Quando uma eleição estadual alemã entregou à AfD sua primeira vitória desde o fim da Segunda Guerra Mundial, Donald Trump celebrou publicamente o resultado como confirmação de suas próprias convicções sobre imigração — e Friedrich Merz, chanceler de um país que carrega o peso singular desse passado, respondeu cancelando a ligação agendada entre os dois líderes. O gesto silencioso de Merz revela a tensão crescente entre a soberania democrática europeia e a influência de uma liderança americana que cada vez mais se identifica com forças que desafiam o consenso liberal do pós-guerra.