CBF divulga áudio do VAR; Flamengo vence Palmeiras 3 a 2 com decisões polêmicas

O árbitro é quem decide, mas o Palmeiras quer que se reveja
Abel Ferreira reconhece a autoridade do árbitro enquanto questiona a interpretação das faltas no clássico.
Mark

Por que a CBF decidiu divulgar esse áudio agora? Isso é novo?

Mimi

Sim, é uma mudança recente. A entidade não costumava tornar públicas essas conversas. Mas depois de polêmicas em clássicos anteriores entre Flamengo e Palmeiras, começou a ceder à pressão.

Luke

Então não é uma política geral de transparência — é uma resposta a reclamações específicas. Isso importa.

Mark

O que exatamente o Palmeiras acha que foi errado?

Mimi

Duas coisas. Primeiro, o contato de Jorginho em Gómez no primeiro tempo. Segundo, a sequência que levou ao segundo gol do Flamengo, onde Pedro e Fuchs se chocam.

Luke

Mas o áudio mostra que o VAR analisou ambos. A questão é se a interpretação deles estava correta.

Mark

E estava?

Mimi

Depende de quem você pergunta. O VAR disse que Jorginho apenas apoiou a mão, sem impacto. No segundo lance, entendeu que foi um encontrão, não uma falta de Pedro.

Luke

Abel Ferreira discorda. Ele acha que deveria ter sido falta contra Pedro. Mas isso é opinião técnica, não fato.

Mark

Gómez realmente acusou o árbitro de ter "algo contra" o Palmeiras?

Mimi

Sim. Disse que Wilton é soberbo e que fecha o microfone para falar coisas inadequadas aos jogadores.

Luke

Isso é uma acusação séria, mas é baseada em percepção, não em evidência. O áudio que foi divulgado não mostra nada disso.

Mark

O que vem agora?

Mimi

O Palmeiras deve formalizar uma reclamação à Comissão de Arbitragem da CBF.

Luke

Mas o áudio já foi divulgado. Eles têm documentação das decisões. A questão é se a CBF vai considerar que houve erro de interpretação.

  • A CBF rompeu seu próprio protocolo de sigilo ao divulgar, pela primeira vez, o diálogo completo entre o árbitro Wilton Pereira Sampaio e o VAR durante um clássico de alto impacto.
  • O Palmeiras deixou o Maracanã convicto de ter sido prejudicado em dois lances decisivos — um pênalti não assinalado a seu favor e outro concedido ao Flamengo que mudou o rumo do jogo.
  • Os áudios revelam árbitros meticulosos em suas justificativas: 'mão de referência' para absolver Jorginho e 'encontrão' do defensor sobre o atacante para confirmar o pênalti do Flamengo.
  • Abel Ferreira contestou publicamente a lógica das decisões, enquanto Gustavo Gómez foi além e acusou o árbitro de ter 'alguma coisa' contra o clube — declarações que elevam a tensão institucional.
  • O Palmeiras deve formalizar reclamações à Comissão de Arbitragem da CBF, e a divulgação dos áudios, longe de pacificar, forneceu combustível documentado para o debate continuar.

No domingo, 19 de outubro, a CBF deu um passo inédito ao tornar públicos os áudios da cabine do VAR do clássico entre Flamengo e Palmeiras — um gesto que transforma a opacidade histórica da arbitragem em algo passível de escrutínio coletivo. A vitória rubro-negra por 3 a 2 no Maracanã deixou o Palmeiras com duas feridas abertas: um pênalti não marcado no primeiro tempo e outro concedido ao adversário no segundo, ambos agora documentados em voz. A transparência, porém, raramente encerra disputas; com frequência, apenas lhes oferece um novo palco.

A CBF surpreendeu o mundo do futebol brasileiro neste domingo ao liberar os áudios da comunicação entre o árbitro Wilton Pereira Sampaio e o VAR durante o clássico Flamengo 3 x 2 Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. A medida representa uma quebra de protocolo significativa — até então, essas conversas permaneciam em sigilo — e veio na esteira de polêmicas arbitrais que já haviam agitado confrontos anteriores entre os dois clubes.

O Palmeiras deixou o Maracanã com duas reclamações centrais. No primeiro tempo, Jorginho tocou em Gustavo Gómez na área, mas o VAR, conduzido por Caio Max Augusto Vieira, classificou o contato como uma simples 'mão de referência', sem impacto suficiente para configurar pênalti. A decisão foi rápida e o árbitro de campo a manteve sem hesitação.

Já no segundo tempo, a análise que resultou no segundo gol do Flamengo consumiu cerca de três minutos. Os árbitros concluíram que Bruno Fuchs era quem buscava Pedro na jogada, caracterizando um 'encontrão' do defensor sobre o atacante. Uma possível falta anterior de Danilo sobre Vitor Roque foi descartada por ter ocorrido fora da fase de ataque. O pênalti foi confirmado.

Na coletiva, Abel Ferreira discordou com compostura, argumentando que a falta deveria ter sido assinalada contra Pedro — comparando o lance a uma 'falta de ataque' no basquete. Gustavo Gómez foi mais incisivo: chamou Wilton de 'soberbo' e sugeriu que o árbitro nutre algum tipo de animosidade contra o Palmeiras, apesar de reconhecê-lo como um grande profissional.

Além das polêmicas em campo, Wilton expulsou o lateral Piquerez e o auxiliar técnico João Martins por reclamações após o apito final. A divulgação dos áudios trouxe transparência ao raciocínio arbitral, mas não encerrou o debate — apenas o documentou, deixando cada lado com argumentos para continuar questionando.

A Confederação Brasileira de Futebol abriu seus arquivos de áudio neste domingo, 19 de outubro, divulgando a conversa entre o árbitro Wilton Pereira Sampaio e o responsável pelo VAR durante o clássico que terminou com vitória do Flamengo sobre o Palmeiras por 3 a 2, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão de tornar pública a comunicação da cabine marca uma mudança de protocolo da entidade, que até então mantinha essas checagens em sigilo — a mudança veio após pressões geradas por polêmicas arbitrais em confrontos anteriores entre os mesmos times.

O Palmeiras saiu do estádio do Maracanã com duas reclamações principais. A primeira envolvia um lance no primeiro tempo, quando Jorginho colocou a mão sobre Gustavo Gómez na área. O segundo ponto de discórdia era uma sequência no segundo tempo que resultou no segundo gol rubro-negro, originária de um contato entre Pedro e Bruno Fuchs. Ao ouvir o diálogo entre Wilton e Caio Max Augusto Vieira, encarregado do VAR naquela tarde, fica claro como cada decisão foi justificada pelos árbitros.

No primeiro lance, o árbitro de vídeo descreveu o contato de Jorginho como apenas uma "mão de referência", sem impacto suficiente para caracterizar falta. "Para mim, essa mão aqui é só uma mão de referência, não tem impacto. Wilton, pode seguir. Os dois braços dele estão estendidos e não fazem a flexão com impacto para o empurrão", disse Caio Max. O placar estava zerado quando o lance ocorreu. A análise foi rápida e o árbitro de campo manteve sua decisão de não assinalar pênalti.

A segunda checagem consumiu cerca de três minutos. Antes de confirmar o pênalti que beneficiou o Flamengo, os profissionais na cabine analisaram duas possíveis infrações. Chegaram à conclusão de que havia apenas um "encontrão" entre os jogadores e que Bruno Fuchs era quem efetivamente buscava Pedro na jogada. Um dos auxiliares afirmou: "Quem busca é o jogador de verde (Fuchs) o de vermelho". Caio Max complementou a análise observando que Pedro para e há contato. Os árbitros também consideraram que uma possível falta de Danilo sobre Vitor Roque ocorria antes do início da fase de ataque e, portanto, não deveria ser revista. "O pênalti está confirmado. O jogador defensor se coloca à frente do atacante, que vai se desvencilhar dele, acabam trombando e deixa o corpo cair. Depois, ele (Fuchs) comete o pênalti pisando no pé dentro da área", resumiu Caio Max.

Na coletiva de imprensa, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, discordou da interpretação. Segundo ele, a falta deveria ter sido assinalada contra Pedro, não a favor. "No pênalti, o Bruno Fuchs poderia evitar (a falta), mas temos de ver o que aconteceu antes. Se fosse basquete, era falta de ataque. Pedro dá um empurrão e tira vantagem. E ainda houve falta no Vitor Roque antes. Mas o árbitro é quem decide", disse o técnico, mantendo a compostura apesar da frustração.

Além das decisões em campo, Wilton Pereira Sampaio expulsou Piquerez, lateral do Palmeiras, e João Martins, auxiliar técnico, por reclamação após o apito final. Gustavo Gómez, capitão palmeirense e envolvido no primeiro lance controverso, foi mais direto em suas críticas. Chamou o árbitro de "soberbo" e acusou Wilton de fechar o microfone para falar "besteiras" aos jogadores. "Estou há quase 8 anos no Brasil, meu parecer é que ele (Wilton) tem alguma coisa com o Palmeiras, com o sucesso do Palmeiras. Fico triste, acho ele um grande árbitro", afirmou Gómez.

A tendência agora é que o Palmeiras formalize suas reclamações junto à Comissão de Arbitragem da CBF. A divulgação dos áudios, embora tenha trazido transparência sobre o raciocínio dos árbitros, não encerrou o debate — apenas o documentou para que cada lado pudesse analisar e questionar as interpretações que levaram à derrota.

Para mim, essa mão aqui é só uma mão de referência, não tem impacto
— Caio Max Augusto Vieira, árbitro do VAR
Se fosse basquete, era falta de ataque. Pedro dá um empurrão e tira vantagem
— Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
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