Campus da Liberdade regressa em setembro com especialistas em Economia, Política e IA

Desafiar os jovens a pensar mais longe, a questionar ideias estabelecidas
A missão do Instituto +Liberdade ao organizar o Campus da Liberdade em Peniche.
Mark

Porque é que um evento assim importa agora, em 2026?

Mimi

Porque Portugal enfrenta problemas estruturais que não desaparecem sozinhos — a habitação, a Segurança Social, a saúde. Os jovens precisam de espaço para pensar sobre isto com gente que realmente sabe, não apenas consumir notícias.

Mark

Mas 200 jovens é uma gota no oceano. Como é que isto muda alguma coisa?

Mimi

Não é sobre mudar tudo de uma vez. É sobre formar pessoas que depois vão para posições de influência — governo, empresas, media, academia. Se alguns destes 200 se tornarem líderes, o impacto multiplica-se.

Mark

Porque é que o ministro Gonçalo Matias vai lá responder a perguntas? Não é arriscado?

Mimi

Talvez seja. Mas mostra que há abertura para diálogo direto com jovens, sem filtros. Isso é raro em política. E se os jovens fizerem perguntas difíceis, melhor ainda.

Mark

A inteligência artificial está ali no programa. Mas é porque é moda ou porque é realmente importante?

Mimi

É importante porque está a mudar tudo — economia, trabalho, segurança. Se não pensarmos criticamente sobre isto agora, deixamos que outros decidam por nós.

Mark

Qual é a diferença entre isto e uma conferência normal?

Mimi

Aqui os jovens não são apenas espectadores. Têm workshops, debatem entre si, escrevem ensaios. É participativo. E reúne gente de áreas muito diferentes — economistas, diplomatas, empresários — o que força a pensar de forma integrada.

Mark

E depois? O que acontece aos 200 jovens depois de setembro?

Mimi

Alguns vão manter contacto com o instituto, com os oradores. Alguns vão levar ideias para as suas comunidades. Não há garantias, mas a semente fica plantada.

  • Portugal enfrenta desafios estruturais urgentes — financiamento da Segurança Social, crise da habitação, instabilidade geopolítica e disrupção tecnológica — que exigem uma nova geração capaz de os compreender e enfrentar.
  • Duzentos jovens de todo o país convergem em Peniche durante três dias para debater estes temas com economistas de topo como Ricardo Reis (LSE) e Luís Cabral (NYU), diplomatas, especialistas em saúde e empreendedores de referência.
  • O ministro Adjunto Gonçalo Matias entra diretamente no debate num Town Hall sem filtros, enquanto a possível revisão da Constituição — que completa 50 anos — promete ser um dos momentos mais tensos do programa.
  • A inteligência artificial deixa de ser abstração: Pedro Bizarro, fundador da unicórnio Feedzai, confronta os participantes com o impacto real da IA numa economia em transformação.
  • O campus posiciona-se como a maior universidade de verão cívico-política de Portugal, apostando em que formar líderes críticos é a resposta mais duradoura aos problemas que nenhuma legislatura resolve sozinha.

Em setembro, Peniche acolhe pela sexta vez duzentos jovens dispostos a interrogar o presente e imaginar o futuro de Portugal. O Campus da Liberdade, organizado pelo Instituto +Liberdade, reúne economistas, diplomatas, políticos e empreendedores num espaço raro onde a geração que herdará os problemas estruturais do país é convidada a debatê-los com quem os estuda e governa. Num tempo em que a ordem mundial vacila e as certezas se desfazem, o evento aposta na ideia de que o pensamento crítico e a cidadania ativa são, eles próprios, uma forma de liderança.

Em setembro, Peniche recebe pela sexta vez o Campus da Liberdade, iniciativa anual do Instituto +Liberdade que reúne duzentos jovens de todo o país para três dias de debate intenso sobre os problemas que definem Portugal. A ambição do evento é clara: desafiar uma geração a pensar criticamente, a questionar o estabelecido e a assumir um papel ativo na construção de um país mais livre e próspero.

O programa económico traz dois dos maiores nomes portugueses na área: Ricardo Reis, da London School of Economics, e Luís Cabral, da NYU Stern School of Business. Abordarão a nova ordem geoeconómica num mundo em conflito e os desafios de financiar a Segurança Social sem agravar a carga fiscal. Pedro Pita Barros discutirá o financiamento do SNS e Vera Gouveia Barros dedicará uma sessão à habitação, um dos problemas que mais pesam nas famílias portuguesas.

A política ocupa lugar central. O ministro Adjunto Gonçalo Matias responderá diretamente a perguntas dos jovens num Town Hall. A Constituição, que completa 50 anos e pode vir a ser revista, será debatida com Sérgio Sousa Pinto, André Coelho Lima e Teresa Violante. João Vale de Almeida, com passagem pelas embaixadas junto dos EUA, da ONU e do Reino Unido, refletirá sobre o colapso da ordem mundial e participará num painel sobre defesa e soberania ao lado do ex-ministro Nuno Severiano Teixeira e de Diana Soller.

A inteligência artificial e o empreendedorismo ganham destaque com Pedro Bizarro, fundador da Feedzai, e com Carlos Mendes Gonçalves e Miguel Pina Martins, que trarão perspetivas sobre como Portugal pode criar valor através da inovação. Além das palestras, o programa inclui workshops de argumentação, debate e escrita — competências que o instituto considera tão essenciais quanto o conhecimento teórico.

Considerada a maior universidade de verão cívico-política de Portugal, esta edição promete continuar a tradição de colocar o campus no centro das conversas nacionais, trazendo para a mesa os temas que definirão o futuro do país: o Estado social, a habitação, a geopolítica e a inteligência artificial.

Em setembro, Peniche volta a receber duzentos jovens de todo o país para três dias de conversas intensas sobre os problemas que definem Portugal neste momento. O Campus da Liberdade, iniciativa anual do Instituto +Liberdade, chega à sua sexta edição com um programa que reúne economistas de renome internacional, especialistas em saúde e habitação, diplomatas, empresários e políticos dispostos a debater ideias com uma geração que o instituto espera vir a liderar o país.

O evento nasceu de uma ambição clara: desafiar jovens a pensar criticamente sobre Portugal, a questionar o estabelecido e a assumir um papel ativo na construção de um país mais livre e próspero. André Pinção Lucas, diretor executivo do Instituto +Liberdade, não esconde essa intenção de formar "os nossos líderes do futuro". O programa reflete essa missão, trazendo para Peniche nomes de várias áreas — política, economia, academia, empreendedorismo, sociedade civil — para palestras, debates, workshops e atividades centradas no pensamento crítico e na cidadania.

Na economia, o campus contará com Ricardo Reis, professor na London School of Economics, e Luís Cabral, da NYU Stern School of Business, dois dos maiores nomes portugueses nesta área. Ambos vão abordar temas estruturais: a nova ordem geoeconómica num mundo em conflito e os desafios de financiar a Segurança Social sem sobrecarregar a carga fiscal. Pedro Pita Barros, especialista em economia da saúde, trará a discussão sobre o financiamento do Serviço Nacional de Saúde. Vera Gouveia Barros dedicará uma sessão à habitação, um dos problemas que mais afetam as famílias portuguesas atualmente.

A política e a governação também ocupam lugar central. Gonçalo Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado, participará num Town Hall onde responderá diretamente a perguntas dos jovens e debaterá os principais desafios da governação. A Constituição, que completa 50 anos e pode vir a ser revista, será tema de discussão com Sérgio Sousa Pinto, André Coelho Lima e Teresa Violante. João Vale de Almeida, antigo embaixador junto dos Estados Unidos, das Nações Unidas e do Reino Unido, e ex-chefe de gabinete de Durão Barroso na Comissão Europeia, apresentará uma reflexão sobre o colapso da ordem mundial e participará num painel sobre defesa, liberdade e soberania ao lado do ex-ministro Nuno Severiano Teixeira e de Diana Soller.

A inteligência artificial e o empreendedorismo ganham também destaque nesta edição. Pedro Bizarro, fundador e chief science officer da Feedzai — uma das startups portuguesas que atingiu o estatuto de unicórnio — falará sobre o impacto real da IA. Carlos Mendes Gonçalves, fundador da Casa Mendes Gonçalves, e Miguel Pina Martins, fundador da Science4You e da Chief Portugal Officers, trarão perspetivas sobre como Portugal pode criar valor para o mundo através da inovação.

Além das palestras e debates, o programa desafia os participantes a desenvolver competências práticas: trabalho em equipa, argumentação, debate e escrita de artigos e ensaios. Trata-se de uma universidade de verão cívico-política — a maior realizada em Portugal — orientada para a promoção do pensamento crítico, da liberdade individual e dos valores da democracia liberal. André Pinção Lucas e Carlos Guimarães Pinto, diretores e fundadores do Instituto +Liberdade, também participarão como oradores.

A edição anterior do campus teve como momento alto as entrevistas aos principais candidatos às eleições presidenciais, mostrando como o evento se posiciona no centro das conversas políticas nacionais. Esta sexta edição promete continuar essa tradição, trazendo para a mesa os temas que definem o futuro português: como financiar o Estado social, como resolver a crise da habitação, como preparar Portugal para um mundo geopoliticamente instável, como aproveitar a inteligência artificial sem deixar ninguém para trás.

Queremos desafiar os jovens a pensar mais longe, a questionar ideias estabelecidas e a assumir um papel ativo na construção de um Portugal mais livre, mais próspero e mais desenvolvido
— André Pinção Lucas, diretor executivo do Instituto +Liberdade
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