CBF divulga áudio do VAR sobre pênalti não marcado em Fla x Santos

Sem impacto nenhum, conclui o VAR ao analisar o lance
Adriano Milczvski, responsável pelo VAR, afirma não ver contato suficiente para marcar penalidade no lance polêmico.
Mark

Por que a CBF decidiu divulgar esse áudio? Normalmente esses registros ficam privados.

Mimi

Acho que foi uma tentativa de transparência depois que o Santos reclamou tanto. Mostrar o que foi conversado, deixar claro qual foi o raciocínio.

Luke

Mas o áudio realmente resolve a questão? Os árbitros dizem que não havia impacto, mas o Santos discorda. É uma opinião contra outra.

Mimi

Verdade. O áudio mostra o que eles pensavam naquele momento, não necessariamente que estavam certos.

Mark

E por que suspender os árbitros se eles estavam convencidos de que a decisão era correta?

Mimi

Talvez a CBF tenha achado que, independentemente da convicção deles, o resultado final — não marcar o pênalti — foi errado. É uma forma de dizer que houve falha.

Luke

Mas aí a gente não sabe se a CBF acha que o lance era pênalti ou se acha que os árbitros não analisaram bem. O áudio não deixa isso claro.

Mark

O que muda agora com o PADA? Eles voltam a arbitrar?

Mimi

Teoricamente sim, depois de passar por reavaliação. Mas é um sinal de que a confiança foi abalada.

Luke

E o Flamengo? Eles ganham o jogo de qualquer forma, então não há risco de perder pontos.

Mimi

Exato. O Santos é quem fica com a sensação de injustiça, e a CBF suspendendo os árbitros é uma forma de reconhecer que algo deu errado.

  • O Santos saiu do Maracanã furioso após uma derrota por 3 a 2 que, para o clube, começou com um pênalti não marcado em Camacho aos 48 minutos do primeiro tempo.
  • O gol de Pedro, marcado logo após o lance polêmico, abriu o placar e moldou o rumo de toda a partida — tornando a decisão arbitral ainda mais carregada de consequências.
  • O áudio do VAR revelou árbitros convictos: Milczvski e Roggenbaum analisaram o lance repetidamente e concluíram que não havia impacto suficiente para marcar penalidade.
  • A CBF, ao divulgar o áudio na madrugada de quarta-feira, não apenas expôs o processo interno da arbitragem — ela também anunciou a suspensão dos árbitros envolvidos, enviando-os ao programa PADA.
  • A decisão institucional criou uma contradição incômoda: os árbitros foram afastados por uma conclusão que, segundo o próprio áudio, foi tomada com análise e deliberação.

No futebol, como na vida, a linha entre o erro e a convicção raramente é visível a olho nu. Na noite de terça-feira, no Maracanã, uma decisão de árbitros sobre um lance de pênalti não marcado entre Flamengo e Santos tornou-se o centro de uma disputa que vai além do placar — tocando questões de autoridade, tecnologia e a falibilidade humana diante da pressão. A CBF, ao divulgar o áudio do VAR e suspender os árbitros envolvidos, reconheceu publicamente que algo saiu do lugar, mesmo que os responsáveis pela decisão acreditassem, naquele momento, estar agindo com correção.

Na manhã de quarta-feira, a CBF tornou público o áudio do VAR da partida entre Flamengo e Santos, disputada na véspera no Maracanã e vencida pelo time carioca por 3 a 2 pelo Campeonato Brasileiro. O jogo ficou marcado não pelo resultado, mas por um lance no minuto 48 do primeiro tempo: uma suposta falta de Matheuzinho sobre Camacho na área do Flamengo, ignorada pelo árbitro André Luiz de Freitas Castro. Na sequência imediata, Pedro abriu o placar para o Flamengo, e o Santos passou o restante da partida protestando contra a arbitragem.

O áudio divulgado registra a conversa entre o árbitro de vídeo Adriano Milczvski e seu assistente Luciano Roggenbaum. Os dois revisaram o lance diversas vezes e chegaram à mesma conclusão: o pé do defensor estava parado, o contato existiu, mas não havia impacto suficiente para caracterizar penalidade. Milczvski descreveu que o atacante, ao girar, colidiria com o defensor de qualquer forma. Roggenbaum acrescentou que o árbitro de campo estava bem posicionado. Ambos concordaram: lance normal.

Apesar da aparente segurança demonstrada no áudio, a CBF optou por suspender os árbitros envolvidos, incluindo-os no Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro — o PADA —, uma espécie de afastamento temporário para reavaliação. A medida criou uma tensão difícil de ignorar: a confederação puniu profissionais que, segundo o próprio material que ela divulgou, agiram com análise e deliberação. O episódio deixou em aberto uma pergunta que o futebol brasileiro raramente consegue responder com clareza — onde termina o erro técnico e começa a responsabilidade institucional.

Na manhã de quarta-feira, 26 de outubro, a Confederação Brasileira de Futebol tornou público o áudio do sistema de videoarbitragem referente ao jogo entre Flamengo e Santos disputado na noite anterior no Maracanã. O Flamengo venceu por 3 a 2, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, mas o resultado foi ofuscado por uma decisão arbitral que deixou o time visitante furioso ao deixar o campo.

No minuto 48 do primeiro tempo, com o placar ainda zerado, Matheuzinho cometeu uma falta sobre Camacho na área rubro-negra. O árbitro de campo André Luiz de Freitas Castro não marcou a penalidade. Na sequência do lance, Pedro abriu o placar para o Flamengo. O Santos protestou veementemente contra a decisão, questionando a atuação do árbitro durante toda a partida.

O áudio divulgado pela CBF registra a conversa entre Adriano Milczvski, responsável pelo VAR, e Luciano Roggenbaum, assistente do sistema. Os dois analisam as imagens do lance repetidas vezes. Milczvski observa que o pé do defensor fica parado enquanto o atacante tropeça nele. Roggenbaum pergunta se há impacto algum no contato. A resposta é categórica: não há. Milczvski reafirma que não vê impacto nenhum. Roggenbaum concorda. Ambos concluem que se trata de um lance normal de jogo.

No diálogo, é possível ouvir Milczvski descrevendo a sequência: a perna já está parada, há um contato, mas quando o atacante vira para o lado, ele vai colidir com o defensor de qualquer forma. Para o VAR, não há falta a ser marcada. Roggenbaum reforça que o árbitro de campo, André, estava bem posicionado e acompanhava a jogada de perto.

A divulgação do áudio ocorreu na madrugada de quarta-feira, acompanhada de uma decisão da CBF: suspender os árbitros envolvidos. André Luiz Freitas Castro e Adriano Milczvski foram incluídos no Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro, conhecido como PADA — uma medida que funciona como afastamento temporário para reavaliação. A decisão institucional reconheceu que algo não funcionou como deveria naquela noite no Maracanã, mesmo que o áudio sugira que os árbitros acreditassem estar certos em suas conclusões.

Sem impacto nenhum
— Adriano Milczvski, VAR da partida
Lance normal
— Adriano Milczvski, sobre sua conclusão final
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