CBF divulga áudios do VAR e esclarece polêmica nos gols do Flamengo

Mão de referência, não faltosa. Segue decisão de campo, gol legal.
O VAR explicou sua decisão no primeiro gol contestado de Arrascaeta contra o Atlético-MG.
Mark

Por que a CBF esperou quase uma semana para divulgar esses áudios? Isso não alimenta a sensação de que algo estava sendo escondido?

Mimi

Não necessariamente. A CBF provavelmente aguardou o fim da rodada e o repouso do fim de semana para fazer uma divulgação mais formal. Mas você tem razão em notar que o timing deixa espaço para especulação.

Luke

O que realmente importa é: os áudios confirmam ou refutam as reclamações do Atlético? No primeiro gol, temos uma classificação clara — "mão de referência". No segundo, porém, "inconclusivo" é exatamente o tipo de palavra que não resolve nada. Se o VAR não conseguiu ver, como sabemos que o gol foi legítimo?

Mimi

Porque as regras dizem que se o VAR não consegue refutar a decisão de campo, ela se mantém. Não é perfeito, mas é o protocolo.

Mark

E o primeiro gol? "Mão de referência" é um termo que nem todos os torcedores entendem. Isso não deixa espaço para debate?

Luke

Deixa, sim. Mas o áudio mostra que o VAR conversou com o árbitro de campo e chegou a um consenso. Não é uma decisão unilateral. A questão é se esse consenso foi correto — e aí entramos em território de opinião, não de fato.

Mimi

Exatamente. Os áudios mostram o processo, não necessariamente validam o resultado. Quem acha que foi falta vai continuar achando; quem acha que foi legal vai continuar achando.

Mark

Então a divulgação dos áudios não resolve nada?

Luke

Resolve uma coisa: mostra que houve deliberação, não negligência. Mas a polêmica, provavelmente, não morre aqui.

  • O Atlético-MG recusou-se a aceitar a derrota em silêncio, contestando publicamente a validade dos dois gols de Arrascaeta que eliminaram o clube da Copa do Brasil.
  • A pressão atleticana forçou a CBF a tomar uma medida incomum: tornar públicos os áudios internos do VAR, expondo o raciocínio dos árbitros ao escrutínio de todos.
  • No primeiro gol, o VAR classificou o toque de mão de Pedro como 'mão de referência, não faltosa' — um critério técnico que distingue disputa natural de infração intencional.
  • No segundo gol, a tecnologia falhou em oferecer certeza: as imagens eram inconclusivas sobre se a bola cruzou a linha, e a dúvida beneficiou a decisão já tomada em campo.
  • A divulgação dos áudios encerra o debate institucional, mas deixa o Atlético-MG com a sensação de que as regras, aplicadas corretamente, ainda podem parecer injustas.

No futebol, como na vida, as decisões tomadas em frações de segundo carregam o peso de interpretações que podem durar semanas. A CBF divulgou os áudios do VAR referentes aos dois gols de Arrascaeta na vitória do Flamengo sobre o Atlético-MG por 2 a 0, no Maracanã, em 13 de julho, buscando encerrar a controvérsia levantada pelo clube mineiro. O primeiro gol foi sustentado por uma classificação técnica de contato incidental; o segundo, pela impossibilidade de refutar o que os olhos humanos já haviam decidido em campo. A transparência, aqui, não apaga a dúvida — ela apenas lhe dá uma forma oficial.

O Flamengo garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Atlético-MG por 2 a 0 no Maracanã, em 13 de julho, com dois gols de Arrascaeta. Quase uma semana depois, porém, o resultado ainda era contestado pelo clube mineiro, que questionava a validade de ambas as marcações. Na segunda-feira seguinte, a Comissão de Arbitragem da CBF respondeu tornando públicos os áudios do VAR.

No primeiro gol, o atacante Pedro tocou a cabeça do volante Allan com a mão durante a jogada que precedeu o gol. Os jogadores atleticanos pediram falta, mas o árbitro Wilton Pereira Sampaio deixou o jogo seguir. O VAR confirmou a decisão: o revisor Pablo Ramon Goncalves Pinheiro classificou o contato como 'mão de referência, não faltosa' — um toque incidental, sem golpe intencional. 'Segue decisão de campo, gol legal', concluiu o áudio.

O segundo gol gerou ainda mais polêmica. Arrascaeta cabeceou em direção ao gol de Everson, mas não havia clareza nas imagens se a bola havia cruzado a linha. Diante da inconclusividade, os árbitros mantiveram a decisão do árbitro de campo, que havia validado o gol — protocolo padrão quando a tecnologia não oferece prova suficiente para reverter o lance.

A CBF apresentou os áudios como um gesto de transparência e encerramento da controvérsia. Para o Flamengo, a classificação estava confirmada e legitimada. Para o Atlético-MG, restava o registro de que as decisões, por mais dolorosas que fossem, haviam seguido os limites do que as regras permitem.

O Flamengo avançou para as quartas de final da Copa do Brasil na quarta-feira, dia 13 de julho, derrotando o Atlético-MG por 2 a 0 no Maracanã. Os dois gols foram marcados por Arrascaeta. Quase uma semana depois, porém, o resultado ainda alimentava discussão — o time mineiro contestava a validade de ambas as marcações, questionando decisões que poderiam ter anulado a vitória rubro-negra. Na segunda-feira seguinte, a Comissão de Arbitragem da CBF respondeu tornando públicos os áudios do VAR, oferecendo ao menos uma versão oficial do que os árbitros viram e pensaram em cada lance.

No primeiro gol, o atacante Pedro tocou a cabeça de Allan, volante do Atlético-MG, com a mão durante a jogada que precedeu o gol de Arrascaeta. Os jogadores mineiros pediram falta no momento, mas o árbitro Wilton Pereira Sampaio deixou o jogo prosseguir. Quando consultado, o VAR confirmou essa decisão. Segundo o áudio divulgado, o revisor de vídeo Pablo Ramon Goncalves Pinheiro descreveu o contato como "mão de referência, não faltosa" — uma classificação técnica que significa o toque foi incidental, parte natural da disputa pelo espaço, sem empurrão ou golpe intencional. "Mão de referência, não tem golpe", registrou o áudio. "Segue decisão de campo, gol legal", concluiu Pinheiro.

O segundo gol gerou mais controvérsia. Arrascaeta cabeceou em direção ao gol de Everson, goleiro do Atlético-MG, mas não ficou claro nos vídeos disponíveis se a bola havia de fato ultrapassado a linha de gol. Os dirigentes atleticanos se revoltaram com a marcação e exigiram ouvir os áudios do VAR para entender como o gol havia sido validado. A resposta foi que o lance era inconclusivo — os árbitros não conseguiam confirmar com certeza se a bola havia entrado ou não. Diante dessa incerteza, mantiveram a decisão que o árbitro de campo havia tomado no momento, que foi validar o gol.

A divulgação dos áudios representava um esforço da CBF para encerrar a polêmica e reafirmar que as decisões, embora contestadas, seguiram os protocolos estabelecidos. O primeiro gol se apoiava em uma interpretação técnica do contato de mão; o segundo, na impossibilidade de refutar a decisão de campo quando as imagens não ofereciam prova conclusiva. Para o Flamengo, a classificação estava confirmada. Para o Atlético-MG, restava apenas o registro de que ambas as decisões haviam sido tomadas conforme as regras permitiam.

Mão de referência, não tem golpe. Segue decisão de campo, gol legal.
— Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, árbitro de vídeo, sobre o primeiro gol
Quer a matéria completa? Leia o original em Coluna do Fla ↗
Fale Conosco FAQ