele foi o instigador da ação — e o Conselho de Sentença concordou.
  • Com a condenação imediata e a obrigação de indenizar a família em ao menos R$ 10 mil, Ricardo se torna o segundo réu preso; um terceiro, o empresário Waldex Cardoso, ainda responde por favorecimento pessoal.

Em uma noite de festa que se tornou tragédia irreversível, a Justiça continuou, anos depois, a nomear os responsáveis pela morte do médico Bruno Calaça. Ricardo Pereira da Silva, o segundo acusado a ser julgado, recebeu 18 anos e 11 meses de prisão por ter instigado a abordagem que precedeu o disparo fatal dentro de uma boate em Imperatriz, no Maranhão. O veredicto, proferido após 15 horas de julgamento, lembra que a violência não atinge apenas quem cai — ela atravessa famílias inteiras, como atesta a mãe de Bruno, que desde 2021 carrega o luto sob cuidados psiquiátricos.

Ricardo Pereira da Silva, o Ricardo Barbalho, deixou a sala de julgamento condenado a 18 anos e 11 meses de prisão. O juiz Glender Malheiros encerrou um processo de cerca de 15 horas determinando cumprimento imediato da pena e fixando indenização mínima de R$ 10 mil à família do médico Bruno Calaça, morto em julho de 2021 dentro de uma boate na Avenida Beira Rio, em Imperatriz.

As câmeras de segurança do local registraram tudo: Ricardo abordando Bruno, revistando-o em busca de uma arma inexistente, e o ex-policial militar Adonias Sadda disparando na sequência. Para o Ministério Público, Ricardo não foi apenas partícipe — foi quem instigou a ação. Quando Bruno reagiu durante a revista, Adonias atirou, sem que a vítima tivesse qualquer chance de defesa.

O julgamento começou com atraso e sem a presença do réu. A defesa tentou adiá-lo alegando ausência de testemunhas, mas o juiz manteve a sessão. Ricardo então apareceu no fórum — detalhe significativo, pois estava foragido há dois meses desde a expedição de um mandado de prisão. Mais de cinco testemunhas de acusação foram ouvidas, além de familiares de Bruno. A defesa argumentou que ele não poderia prever o disparo; o júri não aceitou o argumento.

Ricardo é o segundo condenado pelo crime. Em janeiro de 2025, Adonias Sadda — que puxou o gatilho e foi expulso da Polícia Militar em 2021 — recebeu 23 anos e quatro meses em regime fechado, cumpridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Um terceiro acusado, o empresário Waldex Cardoso, ainda responde por favorecimento pessoal, acusado de ter ajudado Adonias a deixar o local após o disparo.

Ao proferir a sentença, o juiz destacou o impacto duradouro do crime: a mãe de Bruno faz acompanhamento psiquiátrico desde o assassinato do filho. Esse trauma, registrado nos autos, pesou na decisão. A morte em uma noite de festa deixou marcas que nenhuma condenação apaga por completo.

Ricardo Pereira da Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, saiu da sala de julgamento condenado a 18 anos e 11 meses de prisão. O juiz Glender Malheiros havia acabado de encerrar um processo que durou cerca de 15 horas, determinando que a pena começasse a ser cumprida imediatamente. Além da sentença, Ricardo foi obrigado a pagar indenização mínima de R$ 10 mil à família de Bruno Calaça, o médico morto em julho de 2021.

O crime ocorreu em 26 de julho de 2021, dentro de uma boate localizada na Avenida Beira Rio, em Imperatriz, cidade a 629 quilômetros de São Luís. Câmeras de segurança registraram tudo: Ricardo abordando Bruno, revistando-o em busca de uma arma que nunca existiu, e depois o ex-policial militar Adonias Sadda disparando contra o médico. De acordo com a acusação do Ministério Público, Ricardo não apenas participou da abordagem — ele a instigou. Quando Bruno reagiu durante a revista, Adonias atirou. O médico não teve chance de se defender.

O julgamento começou com atraso e sem a presença do réu. Os advogados de defesa tentaram adiar o processo, argumentando que duas testemunhas não compareceriam, mas o juiz manteve a sessão. Ricardo então se apresentou no Fórum de Justiça — um detalhe importante, porque ele estava foragido há dois meses, quando um mandado de prisão havia sido expedido contra ele. Mais de cinco testemunhas de acusação foram ouvidas, além de membros da família de Bruno. O Conselho de Sentença reconheceu que Ricardo participou da abordagem e que a vítima foi atacada sem possibilidade de defesa.

A defesa argumentou que Ricardo não participou diretamente do assassinato e que não podia prever que Adonias atiraria. O Ministério Público, porém, apresentou provas que demonstravam sua participação no homicídio. Ao longo de mais de cinco anos desde o crime, Ricardo havia ficado preso por 45 dias, mas foi liberado por habeas corpus. Agora, com a condenação, sua prisão é imediata.

Ricardo se tornou o segundo acusado condenado pela morte de Bruno. Em janeiro de 2025, Adonias Sadda, o homem que puxou o gatilho, recebeu sentença de 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Adonias era policial militar na época do crime e foi expulso da corporação em 2021. Ele cumpre sua pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Um terceiro acusado, o empresário Waldex Cardoso, ainda responde no processo por favorecimento pessoal — segundo a acusação, ele teria ajudado Adonias a deixar o local após o disparo.

Ao ler a sentença, o juiz Glender Malheiros ressaltou os efeitos da morte sobre a família de Bruno. A mãe do médico faz acompanhamento psiquiátrico desde o assassinato do filho. Esse impacto duradouro — o trauma que permanece anos depois — ficou registrado nos autos do processo e pesou na decisão judicial. A morte de Bruno Calaça em uma boate, durante uma festa, deixou marcas que vão além da condenação de quem a provocou.

O Conselho de Sentença reconheceu que Ricardo participou da abordagem contra Bruno e que a vítima foi atacada sem possibilidade de se defender
— Decisão do julgamento
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei G1 ↗
Kontakt FAQ