China instala cúpula nuclear de 270 toneladas com precisão de 6 milímetros em Ningde

Uma folga de apenas 6 milímetros em uma peça com 45 metros de diâmetro
A precisão extrema exigida no encaixe da cúpula nuclear sobre o reator em Ningde.
Mark

Por que uma operação tão simples — colocar uma cobertura sobre um edifício — recebe planejamento tão detalhado?

Mimi

Porque em uma usina nuclear, nada é simples. A cúpula não é apenas proteção contra chuva. Ela é uma das barreiras de segurança que separam o reator do ambiente externo. Um desalinhamento nessa fase compromete tudo que vem depois.

Mark

Mas 6 milímetros de folga em uma peça de 45 metros — como isso é possível?

Mimi

Simulações 3D, análise do plano de içamento, ajustes em tempo real enquanto a carga está suspensa. Os operadores fazem correções de altura e alinhamento enquanto o guindaste segura 270 toneladas no ar. É engenharia de precisão extrema.

Mark

E se tivesse falhado na primeira tentativa?

Mimi

Não falharia. O planejamento anterior elimina essa possibilidade. Eles consideraram vento, temperatura, condições dos equipamentos. Tudo dentro de limites estabelecidos. A primeira tentativa é a única porque o trabalho anterior garante isso.

Mark

Qual é o significado dessa operação para o cronograma da usina?

Mimi

Marca a transição de uma fase para outra. Depois da cúpula, a unidade sai da construção civil e entra na montagem de equipamentos e sistemas. É o ponto de virada. A unidade 5 deve estar operacional em 2029.

Mark

E a usina já produz eletricidade?

Mimi

Sim. As quatro unidades da primeira fase geraram mais de 347 bilhões de kWh até março de 2026. As duas novas unidades Hualong One vão adicionar mais de 9 bilhões de kWh por ano cada uma. É energia para aproximadamente 1 milhão de pessoas por unidade.

  • Levantar 270 toneladas a 20 andares de altura e encaixá-las com folga de 6 milímetros não é margem de erro — é a ausência quase total dele.
  • Vento, temperatura e deformação estrutural ameaçavam transformar a operação em desastre; simulações 3D e monitoramento em tempo real foram a linha de defesa.
  • A cúpula não é apenas cobertura: é uma das barreiras de contenção radioativa do reator, e qualquer desalinhamento comprometeria etapas críticas seguintes.
  • Com o encaixe concluído em 2h45, a obra saiu da fase civil e entrou na montagem de sistemas — o ponto sem retorno rumo à geração de energia.
  • Em agosto de 2026, os trabalhos da ilha convencional das unidades 5 e 6 já haviam começado, confirmando que o cronograma para 2029 segue firme.

Na costa de Fujian, a China ergueu uma cúpula de aço de 270 toneladas sobre o reator Hualong One de Ningde com uma margem de apenas 6 milímetros — feito concluído em menos de três horas, na primeira tentativa. O gesto é mais do que engenharia: é a afirmação de que uma nação pode dominar, com precisão quase artesanal, as forças que alimentam cidades inteiras. A obra avança em direção a 2029, quando a unidade 5 deverá começar a transformar átomos em luz para milhões de lares.

Em 15 de junho de 2026, às 8h02 da manhã, uma cúpula hemisférica de aço com 45 metros de diâmetro e mais de 270 toneladas foi encaixada sobre o reator Hualong One da unidade 5 da usina nuclear de Ningde, em Fujian. A operação durou 2 horas e 45 minutos e foi concluída na primeira tentativa, com uma folga de apenas 6 milímetros entre a estrutura e seu assento definitivo.

A peça não é uma simples tampa. Trata-se de uma casca hemisférica de dupla curvatura, montada previamente próxima ao solo para evitar trabalho em altura, e depois içada por um guindaste sobre esteiras até o equivalente a quase 20 andares. Seu papel é estrutural e de segurança: a cúpula integra o edifício de contenção do reator, participando da vedação e da capacidade de reter material radioativo em situações de emergência.

Antes do içamento, as equipes monitoraram vento, temperatura e condições dos equipamentos, além de realizar simulações tridimensionais e definir a sequência exata de movimentos. A margem de 6 milímetros — pequena diante de uma estrutura com 45 metros de diâmetro — reflete a precisão exigida: um desalinhamento relevante comprometeria as etapas seguintes de montagem e os requisitos de qualidade do sistema de contenção.

Com a cúpula instalada, a obra transitou da fase civil para a montagem de equipamentos e sistemas. Em 18 de agosto de 2026, começaram oficialmente os trabalhos na ilha convencional e nos sistemas auxiliares das unidades 5 e 6. A construção das duas unidades foi aprovada pelo Conselho de Estado da China em julho de 2023; o primeiro concreto da unidade 5 foi lançado em julho de 2024 — menos de dois anos antes do encaixe da cúpula.

O Hualong One, também conhecido como HPR1000, é um reator de água pressurizada de terceira geração desenvolvido na China. A unidade 5 de Ningde tem capacidade projetada de cerca de 1.200 MW e previsão de entrada em operação em 2029; a unidade 6 deverá seguir em 2030. Cada uma deverá gerar mais de 9 bilhões de kWh por ano — volume comparável ao consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas. O complexo já conta com quatro reatores CPR-1000 em operação desde 2013–2016, que acumularam mais de 347 bilhões de kWh entregues à rede até março de 2026.

Em 15 de junho de 2026, na usina nuclear de Ningde, na província de Fujian, uma estrutura de aço com 45 metros de diâmetro e mais de 270 toneladas saiu do chão. Um guindaste sobre esteiras a ergueu até uma altura comparável à de um prédio de quase 20 andares, a rotacionou no ar, a deslocou horizontalmente e a posicionou sobre o reator nuclear com uma folga de apenas 6 milímetros. Toda a operação levou 2 horas e 45 minutos e terminou às 8h02 do horário local. Foi a primeira tentativa.

A peça é a cúpula da unidade 5, um novo reator Hualong One que está sendo construído pela China General Nuclear Power Group, a CGN. Não é simplesmente uma tampa. A estrutura é uma casca hemisférica de dupla curvatura, montada com grandes chapas de aço, perfis metálicos, conectores e componentes internos que formam parte essencial do edifício que envolve o reator. Segundo a CGN, a cúpula funciona como uma das principais barreiras de segurança do prédio, participando da manutenção da integridade estrutural, da vedação e da capacidade de conter material radioativo dentro da área projetada para isso caso sistemas de proteção sejam necessários.

O diâmetro de aproximadamente 45 metros ajuda a dimensionar o que foi movimentado. Em vez de montar toda essa cobertura no alto, os componentes foram previamente unidos em uma grande estrutura próxima ao solo, permitindo que o conjunto fosse levantado praticamente pronto. Ainda assim, o peso ultrapassou 270 toneladas — equivalente à massa de dezenas de automóveis pesados concentrada em uma peça larga o suficiente para cobrir uma grande área do edifício do reator. Isso exigiu planejamento para evitar deformações e movimentos indesejados durante a subida.

Antes da operação, as equipes acompanharam fatores como velocidade do vento, temperatura e condições dos equipamentos. Esses parâmetros precisavam permanecer dentro dos limites estabelecidos para que o içamento pudesse seguir com segurança. O trabalho havia sido preparado anteriormente com simulações tridimensionais, análise específica do plano de içamento e definição da sequência de movimentos. O objetivo era reduzir riscos durante uma etapa em que diferentes equipes e equipamentos operavam ao redor de uma estrutura suspensa a dezenas de metros de altura.

A margem de 6 milímetros revela outro lado da operação. Para chegar ao ponto previsto, os operadores realizaram ajustes de altura e alinhamento enquanto o guindaste mantinha suspensa uma carga superior a 270 toneladas. É uma diferença pequena diante de uma peça com 45 metros de diâmetro. Um desalinhamento relevante nessa fase poderia interferir nas etapas seguintes de montagem e nas exigências de qualidade do sistema de contenção.

O encaixe da cúpula marcou uma mudança importante no estágio da obra. Depois da colocação, a unidade avançou da fase predominantemente civil para uma etapa concentrada na montagem de equipamentos e sistemas necessários antes dos testes e da futura geração de eletricidade. Mais de dois meses depois, o complexo voltou a registrar avanço. Em 18 de agosto de 2026, começaram oficialmente os trabalhos de instalação da ilha convencional e de sistemas auxiliares das unidades 5 e 6 de Ningde.

A unidade 5 faz parte da segunda fase da usina nuclear de Ningde. A construção das unidades 5 e 6 recebeu aprovação do Conselho de Estado da China em 31 de julho de 2023, ambas com a tecnologia Hualong One, também conhecida internacionalmente como HPR1000. O primeiro concreto da ilha nuclear da unidade 5 foi lançado em 28 de julho de 2024. Menos de dois anos depois, a obra alcançou a etapa de colocação da cúpula. O Hualong One é um reator de água pressurizada de terceira geração desenvolvido na China. A unidade 5 de Ningde é projetada na faixa de 1.200 MW, e sua entrada em operação está programada para 2029; a unidade 6 deverá vir depois, em 2030.

A instalação da nova cúpula também acontece dentro de um complexo que não começa do zero. A usina de Ningde já possui quatro unidades CPR-1000 em operação comercial, que entraram em serviço entre 2013 e 2016. Segundo a CGN, as quatro unidades da primeira fase haviam produzido, até o fim de março de 2026, mais de 347 bilhões de kWh de eletricidade enviados à rede. A segunda fase acrescentará os dois Hualong One atualmente em construção. Cada nova unidade Hualong One deverá gerar mais de 9 bilhões de kWh por ano, volume que a CGN compara ao consumo anual necessário para atividades residenciais e produtivas de aproximadamente 1 milhão de pessoas. Antes de produzir eletricidade comercialmente, porém, o caminho ainda inclui instalação dos principais equipamentos, tubulações, sistemas elétricos, testes, comissionamento e outras etapas de verificação.

A cúpula funciona como uma das principais barreiras de segurança do prédio do reator, participando da manutenção da integridade estrutural, da vedação e da capacidade de conter material radioativo
— China General Nuclear Power Group (CGN)
Cada nova unidade Hualong One deverá gerar mais de 9 bilhões de kWh por ano, volume equivalente ao consumo anual necessário para atividades residenciais e produtivas de aproximadamente 1 milhão de pessoas
— China General Nuclear Power Group (CGN)
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