A três dias de uma eleição sem segunda chance, Minas Gerais observa Cleitinho Azevedo consolidar uma liderança construída ao longo de meses — mas o silêncio de quase um quarto do eleitorado lembra que, em democracia, a palavra final pertence àqueles que ainda não falaram. A corrida ao Senado, onde não há segundo turno para corrigir rumos, transforma cada voto indeciso em uma pequena incógnita com peso real.
Cleitinho lidera corrida ao Senado em MG com 40% dos votos válidos
36% do eleitorado ainda indefinido ou desengajado
Por que uma taxa de indecisos tão alta em uma eleição para o Senado? Isso é comum?
A pesquisa mostra 22% de indecisos, bem acima do que apareceu nas disputas para presidente e governador. Pode ser que o Senado simplesmente receba menos atenção da campanha e da cobertura de mídia.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A pesquisa não explica por que isso acontece. Pode ser desengajamento, pode ser que os candidatos menores não estejam suficientemente conhecidos, pode ser que eleitores estejam genuinamente em dúvida. A pesquisa só mede, não explica.
E quanto aos votos em branco e nulos? Isso afeta o resultado?
Sim, porque a eleição não tem segundo turno. Diferentemente da presidencial, não há revanche. O resultado é definido no domingo com base nos votos válidos.
Exatamente. E aqui está o ponto: 14% dizem que vão votar em branco ou anular. Isso é um número significativo, mas a pesquisa não nos diz se é protesto, desengajamento ou indecisão disfarçada.
Cleitinho mantém essa liderança desde agosto?
Desde a primeira pesquisa em agosto, ele aparece na frente. Mas naquela época estava tecnicamente empatado com Silveira. Agora abriu 13 pontos.
Importante: "tecnicamente empatado" significa que a margem de erro cobria ambos. Agora, com 40% contra 27%, a diferença é real e sólida — está fora da margem de erro de três pontos.
O Pulso
- Cleitinho Azevedo chega à reta final com 40% dos votos válidos, uma vantagem de 13 pontos sobre Alexandre Silveira que resistiu ao longo de toda a campanha.
- Silveira, que tenta a reeleição, não conseguiu avançar o suficiente para ameaçar a liderança do rival, ficando estagnado nos 27%.
- Marcelo Aro, com 19%, ocupa um terceiro lugar distante, enquanto os demais candidatos dividem fatias marginais do eleitorado.
- 22% dos eleitores ainda não sabem em quem votar — uma taxa de indecisão muito acima da observada nas disputas para governador e presidente.
- Sem segundo turno, o resultado será irreversível no domingo, e os 36% entre indecisos e votos brancos ou nulos representam uma incerteza real sobre o desfecho final.
A três dias de uma eleição sem segunda chance, Minas Gerais observa Cleitinho Azevedo consolidar uma liderança construída ao longo de meses — mas o silêncio de quase um quarto do eleitorado lembra que, em democracia, a palavra final pertence àqueles que ainda não falaram. A corrida ao Senado, onde não há segundo turno para corrigir rumos, transforma cada voto indeciso em uma pequena incógnita com peso real.
A três dias do pleito, Cleitinho Azevedo (PSC) chega à reta final da disputa pelo Senado em Minas Gerais com uma vantagem consolidada. Pesquisa Datafolha encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo aponta 40% dos votos válidos para o deputado estadual, contra 27% de Alexandre Silveira (PSD), que tenta a reeleição, e 19% de Marcelo Aro (PP). A liderança de Cleitinho não é novidade: desde agosto ele aparece à frente nas medições, tendo saído de um empate técnico com Silveira para uma diferença de 13 pontos percentuais.
Os demais candidatos — entre eles Bruno Miranda (PDT), Sara Azevedo (PSOL) e Altamiro Alves (PTB) — somam 4% cada, sem capacidade de interferir diretamente no resultado. A margem de erro é de três pontos, com 95% de confiança.
O que torna o cenário mais complexo é o volume de eleitores ainda indefinidos. Nada menos que 22% afirmaram não saber em quem votar, uma taxa expressivamente maior do que a registrada nas disputas para governador e presidente. Outros 14% pretendem votar em branco ou anular. Juntos, esses grupos somam 36% do eleitorado — uma fatia que, em uma eleição sem segundo turno, pode ser decisiva e não terá oportunidade de revisão. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em 81 municípios mineiros entre os dias 27 e 29 de setembro, registrada sob o protocolo MG-09084/2022.
A três dias do pleito, o deputado estadual Cleitinho Azevedo chega à reta final da campanha para o Senado por Minas Gerais com uma vantagem clara. Segundo pesquisa do Datafolha encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, ele reúne 40% dos votos válidos — aqueles que efetivamente contam para a totalização do resultado, excluindo brancos e nulos. Seu principal concorrente, Alexandre Silveira do PSD, que tenta se reeleger, fica 13 pontos atrás com 27%. Marcelo Aro, do PP, ocupa a terceira posição com 19% das intenções de voto.
Cleitinho não é novidade na liderança. Desde a primeira medição do Datafolha em agosto, ele aparece à frente — embora naquele momento estivesse tecnicamente empatado com Silveira. A trajetória da campanha mostra um movimento de consolidação de seu apoio ao longo das semanas, enquanto o candidato do PSD não conseguiu avançar significativamente.
Os demais candidatos dividem fatias menores do eleitorado. Bruno Miranda do PDT, Sara Azevedo do PSOL e Altamiro Alves do PTB cada um reúnem 4% dos votos válidos. Dirlene Marques do PSTU, Naomi de Almeida do PCO e Irani Gomes do PRTB marcam 1% cada. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Mas há um elemento que complica o quadro. Uma parcela significativa de eleitores ainda não decidiu seu voto: 22% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar — uma taxa bem superior à observada nas disputas simultâneas para governador e presidente. Além disso, 14% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, esses dois grupos representam 36% do eleitorado, uma quantidade substancial que pode alterar o resultado final.
A incerteza é amplificada pelo fato de que a eleição para o Senado não tem segundo turno. Diferentemente da disputa presidencial, não há oportunidade de revisão ou mudança de estratégia. O resultado será definido no domingo, e a alta taxa de indecisos significa que uma parcela considerável do eleitorado ainda está avaliando suas opções ou pode estar desengajada da campanha senatorial.
A pesquisa foi realizada entre 27 e 29 de setembro em 81 cidades mineiras, ouvindo 1.500 pessoas. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-09084/2022, garantindo sua conformidade com as exigências legais para divulgação de pesquisas eleitorais.
Citações Notáveis
Cleitinho tem aparecido à frente desde a primeira pesquisa do instituto na campanha, em agosto, quando estava em situação de empate técnico com o candidato do PSD.— Datafolha