Chefe de gabinete do governador do Acre é presa em operação contra corrupção

Servidores públicos praticaram atos para destruir provas essenciais
A Polícia Federal identificou conluio entre funcionários do governo após o deflagramento da operação.
Mark

Por que a prisão da chefe de gabinete aconteceu uma semana depois da primeira fase? Isso foi planejado ou surgiu de algo que descobriram?

Mimi

A PF identificou que, depois que a operação começou no dia 16, servidores públicos começaram a agir juntos para destruir provas. Então a prisão foi uma resposta a essa obstrução ativa, não algo que estava planejado desde o início.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente quais atos de obstrução ela cometeu especificamente. O comunicado da PF fala em "conluio" e "atos direcionados a obstrução", mas não detalha o que ela fez pessoalmente.

Mark

E quanto ao governador? Ele está sendo investigado também?

Mimi

Sim, Gladson Cameli foi um dos alvos da primeira fase. Mas a gente não tem informação se ele será preso ou qual é exatamente a acusação contra ele neste momento.

Luke

Isso é importante notar: o governador foi alvo da primeira fase, mas não sabemos se ele está sendo acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, ou se é apenas uma testemunha sendo investigada.

Mark

Qual é o tamanho dessa rede que a PF está investigando?

Mimi

A investigação apura se um grupo criminoso controlado por empresários e agentes políticos estava desviando recursos públicos e ocultando a origem do dinheiro. Mas os detalhes sobre quantas pessoas estão envolvidas ainda não foram divulgados.

Luke

A gente sabe que há pelo menos cinco mandados de busca em Rio Branco, o que sugere múltiplos alvos, mas não temos números sobre quantas pessoas estão sendo investigadas ou quanto dinheiro pode estar envolvido.

  • Uma semana após o governador do Acre ser alvo da Operação Ptolomeu, sua chefe de gabinete foi presa na manhã de 22 de dezembro por ordem do STJ.
  • A PF identificou que servidores públicos passaram a agir em conluio logo após a deflagração da operação, destruindo provas e tentando bloquear o avanço das investigações.
  • A obstrução ativa foi grave o suficiente para motivar não apenas a prisão, mas também a abertura imediata de um novo inquérito específico sobre o crime de obstrução de investigação de organização criminosa.
  • Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em Rio Branco, enquanto o governo estadual permanecia em silêncio diante dos pedidos de comentário.

No Acre, a engrenagem da justiça girou uma segunda vez em menos de uma semana: a chefe de gabinete do governador Gladson Cameli foi presa pela Polícia Federal por ordem do STJ, suspeita de liderar esforços para destruir provas e obstruir a Operação Ptolomeu — a mesma investigação que, dias antes, havia alcançado o próprio governador. O episódio revela que, quando o poder se sente ameaçado, a tentação de apagar rastros pode ser tão grave quanto o crime original.

Na manhã de 22 de dezembro, a chefe de gabinete do governador do Acre foi retirada de casa pela Polícia Federal. A ordem vinha do Superior Tribunal de Justiça: Rosângela Gama era suspeita de obstruir investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro no governo estadual. Era a segunda fase da Operação Ptolomeu — a mesma que, apenas uma semana antes, havia colocado o próprio governador Gladson Cameli na mira das autoridades.

A operação havia começado em 16 de dezembro, com foco em um esquema que envolvia empresários e agentes políticos ligados ao Executivo estadual. O objetivo era rastrear desvios de recursos públicos e a ocultação do dinheiro desviado. Mas, após a primeira fase, algo mudou: a PF percebeu que servidores públicos haviam começado a agir em conjunto para destruir provas e impedir o avanço das investigações. Essa obstrução coordenada foi o que precipitou a segunda fase.

O STJ não apenas ordenou a prisão de Gama, mas também determinou a instauração imediata de um novo inquérito para apurar o crime de obstrução de investigação de organização criminosa. Enquanto isso, cinco mandados de busca e apreensão eram cumpridos em Rio Branco. O governo do estado não respondeu aos pedidos de comentário.

O que emergia do caso era um retrato de uma rede coordenada dentro da máquina estatal — pessoas trabalhando para proteger umas às outras e apagar evidências. Com o novo inquérito em andamento no STJ e a PF vasculhando escritórios e residências da capital, a investigação havia entrado em uma fase mais agressiva, e o cerco ao governo do Acre continuava a se fechar.

A chefe de gabinete do governador do Acre acordou presa na manhã de 22 de dezembro. A Polícia Federal a levou em cumprimento de uma ordem do Superior Tribunal de Justiça, que havia determinado sua prisão horas antes. O motivo: suspeita de obstruir investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro dentro do governo estadual. A mulher, identificada como Rosângela Gama no site da administração estadual, tornou-se alvo da segunda fase da Operação Ptolomeu, a mesma investigação que havia alcançado o próprio governador Gladson Cameli apenas uma semana antes.

A operação começou no dia 16 de dezembro. Naquele momento, a Polícia Federal e o STJ já tinham sob mira um esquema que, segundo os investigadores, envolvia empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo do estado. O alvo era rastrear desvios de recursos públicos e atos de ocultação da origem e destino do dinheiro desviado. Mas algo mudou entre a primeira e a segunda fase. Depois que a operação foi deflagrada, a PF identificou que servidores públicos começaram a agir em conjunto para impedir que as investigações avançassem. Eles praticaram atos direcionados a destruir provas essenciais, tentando apagar os rastros que a polícia estava seguindo.

Foi essa obstrução ativa que levou o STJ a determinar a prisão de Gama. O tribunal pediu também a "imediata instauração" de um novo inquérito policial específico para apurar o crime de obstrução de investigação de organização criminosa. Ao mesmo tempo, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Rio Branco, a capital do estado, procurando por documentos e evidências que pudessem ter sido ocultados.

A Polícia Federal confirmou os detalhes da prisão ao UOL mas não divulgou o nome da detida naquele momento. O governo do estado não respondeu aos pedidos de comentário sobre o caso. O que estava claro era que a investigação havia entrado em uma nova fase, mais agressiva. O conluio entre servidores públicos que a PF havia identificado sugeria que o esquema de corrupção não era apenas uma questão de desvios isolados, mas de uma rede coordenada de pessoas dentro da máquina estatal trabalhando para proteger uns aos outros e apagar evidências.

O caso se desenrolava em um contexto de pressão crescente sobre o governo do Acre. O próprio Gladson Cameli, que governa o estado pelo Progressistas, havia sido alvo da primeira fase da operação. Agora, sua chefe de gabinete estava presa. A investigação continuaria, com o novo inquérito sobre obstrução de investigação em andamento no STJ, e a Polícia Federal seguiria buscando provas nos escritórios e residências de Rio Branco.

A Polícia Federal identificou um conluio entre servidores públicos que, após a deflagração da operação, praticou diversos atos direcionados a obstrução da investigação, na tentativa de destruição de provas essenciais
— Polícia Federal
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