Campanha identificou cerca de 20 mil perfis falsos com volume estimado de R$ 20 milhões em impulsionamentos e 270 milhões de visualizações. Anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares usando CPFs e linhas telefônicas falsas antes de os perfis serem apagados.
Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre rede de perfis falsos
Queremos identificar quem financia esses interesses criminosos
Por que a campanha de Bolsonaro foi ao TSE em vez de ir direto à polícia?
O TSE tem jurisdição sobre questões eleitorais e pode agir mais rapidamente com medidas liminares. Além disso, a operação está claramente ligada às eleições de 2026, então é competência do tribunal.
Mas isso pressupõe que o TSE vai concordar que é uma questão eleitoral e não apenas um crime comum. Não sabemos ainda se o ministro vai conceder a liminar.
Vinte mil perfis falsos é muito? Como se compara com outras operações conhecidas?
É um número significativo. Sugere coordenação e recursos. Mas sem contexto histórico de outras campanhas, é difícil dizer se é extraordinário ou se é o padrão agora.
Exatamente. A campanha diz que identificou isso, mas não sabemos se é a ponta de um iceberg maior ou se foi bem-sucedida em encontrar a maioria da operação.
E quanto ao dinheiro? R$ 20 milhões é muito para propaganda negativa?
Para impulsionamentos em redes sociais, é bastante. Mostra que alguém com recursos sérios está investindo nisso.
Mas novamente, é a estimativa da campanha. Não temos confirmação independente. E pesos colombianos e dólares — isso sugere origem internacional, mas não prova quem está financiando.
O que acontece agora?
Depende se o TSE concede a liminar. Se conceder, o tribunal pode investigar, congelar contas, pedir dados à Meta e tentar rastrear o dinheiro.
E se não conceder? Então a campanha terá que buscar outras vias, talvez a polícia federal. Mas por enquanto, tudo está em aberto.
Il Polso
- Campanha identificou cerca de 20 mil perfis falsos
- Volume estimado de R$ 20 milhões em impulsionamentos
- Aproximadamente 270 milhões de visualizações geradas
- Anúncios pagos em pesos colombianos e dólares com documentos falsos
- Pedido feito ao TSE em 20 de julho de 2026
Campanha identificou cerca de 20 mil perfis falsos com volume estimado de R$ 20 milhões em impulsionamentos e 270 milhões de visualizações. Anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares usando CPFs e linhas telefônicas falsas antes de os perfis serem apagados.
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE investigação sobre suposta rede de 20 mil perfis falsos que impulsionariam propaganda negativa contra pré-candidatos de direita nas eleições de 2026.
Na segunda-feira, 20 de julho, integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) procuraram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, com um pedido urgente: que o tribunal abrisse investigação sobre uma rede de contas falsas que, segundo eles, estaria financiando ataques coordenados contra pré-candidatos de direita nas eleições deste ano. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RJ), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri apresentaram o caso em reunião com o ministro, solicitando uma medida liminar que permitisse preservar provas e identificar quem estava por trás da operação.
Segundo Marinho, uma ação protocolada na sexta-feira anterior já havia documentado achados preliminares: aproximadamente 20 mil perfis falsos responsáveis por impulsionamentos que somavam mais de R$ 20 milhões. O material analisado pela campanha teria gerado cerca de 270 milhões de visualizações. Marinho deixou claro o objetivo da investigação: descobrir não apenas quem financiava a operação, mas também quais interesses políticos ou comerciais estavam por trás daquilo que ele caracterizou como comportamento criminoso nas redes sociais. "Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais", disse ele após o encontro em Brasília.
A advogada Bucchianeri detalhou como a campanha havia chegado a essas conclusões. A investigação começou quando a equipe identificou, na biblioteca de anúncios da Meta, contas recém-criadas com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil cada uma. O padrão era suspeito: os anúncios estavam sendo pagos em pesos colombianos e dólares, utilizando CPFs, números de telefone e métodos de pagamento que aparentavam ser falsos. Depois que os impulsionamentos terminavam, os perfis eram deletados, deixando pouco rastro.
O pedido de investigação ao TSE busca que o tribunal use seus poderes para congelar evidências digitais e rastrear os responsáveis pelo financiamento. A campanha argumenta que a operação não é apenas um problema de propaganda política — é potencialmente um crime que envolve fraude, uso de documentos falsos e possível lavagem de dinheiro internacional. O que começou como uma observação sobre contas suspeitas na plataforma de anúncios evoluiu para uma denúncia formal de uma operação coordenada de desinformação, com números que sugerem escala e sofisticação consideráveis.
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Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais— Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro