Caixa libera R$ 4,4 bi em abono salarial para nascidos em setembro e outubro

Quem deixar passar esse prazo entrará em uma zona de incerteza
Após 29 de dezembro, trabalhadores que não sacarem o abono precisarão aguardar convocação especial do governo.
Mark

Por que o governo decidiu mudar o calendário de pagamento em 2021? Parece complicado.

Mimi

A Controladoria-Geral da União recomendou que o dinheiro fosse depositado dois anos após o trabalho ser realizado, em vez de logo no ano seguinte. Isso deu mais tempo para verificar se os dados estavam corretos e se a pessoa realmente tinha direito.

Mark

E quem trabalhou apenas alguns meses em 2023? Recebe menos?

Mimi

Exatamente. Cada mês trabalhado vale R$ 126,50. Se alguém trabalhou seis meses, recebe seis vezes isso. Quem trabalhou o ano inteiro pega o salário mínimo cheio.

Mark

Mas por que existem duas modalidades diferentes, PIS e Pasep?

Mimi

Porque cobrem grupos diferentes. O PIS é para trabalhadores da iniciativa privada, o Pasep para servidores públicos e militares. Historicamente foram criados em momentos distintos, mas hoje funcionam como um único programa.

Mark

E se alguém não conseguir sacar até dezembro?

Mimi

Fica complicado. Depois de 29 de dezembro, a pessoa precisa aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho. Não há garantia de quando isso vai acontecer.

Mark

Qual é o maior desafio para as pessoas receberem esse dinheiro?

Mimi

Muitos não têm conta em banco. Por isso existem várias opções: poupança digital, terminais de autoatendimento, lotéricas. Mas nem todos sabem disso ou têm acesso fácil a esses serviços.

  • R$ 4,4 bilhões entram em circulação a partir desta terça-feira, beneficiando 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos.
  • O valor individual varia: cada mês trabalhado com registro formal em 2023 equivale a R$ 126,50, chegando a R$ 1.518 para quem cumpriu o ano inteiro.
  • Quem não sacar até 29 de dezembro perde o acesso imediato ao dinheiro e fica à espera de uma convocação especial do Ministério do Trabalho — uma zona de incerteza que afeta diretamente o planejamento financeiro familiar.
  • Os canais de recebimento são múltiplos — crédito automático, Caixa Tem, lotéricas, terminais e agências —, mas exigem que o trabalhador conheça sua situação cadastral e tome a iniciativa de agir dentro do prazo.

A cada ano, o Estado brasileiro devolve a milhões de trabalhadores formais uma parcela do valor gerado por seu trabalho — um gesto institucional que, para muitas famílias, representa a diferença entre a escassez e o alívio. A partir de 15 de julho de 2025, a Caixa Econômica Federal libera R$ 4,4 bilhões em abono salarial para 3,8 milhões de trabalhadores nascidos em setembro e outubro, dentro de um calendário que distribuirá R$ 30,7 bilhões ao longo do ano. O prazo para saque vai até 29 de dezembro — depois disso, o silêncio burocrático exige paciência e convocação especial.

A Caixa Econômica Federal iniciou, na terça-feira 15 de julho, a liberação de R$ 4,4 bilhões em abono salarial para trabalhadores nascidos em setembro e outubro. São cerca de 3,8 milhões de beneficiários com carteira assinada e renda de até dois salários mínimos — mais um lote dentro de um calendário que, ao longo de 2025, distribuirá R$ 30,7 bilhões para 25,8 milhões de brasileiros, divididos em seis grupos conforme o mês de nascimento.

O valor recebido é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2023: cada mês registrado equivale a R$ 126,50, e quem trabalhou o ano inteiro recebe o salário mínimo vigente, de R$ 1.518. Para ter direito, é preciso estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias no ano-base e ter os dados corretamente declarados pelo empregador na Rais.

O programa se divide entre PIS — voltado a cerca de 22 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e operado pela Caixa — e Pasep, que atende servidores públicos, empregados de estatais e militares pelo Banco do Brasil. Os mecanismos de recebimento variam: há crédito automático para correntistas da Caixa, acesso pelo aplicativo Caixa Tem, saques em terminais, lotéricas e agências, além de opções via Portal Gov.br para contas prata ou ouro.

O prazo para movimentar o dinheiro vai até 29 de dezembro de 2025. Quem não agir dentro dessa janela precisará aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho — uma espera sem data definida que pode comprometer o planejamento de quem depende do benefício. Vale lembrar que o abono salarial não se confunde com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, programa distinto voltado a trabalhadores formais anteriores à Constituição de 1988.

A Caixa Econômica Federal colocou em circulação, a partir de terça-feira 15 de julho, mais de R$ 4,4 bilhões destinados ao abono salarial. O dinheiro segue um calendário aprovado no final de 2024 e beneficia trabalhadores nascidos em setembro e outubro — cerca de 3,8 milhões de pessoas com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos.

Este é apenas um dos seis lotes previstos para 2025. No total, o país movimentará R$ 30,7 bilhões em abono salarial ao longo do ano, distribuído entre 25,8 milhões de trabalhadores. O calendário segue rigorosamente o mês de nascimento de cada pessoa, com liberações que começaram em fevereiro e se estendem até agosto. Os saques, porém, podem ser realizados até 29 de dezembro de 2025. Depois dessa data, quem não tiver movimentado o dinheiro precisará aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho.

O abono salarial funciona de forma proporcional ao tempo trabalhado. Cada mês com carteira assinada em 2023 corresponde a R$ 126,50. Quem trabalhou o ano inteiro recebe o salário mínimo completo, que em 2025 é de R$ 1.518. Para ter direito, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias no ano-base e ter seus dados corretamente informados pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

O programa divide-se em duas modalidades. O PIS beneficia aproximadamente 22 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e é pago pela Caixa Econômica Federal. O Pasep atende cerca de 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares, sendo operado pelo Banco do Brasil. Essa divisão reflete a origem histórica dos dois programas, criados em momentos diferentes para cobrir diferentes segmentos da força de trabalho formal.

Os mecanismos de recebimento variam conforme a situação de cada beneficiário. Trabalhadores da iniciativa privada que possuem conta-corrente ou poupança na Caixa recebem o crédito automaticamente. Os demais podem acessar uma poupança social digital através do aplicativo Caixa Tem, ou sacar em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências. Para o Pasep, o Banco do Brasil oferece crédito em conta aos correntistas, enquanto não-correntistas podem fazer transferência TED pelos terminais ou guichês das agências. Existe ainda a possibilidade de sacar pelo Portal Gov.br, mas apenas para quem possui conta prata ou ouro.

Este sistema de pagamento escalonado por mês de nascimento representa uma mudança significativa em relação ao passado. Até 2020, o abono do ano anterior era pago de julho a junho do ano seguinte. Em 2021, o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) atendeu a uma recomendação da CGU (Controladoria-Geral da União) e alterou o cronograma para depositar o dinheiro apenas dois anos após o trabalho ter sido realizado. Essa mudança afeta diretamente o fluxo de caixa de milhões de famílias que dependem desse benefício.

É importante não confundir o abono salarial com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep. Essas cotas, que beneficiam cerca de 10,5 milhões de pessoas que tinham empregos formais antes da Constituição de 1988, são sacadas por uma plataforma diferente, lançada em março. O abono salarial atual é um programa mais recente, criado para beneficiar trabalhadores formais após 1988, e é financiado pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

O calendário de liberações segue até 15 de agosto, com os últimos lotes sendo liberados conforme o mês de nascimento. A janela para saques permanece aberta até o final de dezembro, oferecendo aos trabalhadores um período de cinco meses para movimentar seus recursos. Quem deixar passar esse prazo entrará em uma zona de incerteza, dependendo de futuras convocações do governo para acessar o dinheiro.

O abono salarial não se confunde com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, que podem ser sacadas por meio de outra plataforma
— Caixa Econômica Federal
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