Casa Branca pressiona Israel por trégua em Gaza, dizem palestinos

Uma família de três pessoas morreu em bombardeio próximo à Cidade de Gaza durante madrugada, entre outras vítimas contínuas dos ataques.
As próximas horas serão um teste de seriedade, não de intenções
Representante do Hamas sinalizando que a diplomacia americana será avaliada por ações concretas, não promessas.
Mark

Por que Trump está pressionando Israel agora, depois de meses de apoio?

Mimi

Porque o contexto mudou. Trump quer um acordo duradouro, não apenas uma pausa. E para isso, precisa que Israel sente à mesa de verdade.

Mark

Mas Netanyahu está em silêncio. O que isso significa?

Mimi

Significa que ele está observando. Netanyahu não fala quando está em desacordo com Washington, mas também não cede facilmente. O silêncio dele é tático.

Mark

E o Hamas? Eles realmente querem desarmamento?

Mimi

Querem, mas com condições. Não vão entregar armas enquanto Israel continua bombardeando. É uma questão de sobrevivência política para eles.

Mark

Essa história de Jared Kushner trabalhando nos bastidores — é confiável?

Mimi

Dahlan tem histórico de estar perto do poder, mas sua influência é discutida. O que importa é que alguém está realmente negociando, e os palestinos percebem isso.

Mark

E se Israel não ceder?

Mimi

Então Trump terá que escolher: pressionar mais ou aceitar que Israel não vai parar. Essa é a verdadeira negociação que está acontecendo agora.

  • Famílias continuam morrendo em Gaza durante a madrugada enquanto diplomatas trocam mensagens sobre cessar-fogo — a violência não espera pelos acordos.
  • O Hamas aceita o princípio do desarmamento, mas exige que Israel pare de bombardear primeiro, criando um círculo vicioso em que ninguém quer dar o primeiro passo.
  • Jared Kushner trabalha nos bastidores com o lado israelense, mas o ministro da Energia de Israel rejeita publicamente qualquer trégua e defende o controle total de Gaza.
  • Netanyahu permanece em silêncio enquanto Trump pressiona — e esse silêncio, por si só, é uma resposta sobre quem realmente dita o ritmo das negociações.
  • Um representante do Hamas avisa que as próximas horas serão um teste de seriedade, não de intenções — e o relógio já está correndo.

Em meio a bombardeios que não cessam, a diplomacia americana tenta, mais uma vez, dobrar a curva de uma guerra que já dura quase dez meses. Trump sinalizou pressão sobre Israel para interromper os ataques a Gaza, enquanto o Hamas condicionou seu desarmamento ao fim da violência — um impasse que revela, com clareza, a distância entre o anúncio e o ato. O silêncio de Netanyahu e a rejeição aberta de ministros israelenses sugerem que a vontade de negociar, quando existe, não é uniforme entre aqueles que detêm o poder de agir.

Na madrugada de domingo, Trump publicou uma mensagem sinalizando que não haveria ataques imediatos contra o Irã e retomava os esforços diplomáticos em Gaza, pressionando Israel a cessar os bombardeios. Mas a pressão não havia interrompido a violência: um diretor de hospital palestino informou à CNN que uma família inteira — três pessoas — morreu em um ataque aéreo próximo à Cidade de Gaza durante a madrugada, apenas o episódio mais recente de uma série contínua.

O Hamas afirmou estar comprometido com o desarmamento, conforme Trump havia anunciado na semana anterior, mas condicionou a entrega das armas ao fim dos bombardeios israelenses. Um alto integrante do grupo disse à CNN que as próximas horas seriam um teste de seriedade — e que a Casa Branca havia feito movimentos significativos para avançar na implementação de um acordo assinado quase dez meses antes.

Nos bastidores, Mohammed Dahlan, ex-líder da Autoridade Palestina que vive no exílio nos Emirados Árabes Unidos, revelou que Jared Kushner estava trabalhando com o lado israelense para interromper os ataques. Do lado israelense, porém, o silêncio de Netanyahu contrastava com a franqueza do ministro da Energia, Eli Cohen, que negou categoricamente a existência de qualquer acordo de cessar-fogo e defendeu que Israel assumisse o controle total de Gaza — território do qual já ocupa cerca de 70%.

O cenário que se desenhava era o de uma diplomacia americana em movimento, pressionando por uma trégua, enquanto Israel continuava suas operações e sinalizava que não havia acordo algum. As próximas horas revelariam não apenas as intenções de cada parte, mas quem realmente controlava o ritmo de uma guerra que teima em não terminar.

Na madrugada de domingo, Donald Trump publicou uma mensagem na rede Truth Social que sinalizava uma mudança de rumo na diplomacia americana. O presidente dos Estados Unidos deixou claro que não haveria ataques imediatos contra o Irã, abrindo espaço para uma nova rodada de negociações que buscasse um acordo mais duradouro. Mas a diplomacia americana não se limitava ao Irã. Trump também retomava seus esforços para avançar nas conversas sobre Gaza, o que significava, na prática, pressionar Israel a cessar seus bombardeios contra o território palestino.

O problema era que a pressão diplomática não havia interrompido a violência no terreno. A Faixa de Gaza continuava sendo bombardeada pelos israelenses, apesar do anúncio feito três dias antes por Trump sobre um avanço nas negociações. Um diretor de hospital palestino informou à CNN que uma família inteira — três pessoas — havia morrido em um ataque aéreo próximo à Cidade de Gaza durante a madrugada. Era apenas o episódio mais recente de uma série contínua de ataques.

O Hamas, por sua vez, mantinha uma posição que combinava compromisso com ceticismo. O grupo afirmou estar comprometido com o desarmamento, conforme Trump havia anunciado na semana anterior, mas condicionava a entrega das armas ao fim dos bombardeios israelenses e a outras exigências não especificadas. Um alto integrante do Hamas disse à CNN, na noite de sábado, que as próximas horas seriam um teste não de intenções, mas de seriedade. Segundo esse representante, a Casa Branca havia feito movimentos significativos nas últimas horas para avançar na implementação de um acordo de cessar-fogo que havia sido assinado quase dez meses antes.

Mohammed Dahlan, ex-líder da Autoridade Palestina em Gaza que agora vivia no exílio nos Emirados Árabes Unidos, ofereceu mais detalhes sobre os bastidores diplomáticos. Em uma postagem no Facebook, Dahlan afirmou que Jared Kushner, genro de Trump, estava trabalhando com o lado israelense para interromper os ataques a Gaza. Embora a influência política de Dahlan fosse contestada por alguns, ele era amplamente visto como alguém que havia mantido proximidade com diferentes administrações americanas ao longo dos anos.

Do lado israelense, o silêncio era ensurdecedor. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, não havia feito nenhuma declaração pública sobre os desdobramentos em Gaza desde que Trump anunciou o compromisso do Hamas com o desarmamento. Mas outros membros do governo israelense falavam mais livremente. Eli Cohen, ministro da Energia, afirmou categoricamente que não existia nenhum acordo para interromper os ataques ao território palestino. Cohen foi além: defendeu que Israel, que já controlava aproximadamente 70% da Faixa de Gaza, deveria assumir o controle total da região.

A CNN procurou a Casa Branca e o Departamento de Estado americano para comentar as declarações, mas não obteve resposta imediata. O cenário que se desenhava era o de uma diplomacia americana em movimento, pressionando Israel em direção a uma trégua, enquanto Israel continuava suas operações militares e sinalizava que não havia acordo algum sobre cessar-fogo. As próximas horas, como havia dito o representante do Hamas, seriam de fato um teste — não apenas de intenções, mas de quem realmente controlava o ritmo das negociações.

As próximas horas serão um teste de seriedade, não de intenções
— Alto integrante do Hamas à CNN
Não existe nenhum acordo para interromper os ataques ao território palestino
— Eli Cohen, ministro da Energia de Israel
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