Casal flagra queda de avião de Marília Mendonça em vídeo de segurança

Cinco pessoas morreram no acidente: a cantora Marília Mendonça, produtor Henrique Ribeiro, tio da artista Abicieli Silveira Dias Filho, piloto Geraldo Martins de Medeiros e copiloto Tarciso Pessoa Viana.
Foi tudo muito rápido, muito triste, uma coisa terrível
Rossana Bartot descreveu os segundos em que viu o avião cair sobre a queda d'água.
Mark

Por que o vídeo de segurança importa se ele não captura o avião?

Mimi

Porque valida o relato das testemunhas. Os investigadores puderam ver para qual lado o casal estava olhando, confirmar a direção do avião, e usar isso para reconstruir a trajetória.

Luke

Mas é importante notar que o vídeo não mostra o avião em si — é evidência circunstancial, não direto. Ajuda a corroborar o depoimento, mas não substitui câmeras que tivessem capturado a aeronave.

Mark

Rossana disse que o avião fez uma curva e balançou. Isso é um sinal de problema mecânico?

Mimi

Pode ser. Uma curva abrupta seguida de oscilação de asas sugere perda de controle ou falta de potência. Mas a investigação ainda está em andamento.

Luke

Exatamente. Não sabemos ainda se foi falha mecânica, erro do piloto, condições climáticas, ou o impacto com a linha de energia que causou tudo isso. Rossana viu o resultado, não a causa.

Mark

A Cemig disse que o cabo atingido era um para-raios, não energizado. Então não foi eletrocução?

Mimi

Aparentemente não. Mas o impacto com a linha de distribuição de alta tensão ainda pode ter danificado a aeronave ou afetado seus sistemas.

Luke

E há uma questão aberta: a antena e a torre sem iluminação. A Cemig diz que estão fora da zona de proteção, mas a polícia está verificando isso. Até agora, é apenas uma afirmação da empresa.

Mark

Como Rossana conseguiu lidar com o que viu?

Mimi

Com ajuda profissional. O Cenipa forneceu uma psicóloga que a atendeu. Ela passou dois dias sem dormir antes de conversar com eles.

Luke

É um detalhe humano importante, mas também mostra como traumas de testemunhas são tratados em investigações sérias — não é apenas coleta de dados, é reconhecimento do impacto emocional.

  • Um som estranho vindo do céu — como golpes repetidos em metal — alertou o casal antes mesmo de seus olhos encontrarem o avião em queda livre sobre a cachoeira.
  • As câmeras de segurança não capturaram a aeronave, mas registraram a reação visceral do casal, imagens que o Cenipa usou para confirmar a trajetória do voo e validar os depoimentos de testemunhas.
  • A Cemig confirmou que o bimotor colidiu com um cabo para-raios de alta tensão a cinco quilômetros do aeródromo de Caratinga, detalhe que reorienta o foco da investigação para os obstáculos ao redor da pista.
  • Pilotos já haviam relatado a existência de uma antena e uma torre sem iluminação na região — e a polícia investiga se esses elementos contribuíram para o acidente, mesmo que a Cemig afirme que estão fora da zona de proteção do aeródromo.
  • Rossana passou dois dias sem dormir, com medo de uma explosão, e só começou a se recuperar após atendimento psicológico oferecido pela própria equipe do Cenipa — revelando que a investigação técnica também cuida das feridas humanas deixadas pelo desastre.

Na tarde de uma sexta-feira em Piedade de Caratinga, Minas Gerais, um casal testemunhou os últimos segundos de voo do bimotor que transportava a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas — todos mortos após a aeronave atingir uma linha de alta tensão e cair sobre uma queda d'água. O que poderia ter sido apenas mais um dia comum tornou-se um momento que une o testemunho humano à investigação técnica: as câmeras de segurança da residência e a memória da dentista Rossana Bartot agora ajudam o Cenipa a reconstruir as causas de uma tragédia que enlutou o país.

Rossana Bartot estava saindo de casa com o marido na tarde de 5 de novembro quando um ruído inexplicável veio do céu — algo parecido com golpes repetidos em uma lata de metal. A dentista mora há dez anos ao lado de uma queda d'água em Piedade de Caratinga, Minas Gerais, e nos segundos seguintes ela e o marido viram o bimotor que transportava Marília Mendonça fazer uma curva abrupta, balançar com as asas em sentidos opostos e desaparecer sobre a cachoeira.

As câmeras de segurança da residência não capturaram o avião, mas registraram a reação do casal em tempo real. O material foi entregue ao Cenipa, que o utilizou para confirmar a direção da aeronave e validar os relatos das testemunhas. A agência também enviou equipes para ouvir os moradores pessoalmente — incluindo uma psicóloga da Força Aérea Brasileira, que atendeu Rossana após dois dias de insônia e medo constante de explosão.

O voo partiu de Goiânia com destino a Caratinga, onde Marília Mendonça se apresentaria para oito mil pessoas. Além da cantora, morreram o produtor Henrique Ribeiro, o tio da artista Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A Cemig confirmou que a aeronave atingiu um cabo para-raios — não energizado — de uma linha de alta tensão a cinco quilômetros do aeródromo antes de cair.

A investigação agora examina se uma antena e uma torre de energia sem iluminação, relatadas por pilotos na região, contribuíram para o acidente. A Cemig sustenta que os equipamentos estão fora da zona de proteção do aeródromo, mas a polícia segue apurando o caso. O Cenipa continua seu trabalho apoiado nos depoimentos de quem estava lá — como Rossana, que em poucos segundos viu tudo e agora ajuda a reconstruir o que deu errado naquela tarde.

Rossana Bartot estava saindo de casa com o marido na tarde de sexta-feira, 5 de novembro, quando ouviram um som que não conseguiam identificar — como se alguém estivesse batendo repetidamente em uma lata de metal. A dentista mora há dez anos ao lado de uma queda d'água em Piedade de Caratinga, Minas Gerais, e naquele dia o ruído veio do céu. O que ela e o marido presenciaram nos segundos seguintes foi a queda do avião que transportava a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas.

As câmeras de segurança instaladas na residência do casal capturaram tudo — não o avião em si, mas a reação dos dois enquanto acompanhavam cada movimento da aeronave. Rossana descreveu o que viu com precisão: o bimotor seguia uma trajetória reta quando fez uma curva abrupta, balançou com uma asa para cima e outra para baixo, e desapareceu sobre a queda d'água. O vídeo foi entregue ao Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que o utilizou para confirmar a direção pela qual o avião havia passado e validar o relato dos testemunhas.

Ao falar com a reportagem, Rossana detalhou o impacto emocional daqueles segundos. Ela entrou correndo no carro, como se pudesse se proteger do que havia visto, e passou dois dias sem dormir. O medo de uma explosão a mantinha em estado de alerta constante. Foi apenas quando conversou com uma psicóloga do Cenipa, que faz parte da Força Aérea Brasileira, que conseguiu começar a se recuperar do susto. A agência de investigação não apenas coletou as imagens de segurança, mas também visitou os moradores para ouvir seus depoimentos em primeira mão.

O acidente ocorreu quando o avião saía de Goiânia com destino a Caratinga, onde Marília Mendonça faria um show para oito mil pessoas. Além da cantora, morreram o produtor Henrique Ribeiro, o tio da artista Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A Cemig, Companhia Energética de Minas Gerais, informou que a aeronave atingiu uma linha de distribuição de alta tensão antes de cair, a cinco quilômetros do aeródromo. O cabo específico que foi rompido na colisão era um cabo para-raios, que não estava energizado no momento do impacto.

A investigação agora se concentra em possíveis obstáculos próximos ao aeródromo de Caratinga. Pilotos haviam relatado a existência de uma antena e uma torre de energia sem iluminação na região. A Cemig afirmou que esses equipamentos estão fora da zona de proteção do aeródromo, o que significaria que não constituem uma irregularidade. Essa informação, porém, está sendo averiguada pela polícia como parte da investigação mais ampla sobre as causas do acidente. O trabalho do Cenipa continua, alimentado pelos depoimentos de quem estava lá — como Rossana Bartot, que viu tudo acontecer em poucos segundos e agora ajuda a reconstruir o que deu errado naquela tarde.

No vídeo não dá pra ver o avião, mas deu pra eles verem pra qual lado a gente estava olhando, pra terem certeza que o avião estava passando pelo lado que a gente tinha falado
— Rossana Bartot, dentista e testemunha ocular
Era como se fosse um helicóptero e um avião juntos, e era como se estivessem batendo em uma lata
— Rossana Bartot, descrevendo o som que ouviu
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