Casas Bahia vende celular por R$ 200 em leilão com até 85% de desconto

Fechamento de 298 lojas em 2026 resultou em impacto econômico significativo para a varejista e seus funcionários.
Descontos de até 85%, mas sem inspeção prévia e sem troca
A Casas Bahia oferece produtos a preços drasticamente reduzidos, mas com restrições significativas para os compradores.
Mark

Por que a Casas Bahia está fazendo um leilão agora, especificamente?

Mimi

Porque precisa de dinheiro. Quando uma empresa enfrenta uma crise como essa — R$ 10 bilhões em prejuízo, 298 lojas fechadas — vender estoque rápido, mesmo com grandes descontos, é melhor do que deixar os produtos apodrecendo em um depósito.

Luke

Mas quanto dinheiro isso realmente traz? 390 produtos com descontos de até 85% não parecem ser um grande volume de receita.

Mimi

Verdade. Provavelmente é mais sobre liberar espaço e converter ativos em caixa do que sobre gerar receita massiva. É um movimento tático dentro de uma crise maior.

Mark

E quanto aos clientes que comprarem? Qual é o risco deles?

Mimi

Eles não podem visitar o depósito antes de comprar, não podem trocar o produto depois, e a empresa avisa que alguns itens podem ter avarias ou peças faltando. É uma compra de risco.

Luke

Então basicamente o comprador está aceitando tudo como está, sem inspeção prévia. Isso é legal?

Mimi

Aparentemente sim, porque é um leilão — as regras são diferentes de uma venda normal. A plataforma Kwara deixa isso claro nos termos.

Mark

E as lojas em Salvador? Doze fecharam de uma vez?

Mimi

Sim, na última sexta-feira, 14 de agosto. Avisos foram colocados nas portas. É parte de uma reestruturação nacional.

Luke

Mas a empresa disse que o pedido de recuperação judicial é para "preservar a continuidade das atividades". Como fecha 298 lojas e preserva continuidade?

Mimi

Boa pergunta. Provavelmente significa que eles estão tentando manter as operações em lojas que ainda são viáveis, enquanto cortam as que estão perdendo dinheiro.

Mark

Então isso pode ser o começo de algo maior?

Mimi

Sim. A recuperação judicial é um processo longo. Esse leilão é só um passo.

  • A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após acumular R$ 10 bilhões em prejuízo, pressionada por juros elevados, restrição ao crédito e queda no consumo.
  • Em Salvador, doze lojas fecharam as portas de uma só vez na última sexta-feira, deixando cartazes de encerramento onde antes havia vitrines acesas.
  • Para converter estoque em caixa, a empresa leiloou cerca de 390 produtos pela plataforma Kwara, com lances abertos até quinta-feira e preços a partir de pouco mais de R$ 200.
  • Descontos chegam a 85% — um lote com sete televisores de marcas como Samsung e LG saiu de R$ 15 mil para R$ 2.282 — mas os compradores assumem os riscos de avarias e a impossibilidade de troca.
  • A retirada dos produtos está marcada para os dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro de Distribuição em Duque de Caxias, com os compradores responsáveis pelo transporte e desmontagem.

Em meio a uma crise financeira de proporções históricas, a Casas Bahia — uma das maiores varejistas do Brasil — recorre ao leilão público para transformar estoque em liquidez enquanto atravessa um processo de recuperação judicial. Com 298 lojas fechadas em 2026 e um prejuízo acumulado de R$ 10 bilhões, a empresa oferece cerca de 390 produtos com descontos de até 85%, num gesto que é ao mesmo tempo estratégia de sobrevivência e símbolo visível de uma ruptura econômica mais profunda. O que está à venda não são apenas televisores e celulares — é o retrato de uma era do varejo brasileiro em colapso.

A Casas Bahia abriu esta semana um leilão com cerca de 390 produtos — celulares, televisores, fogões, notebooks e eletrodomésticos — com descontos que chegam a 85%, pela plataforma Kwara. Os lances vão até quinta-feira, 20 de agosto, com preços a partir de pouco acima de R$ 200. Tudo está armazenado no Centro de Distribuição da empresa em Taquara, Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Entre os destaques, um lote com sete televisores de marcas como LG, Samsung e TCL, avaliado em R$ 15.588,70, está sendo disputado por R$ 2.282. Um tablet Positivo com fone Samsung sai por R$ 209, e um celular Samsung Galaxy A07 por R$ 235. Quem participar, porém, precisa aceitar as condições: não há visita prévia ao depósito, os produtos podem ter avarias ou peças faltando, e não existe possibilidade de troca após a compra.

O leilão é um reflexo direto da crise que abateu a varejista. A empresa apresentou pedido de recuperação judicial citando deterioração do cenário econômico, juros elevados e queda no consumo. Em 2026, 298 lojas foram fechadas em todo o Brasil, e o prejuízo acumulado chegou a R$ 10 bilhões. Só em Salvador, doze unidades encerraram as atividades na última sexta-feira, com avisos nas portas informando o encerramento.

A Casas Bahia afirma que a recuperação judicial visa preservar a continuidade das operações e organizar o pagamento de suas obrigações. O leilão, nesse contexto, é uma das ferramentas para gerar caixa durante a reestruturação. A retirada dos produtos vencedores está marcada para 26, 27 e 28 de agosto, em dois turnos diários, com os compradores responsáveis pelo transporte e desmontagem dos itens.

A Casas Bahia abriu as portas de um novo leilão esta semana, oferecendo cerca de 390 produtos com descontos que chegam a 85%. A venda acontece pela plataforma Kwara, com lances aceitos até quinta-feira, 20 de agosto, e preços começando pouco acima de R$ 200. Mas o contexto por trás dessa liquidação é grave: a varejista está em recuperação judicial, tendo fechado 298 lojas em 2026 e acumulado um prejuízo de R$ 10 bilhões.

Os itens em leilão incluem celulares, televisores, fogões, notebooks e kits de eletrodomésticos, todos armazenados no Centro de Distribuição da Casas Bahia em Taquara, Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Um dos destaques é um lote com sete televisores — marcas como LG, AOC, TCL, Samsung e Philco — que tinha valor de referência de R$ 15.588,70 e está sendo oferecido por R$ 2.282, uma redução de 85%. Até terça-feira à tarde, esse lote já havia recebido dois lances. Outros exemplos incluem um tablet Positivo com fone Samsung por R$ 209 (desconto de 77%), um notebook Positivo por R$ 478 (62% de desconto) e um celular Samsung Galaxy A07 por R$ 235 (57% de desconto).

Quem decidir participar precisa estar ciente das limitações. A plataforma avisa que alguns produtos podem apresentar avarias ou estar faltando peças. Não é permitido visitar o depósito antes de fazer o lance para inspecionar os itens pessoalmente, e não há possibilidade de troca após a compra. O pagamento pode ser feito via Pix ou parcelado em até 12 vezes.

A retirada dos produtos vencedores está marcada para 26, 27 e 28 de agosto, em dois períodos diários: das 9h às 11h30 e das 14h às 15h30. Os compradores são responsáveis pela desmontagem, remoção e transporte dos itens no momento da retirada.

Esse leilão é apenas um reflexo da crise que assola a empresa. A Casas Bahia apresentou seu pedido de recuperação judicial no último domingo, citando como motivos a deterioração do cenário econômico, juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e queda no consumo. Em Salvador especificamente, doze lojas encerraram as atividades na última sexta-feira, 14 de agosto, incluindo unidades na Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro, Cabula, e em shoppings como Salvador Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Paralela, Shopping Barra, Shopping Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte Shopping e Shopping Bela Vista. Avisos foram colocados nas portas informando o encerramento do atendimento.

A empresa afirma que o pedido de recuperação judicial busca preservar a continuidade das operações, proteger a geração de valor futuro e permitir uma solução organizada para o pagamento de suas obrigações. Enquanto isso, o leilão segue como uma das estratégias para converter estoque em caixa durante esse período de reestruturação.

O pedido de recuperação judicial busca preservar a continuidade das atividades, proteger a geração de valor futuro e permitir uma solução organizada para o pagamento das obrigações
— Grupo Casas Bahia
A medida foi motivada pela piora do cenário econômico, pelos juros elevados, pela restrição ao crédito, pelo aumento dos custos financeiros e pela redução do consumo
— Casas Bahia, sobre o pedido de recuperação judicial
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