Colombiano Kevin Viveros pode ser apenas o terceiro estrangeiro artilheiro do Brasileirão

Apenas dois estrangeiros em sete décadas conquistaram esse troféu
A raridade de artilheiros estrangeiros no Brasileirão contrasta drasticamente com as principais ligas europeias.
Mark

Por que é tão raro um estrangeiro ser artilheiro do Brasileirão quando nas ligas europeias é praticamente normal?

Mimi

Acho que tem a ver com a própria história do campeonato. O Brasileirão é uma competição que sempre valorizou muito seus talentos locais. Diferente da Europa, onde há uma circulação maior de jogadores de elite entre países.

Luke

Mas isso não explica completamente. A Premier League também tem tradição forte, e mesmo assim estrangeiros dominam. Talvez seja mais sobre quanto dinheiro cada liga investe em reforços estrangeiros de qualidade.

Mimi

Verdade. E também há a questão de que o Brasil sempre produziu muitos goleadores próprios. Pelé, Ronaldo, Ronaldinho — a tradição é forte.

Mark

Então Viveros está tentando fazer algo que apenas dois outros conseguiram em 70 anos?

Mimi

Exatamente. Pedro Rocha em 1972, compartilhado com Dadá Maravilha, e Germán Cano em 2022. São apenas dois casos.

Luke

Mas vale notar que Cano foi há apenas quatro anos. Então não é que seja impossível — é que é raro, mas não tão raro quanto parece à primeira vista.

Mark

Viveros tem chance real de conseguir?

Mimi

Tem. Está com 17 gols, liderando com folga. Pedro, do Flamengo, tem 15. Faltam ainda muitos jogos até dezembro.

Luke

Mas precisamos ser honestos: ainda há tempo para mudanças. Lesões, queda de forma, tudo pode acontecer. Nada está decidido.

Mark

E se conseguir, qual seria o significado disso?

Mimi

Seria uma marca histórica. Entraria para a história como o terceiro estrangeiro em 70 edições. Mas também mostraria que talvez esse padrão esteja começando a mudar.

  • Viveros lidera a artilharia do Brasileirão 2026 com 17 gols em 24 jogos, igualando já o total histórico de Pedro Rocha em 1972 — o primeiro estrangeiro a conquistar o prêmio.
  • A raridade é quase absoluta: em 70 edições do campeonato, apenas dois estrangeiros foram artilheiros, enquanto nas grandes ligas europeias isso é rotina há décadas.
  • Pedro, do Flamengo, persegue de perto com 15 gols em 25 partidas, mantendo viva a tradição brasileira de reconquistar o troféu nos anos recentes.
  • Excluído da seleção colombiana para a Copa do Mundo, Viveros encontrou no Brasileirão o palco para uma afirmação pessoal que pode se tornar histórica.
  • Com o campeonato encerrando em 2 de dezembro e nove gols de distância do recorde de Germán Cano, o desfecho permanece em aberto — e carregado de significado.

Em sete décadas de Campeonato Brasileiro, apenas dois estrangeiros conquistaram a artilharia — uma raridade que contrasta com a normalidade europeia, onde goleadores vindos de fora dominam há anos. Agora, o colombiano Kevin Viveros, do Athletico-PR, lidera a disputa pelo Troféu Roberto Dinamite com 17 gols e carrega a possibilidade de inscrever seu nome em uma lista quase vazia. O futebol brasileiro, historicamente resistente a essa inversão de protagonismo, pode testemunhar até dezembro um feito que só aconteceu duas vezes em 70 edições.

Nas grandes ligas europeias, estrangeiros dominam a artilharia com naturalidade. Na Premier League, quatro das últimas cinco edições tiveram goleadores de fora; na Espanha, um espanhol não lidera La Liga desde 2007/2008; na Alemanha, 13 das últimas 15 Bundesligas foram vencidas por estrangeiros. O polonês Robert Lewandowski sozinho conquistou o prêmio sete vezes antes de migrar para o futebol americano.

No Brasil, o cenário é radicalmente diferente. Em 70 edições do Campeonato Brasileiro desde 1937, apenas dois estrangeiros terminaram como artilheiros. O uruguaio Pedro Rocha, em 1972, marcou 17 gols pelo São Paulo — mas dividiu o título com Dadá Maravilha, do Atlético-MG. Depois disso, meio século de silêncio, até que o argentino Germán Cano, pelo Fluminense, balançou as redes 26 vezes em 2022 e conquistou o prêmio sozinho.

Nos anos seguintes, brasileiros reconquistaram o posto, mesmo com candidatos estrangeiros fortes como Luisito Suárez, Vegetti e De Arrascaeta. Agora, com o campeonato em seu terço final, Kevin Viveros desponta como o nome mais próximo de mudar essa história. O colombiano de 26 anos, que atua pelo Athletico-PR, lidera a corrida pelo Troféu Roberto Dinamite — homenagem ao ídolo do Vasco da Gama, maior artilheiro da competição com 190 gols, falecido em 2023 — com 17 gols em 24 partidas.

Excluído da seleção colombiana para a Copa do Mundo por decisão técnica, Viveros encontrou no Brasileirão a oportunidade de deixar uma marca indelével. Seu principal rival é Pedro, centroavante do Flamengo, com 15 gols em 25 jogos. O campeonato encerra em 2 de dezembro: se Viveros mantiver a liderança, entrará para a história como o terceiro estrangeiro artilheiro em sete décadas — e ainda tem chance de superar o recorde de Cano, do qual está a nove gols de distância.

Nas ligas de elite da Europa, um estrangeiro conquistar a artilharia de um campeonato é quase rotina. Na Inglaterra, quatro das cinco últimas edições da Premier League tiveram goleadores vindos de fora — o norueguês Erling Haaland, que eliminou o Brasil na Copa do Mundo, dominou três delas sozinho. Na Espanha, faz quase duas décadas que um espanhol não lidera a artilharia de La Liga; a última vez foi em 2007/2008, quando Dani Güiza marcou pelo Mallorca. Na Alemanha, a situação é ainda mais extrema: em 13 das últimas 15 edições da Bundesliga, o artilheiro foi estrangeiro, com o polonês Robert Lewandowski conquistando o prêmio sete vezes antes de se mudar para o futebol americano.

No Brasil, porém, a história é radicalmente diferente. Considerando as 70 edições do Campeonato Brasileiro desde 1937 — incluindo as unificações feitas pela CBF que transformaram torneios antigos em parte da história oficial — apenas dois estrangeiros terminaram como artilheiros. O primeiro foi o uruguaio Pedro Rocha, em 1972, meia-atacante do São Paulo conhecido como El Verdugo, que marcou 17 gols. Mas nem mesmo isso foi exclusivo: Dadá Maravilha, pelo Atlético-MG, fez exatamente o mesmo número de gols naquele ano, dividindo o título. Depois disso, silêncio de meio século. Nenhum outro estrangeiro chegou perto até 2022, quando o centroavante argentino Germán Cano, jogando pelo Fluminense, balançou as redes 26 vezes — mais que qualquer outro jogador naquela temporada.

Desde então, brasileiros reconquistaram o trono. Em 2023, o uruguaio Luisito Suárez chegou perto. Em 2024, o argentino Vegetti tentou. Em 2025, o uruguaio De Arrascaeta foi forte candidato. Mas em todas essas ocasiões, um brasileiro terminou como goleador-mor. Agora, com o campeonato em seu terço final, um novo nome desponta como forte candidato a quebrar esse padrão.

Kevin Viveros, colombiano de 26 anos que atua pelo Athletico-PR, lidera a corrida pelo Troféu Roberto Dinamite com 17 gols em 24 jogos disputados. O troféu leva o nome do ícone do Vasco da Gama, que morreu em 2023 de câncer e permanece como o maior artilheiro da história do Brasileirão com 190 gols. Viveros foi excluído da seleção colombiana para a Copa do Mundo por decisão do técnico, e agora tem a chance de deixar sua marca no futebol brasileiro de forma indelével. Seu principal perseguidor é Pedro, centroavante do Flamengo com 29 anos, que marcou 15 gols em 25 partidas — esteve em todos os jogos de seu time.

O calendário trabalha a favor de Viveros. O campeonato encerra em 2 de dezembro, e se o colombiano mantiver sua liderança até lá, entrará para a história como o terceiro estrangeiro a conquistar a artilharia do Brasileirão em sete décadas. Há ainda questões em aberto: se conseguirá manter a vantagem e, caso consiga, se estabelecerá um novo recorde. Já igualou os 17 gols de Pedro Rocha. Está a nove de distância do recorde de Cano.

No futebol feminino, a história é ligeiramente menos árida. O Campeonato Brasileiro feminino existe de forma contínua há apenas 13 anos, embora tenha tido edições entre 1997 e 2001. Uma única estrangeira conquistou a artilharia: em 2017, a argentina Florencia Soledad Jaimes marcou 18 gols e ajudou o Santos a conquistar sua única taça na competição. Mesmo assim, a raridade permanece. Viveros segue seu caminho rumo a um feito que, se alcançado, o colocará em companhia extremamente seleta no futebol brasileiro.

Nas principais ligas europeias, um estrangeiro ser artilheiro é quase rotina; no Brasil, é extraordinário
— análise comparativa do futebol europeu e brasileiro
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