A mais de um ano das eleições de 2026, o Distrito Federal começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa da Real Time Big Data mostra a governadora Celina Leão com domínio expressivo na corrida ao Palácio do Buriti, enquanto a disputa pelo Senado permanece fluida e plural. Esses números não são destino — são um espelho do momento, capaz de refletir tanto a força de quem governa quanto a incerteza de um eleitorado ainda em formação.
Celina Leão lidera pesquisa para governo do DF com 52%; Michelle Bolsonaro na frente para Senado
42% não sabem em quem votar quando os nomes não são sugeridos
Celina Leão com 52% no primeiro turno — isso é uma vantagem decisiva ou ainda há espaço para movimento?
Depende de como você lê o cenário espontâneo. Quando os nomes não são sugeridos, ela cai para 27%, e 42% não sabem em quem votar. Isso significa que há um eleitorado fluido, mas quando os candidatos são apresentados, a preferência por Leão se consolida rapidamente.
Mas é importante notar que estamos falando de votos válidos — brancos, nulos e indecisos foram excluídos. Se você incluir os 42% que não sabem, a liderança dela fica bem menor em termos de população total.
E no Senado, por que Michelle Bolsonaro está tão à frente se a segunda cadeira está tão disputada?
Ela tem 27%, mas a segunda cadeira realmente está aberta. Bia Kicis e Leila do Vôlei estão empatadas com 18% cada uma, e Erika Kokay vem logo atrás com 16%. Qualquer movimento pequeno muda o resultado.
Exatamente. Dentro da margem de erro de dois pontos, essas três candidatas poderiam estar em qualquer ordem. A pesquisa mostra um cenário, mas não define nada.
A pesquisa entrevistou 1.600 pessoas. Isso é representativo?
Com uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sim. Mas é importante lembrar que é um retrato de um momento específico — 24 a 28 de setembro.
E que a forma como as perguntas são feitas, a composição da amostra e o método de entrevista podem influenciar os resultados. Não é uma ciência exata.
Der Puls
- Celina Leão concentra mais da metade dos votos válidos para governador, sinalizando uma vantagem que, se mantida, tornaria desnecessário um segundo turno.
- A distância de 23 pontos para Leandro Grass revela não apenas uma liderança, mas uma dificuldade real da oposição petista em se consolidar como alternativa viável no DF.
- No Senado, Michelle Bolsonaro lidera com folga, mas a segunda vaga permanece em aberto — um empate técnico entre Bia Kicis e Leila do Vôlei mantém a disputa acesa e imprevisível.
- O cenário espontâneo expõe uma fragilidade oculta: 42% dos eleitores ainda não sabem em quem votar quando os nomes não são apresentados, indicando que a campanha ainda tem muito a definir.
A mais de um ano das eleições de 2026, o Distrito Federal começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa da Real Time Big Data mostra a governadora Celina Leão com domínio expressivo na corrida ao Palácio do Buriti, enquanto a disputa pelo Senado permanece fluida e plural. Esses números não são destino — são um espelho do momento, capaz de refletir tanto a força de quem governa quanto a incerteza de um eleitorado ainda em formação.
Uma pesquisa da Real Time Big Data, divulgada na quarta-feira, oferece o primeiro retrato consistente das eleições de 2026 no Distrito Federal. Com 1.600 entrevistados ouvidos entre 24 e 28 de setembro, o levantamento revela uma corrida ao governo com liderança clara e uma disputa senatorial ainda em aberto.
Para o governo do DF, Celina Leão, do PP, aparece com 52% dos votos válidos — 23 pontos à frente de Leandro Grass, do PT, que marca 29%. Paula Belmonte soma 12%, e os demais candidatos ficam abaixo de 5%. Em um eventual segundo turno simulado, a vantagem da governadora se amplia: 62% contra 38%. O cenário espontâneo, porém, revela outra camada: sem que os nomes sejam sugeridos, Leão cai para 27%, Grass para 13%, e 42% dos eleitores dizem não saber em quem votar — sinal de que o reconhecimento dos candidatos ainda pesa muito nesta eleição.
No Senado, Michelle Bolsonaro lidera com 27%, mas a segunda cadeira permanece disputada. Bia Kicis e Leila do Vôlei aparecem empatadas tecnicamente com 18% cada, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Erika Kokay, do PT, fica com 16%, e Sebastião Coelho, do Novo, com 11%.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número DF-04637/2026, tem nível de confiança de 95% e representa um recorte do momento — sujeito a mudanças conforme a campanha avança e o cenário político se reorganiza.
Um levantamento divulgado na quarta-feira pela Real Time Big Data oferece o primeiro retrato detalhado de como os eleitores do Distrito Federal estão pensando nas eleições de 2026. A pesquisa, que entrevistou 1.600 pessoas entre 24 e 28 de setembro, mostra uma disputa para governador com liderança clara e uma corrida para o Senado ainda aberta.
Para o governo do DF, a governadora Celina Leão, do PP, aparece com 52% das intenções de voto válido — aquele que exclui brancos, nulos e indecisos. Seu principal concorrente, Leandro Grass do PT, fica a 23 pontos de distância, com 29%. Paula Belmonte do PSDB soma 12%, enquanto Cappelli do PSB e Kiko Caputo do Novo não chegam a 5%. Quando o Real Time Big Data simulou um segundo turno entre Leão e Grass, a vantagem da governadora se amplia: ela venceria com 62% contra 38%.
Essas cifras ganham contexto quando se olha para o cenário espontâneo da mesma pesquisa — aquele em que os nomes dos candidatos não são sugeridos aos entrevistados. Ali, Leão aparece com apenas 27%, Grass com 13%, e 42% dos respondentes dizem não saber em quem votar. A diferença entre os dois cenários revela quanto o conhecimento dos nomes importa nesta eleição: quando os candidatos são apresentados, as preferências se cristalizam rapidamente em torno da governadora.
A disputa pelo Senado apresenta um desenho bem diferente. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e filiada ao PL, lidera com 27% das intenções de voto. Mas a segunda cadeira está em aberto. Bia Kicis, também do PL, e Leila do Vôlei, do PDT, aparecem empatadas tecnicamente com 18% cada uma — dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Erika Kokay, do PT, fica logo atrás com 16%. Sebastião Coelho do Novo soma 11%. Os demais candidatos não ultrapassam 1%.
A pesquisa foi contratada pela Sociedade de Rádio Brasília e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-04637/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Esses números representam um momento específico — a leitura de intenções em uma amostra representativa — e podem mudar conforme a campanha avança, as alianças se definem e novos eventos políticos ocorrem.
Bemerkenswerte Zitate
Na simulação de segundo turno entre Celina Leão e Leandro Grass, a governadora venceria com 62% contra 38%— Real Time Big Data