Caixa libera Saque Calamidade de R$ 6.220 via app para CPFs 0 a 9 a partir de hoje

Benefício destinado a trabalhadores desabrigados ou com residências danificadas por desastres naturais que necessitam de auxílio financeiro emergencial.
Liberar uma parte do FGTS em emergência faz sentido quando a casa foi destruída
A modalidade de saque calamidade reconhece que trabalhadores precisam de recursos imediatos após desastres naturais.

Saque Calamidade do FGTS de até R$ 6.220 pode ser solicitado exclusivamente pelo app da Caixa para CPFs com finais 0 a 9 em municípios habilitados. Benefício destinado a trabalhadores que comprovem residência em áreas afetadas por desastres naturais como enchentes, deslizamentos e vendavais graves.

  • Saque de até R$ 6.220 do FGTS disponível a partir de 26 de março de 2026
  • Solicitação 100% digital via aplicativo da Caixa para CPFs com finais 0 a 9
  • Sete municípios habilitados: Barreirinha, Carauari, Serra do Ramalho, Ubaíra, Wenceslau Guimarães, São Pedro da Água Branca, Pai Pedro, Brasília de Minas e Simões
  • Prazo para solicitar: até 23 de junho de 2026
  • Destinado a trabalhadores com residência comprovada em áreas atingidas por enchentes, deslizamentos e vendavais

Caixa Econômica Federal disponibiliza saque de até R$ 6.220 do FGTS para trabalhadores em municípios atingidos por desastres naturais, com solicitação 100% digital via aplicativo a partir de 26 de março.

A Caixa Econômica Federal abriu nesta quinta-feira, 26 de março, um canal de acesso rápido a recursos emergenciais para trabalhadores brasileiros. Qualquer pessoa com CPF terminado em 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9 que resida em municípios atingidos por desastres naturais pode solicitar até R$ 6.220 diretamente pelo aplicativo da instituição, sem necessidade de comparecer a uma agência física. O valor vem do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e representa uma modalidade de saque especial criada para situações de calamidade.

Esse recurso emergencial destina-se exclusivamente a trabalhadores que comprovem residência em áreas afetadas por eventos como enchentes, deslizamentos de terra e vendavais severos. A liberação só ocorre após a Defesa Civil local reconhecer oficialmente a situação de calamidade e o município ser habilitado junto à Caixa. Por enquanto, sete cidades estão autorizadas a receber solicitações: Barreirinha e Carauari no Amazonas; Serra do Ramalho, Ubaíra e Wenceslau Guimarães na Bahia; São Pedro da Água Branca no Maranhão; Pai Pedro e Brasília de Minas em Minas Gerais; e Simões no Piauí. O prazo para solicitar encerra em 23 de junho de 2026.

Todo o processo acontece dentro do aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. O interessado faz login com CPF e senha, navega até a seção de saques, seleciona a opção "Calamidade pública" e informa o município afetado. Em seguida, preenche dados de endereço e CEP, escolhe se quer receber o dinheiro por transferência bancária ou saque presencial, e envia a documentação fotografada diretamente pelo celular. A Caixa analisa o pedido e, se tudo estiver correto, deposita o valor na conta indicada.

Os documentos exigidos incluem comprovante de residência emitido até 120 dias antes do desastre (contas de luz, água, gás, telefone, extrato bancário ou carnê servem), documento de identidade como RG ou CNH, CPF caso não conste na identidade, e uma selfie segurando o documento. Se o comprovante estiver no nome do cônjuge ou companheiro, é necessário apresentar certidão de casamento ou escritura de união estável. Para quem não possui comprovante de residência, a Caixa aceita declaração do município em papel timbrado ou declaração própria conforme regulamentação específica.

O saque pode ser solicitado sempre que ocorra um novo desastre, respeitando um intervalo de 12 meses entre solicitações. Contudo, em situações excepcionais, esse prazo pode ser dispensado, como aconteceu com os municípios do Rio Grande do Sul em maio de 2024, quando chuvas intensas causaram enchentes generalizadas. O valor máximo por conta do FGTS é de R$ 6.220, mas o saque respeita o saldo disponível de cada trabalhador.

Para quem encontrar dificuldades no aplicativo ou tiver dúvidas sobre documentação e prazos, a Caixa disponibiliza dois números de telefone: 4004 0104 para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 104 0104 para o restante do país. Também é possível solicitar presencialmente em uma agência, levando toda a documentação exigida. O acompanhamento da solicitação pode ser feito em tempo real dentro do próprio aplicativo, onde o solicitante vê o status do pedido e recebe notificações sobre cada etapa do processo.

A liberação do benefício ocorre somente após o reconhecimento da situação de calamidade pela Defesa Civil local e a habilitação do município junto à Caixa Econômica Federal
— Caixa Econômica Federal
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Caixa criou essa modalidade de saque especificamente para desastres naturais?

Model

Porque quando uma enchente ou deslizamento destrói a casa de alguém, essa pessoa precisa de dinheiro agora, não em três meses. O FGTS é um fundo que o trabalhador já tem direito, então liberar uma parte dele em emergência faz sentido.

Inventor

E por que apenas esses sete municípios podem solicitar agora?

Model

A Defesa Civil precisa reconhecer oficialmente que houve calamidade. Não é qualquer chuva forte. Tem que ser um desastre que danifique residências de verdade. Esses sete municípios passaram por isso recentemente e foram habilitados.

Inventor

O que muda se a pessoa solicita pelo app em vez de ir à agência?

Model

Tudo é mais rápido. Você não perde tempo em fila, não precisa tirar dia de trabalho. Tira uma foto do documento, envia pelo celular, e pronto. A Caixa analisa e deposita.

Inventor

E se a pessoa não tem comprovante de residência porque perdeu tudo na enchente?

Model

A Caixa sabe que isso acontece. Por isso aceita declaração do município ou até uma declaração que você mesmo faz, conforme as regras. Eles entendem que documentos também são destruídos em desastres.

Inventor

Qual é o risco aqui? Alguém poderia tentar fraudar o sistema?

Model

Sim, por isso a Caixa pede documentação e a Defesa Civil tem que confirmar que o desastre realmente aconteceu. Não é automático. Tem análise, tem validação. Mas o objetivo é ser rápido sem ser irresponsável.

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