Coordenador da campanha afirma identificação preliminar de cerca de 20 mil perfis falsos responsáveis por mais de R$ 20 milhões em impulsionamentos. Anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares usando CPFs e linhas telefônicas supostamente falsas, conforme análise da campanha.
Campanha de Flávio pede investigação do TSE sobre rede de 20 mil perfis falsos
Identificar quem financia esse comportamento criminoso nas redes
A campanha conseguiu identificar quem está por trás dessa rede de perfis falsos?
Não. O que eles têm é uma análise interna mostrando padrões — perfis novos, poucos seguidores, grandes impulsionamentos. Mas quem financia, de verdade, ainda é desconhecido. Por isso pediram ao TSE para investigar.
E quanto aos números? Vinte mil perfis, R$ 20 milhões, 270 milhões de visualizações — isso é confirmado por quem?
Pela campanha. Eles analisaram a biblioteca de anúncios da Meta e chegaram a essas estimativas. Mas não temos confirmação independente ainda.
Por que pagar em pesos colombianos e dólares? Isso sugere algo específico?
A campanha vê como sinal de operação internacional ou sofisticada. Mas é interpretação deles. Pode ser qualquer coisa — desde um esquema criminoso até alguém querendo apenas dificultar o rastreamento.
E a Meta? Eles confirmaram algo disso?
Não há menção de resposta da Meta no material. A campanha acessou a biblioteca de anúncios, que é pública, mas dados mais profundos sobre quem pagou viriam da plataforma ou de investigação oficial.
Então o TSE vai investigar?
Ainda não. Eles pediram uma medida liminar para que o tribunal abra investigação. Nunes Marques ainda não decidiu.
E se for tudo verdade — essa rede de 20 mil perfis — por que ninguém mais está falando sobre isso? Outras campanhas não estão vendo o mesmo?
Boa pergunta. Pode ser que outras campanhas não tenham feito essa análise, ou que a rede seja direcionada especificamente contra a direita, como a campanha de Flávio afirma. Mas não sabemos.
Der Puls
- Aproximadamente 20 mil perfis falsos identificados pela campanha
- Impulsionamentos estimados em mais de R$ 20 milhões
- Material analisado teria alcançado cerca de 270 milhões de visualizações
- Anúncios pagos em pesos colombianos e dólares com CPFs e linhas telefônicas supostamente falsas
Coordenador da campanha afirma identificação preliminar de cerca de 20 mil perfis falsos responsáveis por mais de R$ 20 milhões em impulsionamentos. Anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares usando CPFs e linhas telefônicas supostamente falsas, conforme análise da campanha.
Campanha do senador Flávio Bolsonaro pediu ao presidente do TSE investigação sobre suposta rede de perfis falsos que teria impulsionado propaganda negativa contra pré-candidatos de direita, com alcance de 270 milhões de visualizações.
Na segunda-feira, 20 de julho, integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro procuraram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, com um pedido urgente: que o tribunal abrisse investigação sobre o que descrevem como uma operação coordenada de contas falsas nas redes sociais. Segundo a campanha, essa rede estaria disseminando propaganda negativa contra pré-candidatos da direita nas eleições de 2026.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, e a advogada Maria Claudia Bucchianeri apresentaram ao ministro um dossiê baseado em análise preliminar. Os números que trouxeram eram expressivos: aproximadamente 20 mil perfis falsos, responsáveis por impulsionamentos estimados em mais de R$ 20 milhões. O material analisado pela campanha, segundo Marinho, teria alcançado cerca de 270 milhões de visualizações. A campanha pediu uma medida liminar ao TSE para preservar as provas e identificar quem financiou essas publicações.
A investigação interna da campanha começou quando a equipe identificou, na biblioteca de anúncios da Meta, perfis recém-criados com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil cada. O que chamou atenção foi a forma de pagamento: os anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares, utilizando CPFs e linhas telefônicas que a campanha descreve como falsas. Depois de cumprir seu propósito, esses perfis eram apagados, dificultando rastreamento posterior.
Em declaração após o encontro com Nunes Marques, Marinho afirmou que o objetivo era claro: "Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais". Bucchianeri detalhou que a análise revelou padrões sofisticados de ocultação de identidade e origem dos recursos, sugerindo uma operação planejada e com recursos significativos.
O pedido da campanha ao TSE representa uma tentativa de transformar a análise interna em investigação oficial, com poder de subpoena e acesso a dados que apenas a plataforma e autoridades podem acessar completamente. A medida liminar solicitada buscaria congelar provas digitais antes que possam ser deletadas ou alteradas, e identificar os responsáveis pelo financiamento das operações. O caso agora aguarda decisão do presidente do tribunal sobre se abre investigação formal.
Bemerkenswerte Zitate
Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais— Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro