No Ceará, a corrida por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 começa a ganhar forma antes mesmo de a campanha se iniciar. Uma pesquisa divulgada em julho revela que o senador Cid Gomes e o ex-deputado Capitão Wagner já ocupam posições de força no imaginário do eleitorado cearense, enquanto a maioria dos demais postulantes ainda disputa espaço num campo fragmentado. O momento é de esboço, não de definição — mas os primeiros traços já estão lançados.
Cid Gomes e Capitão Wagner lideram corrida ao Senado no Ceará, aponta Quaest
Cid e Wagner lideram em todos os cenários, mas o campo abaixo deles permanece fragmentado
Por que essa pesquisa importa agora, se as eleições ainda estão tão longe?
Porque estabelece uma linha de base. Cid e Wagner já têm presença, reconhecimento, estrutura. Saber que Cid está em 23% e Wagner em 16% — e que essa ordem se mantém em três cenários diferentes — diz que eles não estão liderando por acaso. Estão liderando porque têm capital político acumulado.
Mas 23% em uma eleição com dois lugares abertos não é garantia de nada. Ele precisa de 50% para estar seguro, e tem menos de um quarto. Além disso, 20% de indecisos é um monte de voto em jogo.
Verdade. Mas o ponto é que ninguém mais chega perto. Luizianne tem 9%, Eunício tem 8%. Há uma distância clara entre o primeiro e segundo escalão.
E se Luizianne sair da disputa? A pesquisa testou isso?
Testou. No terceiro cenário, sem ela, Cid sobe para 24% e Eunício sobe para 10%. Mas Wagner continua em 16%. Ele não cresce muito mesmo quando o campo muda.
Isso é importante: Wagner é estável, mas não está crescendo. Pode estar em um piso. E Cid está crescendo quando a competição diminui — o que sugere que ele está capturando votos de candidatos que saem.
Então quem realmente ameaça esses dois?
Ninguém, ainda. Mas há muito tempo até 2026. Campanhas mudam coisas. Eventos políticos mudam coisas.
E a margem de erro é de três pontos. Então tecnicamente Cid e Wagner poderiam estar empatados, ou Wagner poderia estar na frente. Não é tão sólido quanto parece à primeira vista.
O Pulso
- Cid Gomes lidera com até 24% das intenções de voto em todos os cenários testados, consolidando-se como o nome mais forte da disputa.
- Capitão Wagner permanece estável em 16% independentemente da configuração do campo, sinalizando uma base eleitoral fiel e resistente a variações.
- O restante dos candidatos aparece fragmentado, com nenhum outro nome ultrapassando os 10%, deixando a segunda vaga tecnicamente em aberto.
- Entre 20% e 21% dos eleitores ainda se declaram indecisos, indicando que uma parcela significativa do eleitorado ainda não formou opinião.
- A entrada ou saída de candidatos como Luizianne Lins altera o desempenho dos demais, revelando um campo ainda sensível a mudanças de configuração.
- Com as eleições a mais de um ano de distância, a pesquisa captura um ponto de partida — não um destino.
No Ceará, a corrida por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 começa a ganhar forma antes mesmo de a campanha se iniciar. Uma pesquisa divulgada em julho revela que o senador Cid Gomes e o ex-deputado Capitão Wagner já ocupam posições de força no imaginário do eleitorado cearense, enquanto a maioria dos demais postulantes ainda disputa espaço num campo fragmentado. O momento é de esboço, não de definição — mas os primeiros traços já estão lançados.
A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Ceará em 2026 já tem seus primeiros contornos. Uma pesquisa Genial/Quaest, realizada com 1.002 eleitores entre 24 e 28 de julho, aponta o senador Cid Gomes (PSB) e o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil) como os nomes mais consolidados no campo, com margem de erro de três pontos percentuais.
No primeiro cenário testado, Cid lidera com 23% e Wagner aparece em segundo com 16%. A deputada Luizianne Lins (Rede) surge em terceiro com 9%, seguida pelo ex-senador Eunício Oliveira (MDB) com 8%. Os demais candidatos não ultrapassam os 4%, e um quinto dos entrevistados se declarou indeciso.
A pesquisa testou ainda outros dois cenários, incluindo um sem a presença de Luizianne Lins. Em todos eles, o padrão se repetiu: Cid oscilou entre 21% e 24%, enquanto Wagner permaneceu firme nos 16%. A ausência de Lins beneficiou principalmente Eunício Oliveira, que subiu para 10% na terceira posição.
O que os três cenários revelam em conjunto é um campo ainda em formação. A indecisão flutua entre 20% e 21%, e o restante dos postulantes disputa espaço num terreno fragmentado. As eleições de 2026 estão distantes, e novos candidatos, campanhas e eventos políticos ainda podem redesenhar o mapa. Por ora, a pesquisa registra dois nomes já enraizados na preferência do eleitorado cearense — e um campo aberto para todos os demais.
A corrida pelo Senado Federal no Ceará em 2026 já tem seus contornos iniciais definidos. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra dois nomes consolidados na dianteira: o senador em exercício Cid Gomes, do PSB, e o ex-deputado Capitão Wagner, do União Brasil. O levantamento ouviu 1.002 eleitores entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
No primeiro cenário testado, Cid Gomes aparece com 23% das intenções de voto, enquanto Capitão Wagner marca 16%. A deputada federal Luizianne Lins, da Rede, surge em terceiro lugar com 9%, seguida pelo ex-senador Eunício Oliveira, do MDB, com 8%. O Pastor Alcides Fernandes, do PL, registra 3%. Completam o quadro o ex-deputado estadual Domingos Filho, do PSD, com 2%; a professora Anna Karina, do PSOL, e o ex-senador Chiquinho Feitosa, do Republicanos, ambos com 1%. Três candidatos — Cândido Albuquerque, do PSDB, General Theóphilo, do Novo, e Reginaldo Ferreira, do PSTU — não pontuaram. Um quinto dos entrevistados se declarou indeciso, enquanto 17% afirmaram ter intenção de votar em branco, nulo ou não votarão.
A pesquisa testou uma segunda simulação, mantendo praticamente o mesmo elenco. Cid Gomes recuou ligeiramente para 21%, mas continuou na liderança. Capitão Wagner permaneceu nos mesmos 16%. Luizianne Lins manteve os 9%, e Eunício Oliveira seguiu com 8%. Neste formato, o Pastor Alcides Fernandes subiu para 4%, enquanto Anna Karina marcou 2%. General Theóphilo e Reginaldo Ferreira registraram 1% cada. Os indecisos permaneceram em 20%, e brancos e nulos somaram 18%.
Um terceiro cenário foi construído sem a presença de Luizianne Lins. Nele, Cid Gomes atingiu seu melhor desempenho, com 24%. Capitão Wagner manteve-se firme nos 16%. Eunício Oliveira subiu para 10% na terceira posição, seguido pelo Pastor Alcides Fernandes com 4%. Anna Karina marcou 2%, e o Professor Germano Lima, do PSOL, registrou 1%. Os demais candidatos testados não pontuaram. Os indecisos oscilaram para 21%, enquanto brancos, nulos e abstenções chegaram a 22%.
O padrão que emerge dos três cenários é claro: independentemente da configuração testada, Cid Gomes e Capitão Wagner mantêm suas posições de força. Cid varia entre 21% e 24%, enquanto Wagner permanece estável em 16%. A indecisão flutua entre 20% e 21%, sugerindo um eleitorado ainda em processo de formação de opinião. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo CE-09277/2026.
O cenário ainda está aberto. As eleições de 2026 estão distantes, e a dinâmica pode se alterar significativamente com a entrada de novos candidatos, campanhas mais intensas e eventos políticos que ainda ocorrerão. O que a pesquisa captura neste momento é um ponto de partida: dois nomes já consolidados na preferência do eleitorado cearense, enquanto o restante do campo permanece fragmentado e em disputa.
Citações Notáveis
Cid Gomes aparece com 23% das intenções de voto no primeiro cenário, enquanto Capitão Wagner marca 16%— Pesquisa Genial/Quaest