A cada ano, o Estado brasileiro reafirma um compromisso silencioso com quem trabalhou dentro das regras: o abono salarial. Nesta sexta-feira, 15 de maio, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil liberam R$ 5,7 bilhões para 4,5 milhões de trabalhadores nascidos em maio e junho, cujos esforços formais de 2024 agora se convertem em um complemento de renda proporcional ao tempo dedicado. É um mecanismo de décadas que, lote a lote, lembra que o registro em carteira carrega consigo direitos que chegam com algum atraso — mas chegam.
Caixa e BB liberam abono salarial para nascidos em maio e junho nesta sexta
O abono varia de R$ 136 a R$ 1.621 conforme o tempo trabalhado
Por que o abono salarial é pago em lotes separados por mês de nascimento, em vez de tudo de uma vez?
É uma forma de distribuir a pressão sobre o sistema bancário e o próprio Fundo de Amparo ao Trabalhador. Se 22 milhões de pessoas sacassem simultaneamente, haveria gargalos operacionais e risco de falta de liquidez. O escalonamento também permite que cada instituição — Caixa e Banco do Brasil — gerencie melhor a demanda por atendimento.
Qual é a diferença prática entre receber pelo PIS ou pelo Pasep?
Quem trabalha na iniciativa privada é inscrito no PIS e recebe pela Caixa. Quem é servidor público está no Pasep e recebe pelo Banco do Brasil. Os valores e critérios são os mesmos, mas as instituições pagadoras são diferentes porque os programas têm históricos distintos — o Pasep é mais antigo e foi criado especificamente para o setor público.
E se alguém não tiver conta em banco nenhum?
A Caixa oferece várias saídas. Pode sacar com o Cartão Social em lotéricas ou caixas eletrônicos, ou ir pessoalmente a uma agência com documento de identidade. Até biometria funciona se estiver cadastrada. Ninguém fica sem acesso ao dinheiro por falta de conta bancária.
O que acontece com quem trabalhou menos de 30 dias em 2024?
Não recebe. O mínimo exigido é 30 dias de trabalho formal com carteira assinada. É um critério bem claro — não há exceções ou flexibilizações.
Esse abono é realmente um direito ou pode ser cortado?
É um direito estabelecido por lei desde 1990. Mas depende do Fundo de Amparo ao Trabalhador ter recursos, que vêm de contribuições específicas. Teoricamente poderia ser alterado por mudança legislativa, mas é um benefício consolidado há décadas e muito importante para milhões de trabalhadores.
The Pulse
- R$ 5,7 bilhões entram em circulação nesta sexta, movimentando a economia de 4,5 milhões de famílias de uma só vez.
- O valor não é igual para todos: quem trabalhou mais meses em 2024 recebe mais, numa escala que vai de R$ 136 a R$ 1.621.
- Caixa e Banco do Brasil dividem a operação — um cuida dos trabalhadores privados, o outro dos servidores públicos — para evitar gargalos no pagamento.
- Quem não tem conta nos bancos públicos ainda pode sacar em lotéricas, caixas eletrônicos e agências, mas precisa estar atento às condições de acesso.
- O calendário segue avançando mês a mês até 2026, com 22,2 milhões de trabalhadores esperados para receber o benefício ao longo do ano.
A cada ano, o Estado brasileiro reafirma um compromisso silencioso com quem trabalhou dentro das regras: o abono salarial. Nesta sexta-feira, 15 de maio, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil liberam R$ 5,7 bilhões para 4,5 milhões de trabalhadores nascidos em maio e junho, cujos esforços formais de 2024 agora se convertem em um complemento de renda proporcional ao tempo dedicado. É um mecanismo de décadas que, lote a lote, lembra que o registro em carteira carrega consigo direitos que chegam com algum atraso — mas chegam.
Nesta sexta-feira, 15 de maio, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil liberam o quarto lote do abono salarial de 2025, destinado a trabalhadores nascidos em maio e junho. São R$ 5,7 bilhões distribuídos entre pouco mais de 4,5 milhões de pessoas que trabalharam com carteira assinada em 2024 e receberam até R$ 2.766 mensais.
O valor não é fixo: varia entre R$ 136 e R$ 1.621, proporcional ao número de meses trabalhados no ano passado. A Caixa responde pelos quase 4 milhões de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS, com cerca de R$ 5 bilhões em repasses. O Banco do Brasil cuida de aproximadamente 585 mil servidores públicos vinculados ao Pasep, totalizando R$ 700 milhões.
Para ter direito, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado ao menos 30 dias formalmente em 2024 e ter os dados corretamente registrados no e-Social pelo empregador. O benefício existe desde a Lei nº 7.998/90 e é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.
O acesso ao dinheiro pode ser feito de várias formas: crédito em conta, saque pelo aplicativo Caixa Tem, uso do Cartão Social em lotéricas e caixas eletrônicos, ou atendimento presencial nas agências. O Banco do Brasil oferece crédito em conta, Pix, TED ou saque presencial para não correntistas. Quem quiser consultar valores e datas pode usar a Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br ou ligar para o 158. O calendário segue escalonado por mês de nascimento, com expectativa de alcançar 22,2 milhões de trabalhadores ao longo do ano.
Nesta sexta-feira, 15 de maio, dois grandes bancos públicos colocam em circulação mais um lote do abono salarial, beneficiando trabalhadores nascidos em maio e junho. O quarto repasse do ano libera R$ 5,7 bilhões para pouco mais de 4,5 milhões de pessoas que trabalharam com carteira assinada em 2024 e ganharam até R$ 2.766 mensais.
O abono não é um valor fixo. Quem recebe pode sacar entre R$ 136 e R$ 1.621, dependendo de quantos meses trabalhou durante o ano passado. A Caixa Econômica Federal fica responsável pelos trabalhadores da iniciativa privada inscritos no Programa de Integração Social — são quase 4 milhões de pessoas que receberão aproximadamente R$ 5 bilhões. O Banco do Brasil cuida dos servidores públicos vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, totalizando cerca de 585 mil beneficiários e R$ 700 milhões em transferências.
Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado no mínimo 30 dias em 2024 com registro formal, receber remuneração dentro do teto estabelecido e ter seus dados corretamente informados pelo empregador no sistema e-Social. O abono foi instituído há mais de três décadas pela Lei nº 7.998/90 e funciona como um complemento proporcional ao tempo de trabalho, podendo chegar até um salário mínimo. Os recursos saem do Fundo de Amparo ao Trabalhador, com habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A Caixa oferece múltiplas formas de acesso ao dinheiro. Quem tem conta na instituição recebe por crédito direto ou pela Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Para quem não é correntista, há opções de saque com o Cartão Social em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes, além de saque presencial nas agências com documento de identidade ou por biometria. O Banco do Brasil segue caminho similar, creditando em conta bancária, oferecendo transferência via TED ou Pix, e permitindo saque presencial para quem não é correntista.
Os interessados em conferir o valor exato, a data de liberação e sua habilitação têm vários canais à disposição. A Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br, o telefone 158 do Ministério do Trabalho, os aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa, além do atendimento Caixa ao Cidadão pelo número 0800-726-0207, permitem consultas rápidas. O calendário de pagamentos segue escalonado ao longo de 2026 conforme o mês de nascimento, e a expectativa é que aproximadamente 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono ao longo do ano.
Notable Quotes
O abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado— Lei nº 7.998/90