Na manhã de quinta-feira, 23 de julho, Vitória perdeu uma voz dedicada ao jornalismo de segurança pública: Caíque Verli, 33 anos, foi encontrado sem vida em seu apartamento no Jardim da Penha, onde morava sozinho. A Polícia Civil investiga as circunstâncias, mas os primeiros indícios apontam para causas naturais, possivelmente uma crise convulsiva. Sua morte interrompe uma trajetória construída com vocação e rigor — a de um repórter que escolheu testemunhar a dor alheia com cuidado e respeito, tornando-se referência no Espírito Santo.
Caíque Verli, repórter da TV Gazeta, é encontrado morto em Vitória
Lidava com pessoas em profunda dor com extremo cuidado e respeito
Como um jornalista tão jovem conseguiu se tornar referência em segurança pública?
Verli começou cedo. Entrou no programa de residência em 2014, logo após se formar, e passou anos cultivando fontes na polícia e nas operações do estado. Não era só cobertura — era relacionamento, confiança construída.
Qual era a diferença no jeito dele de fazer reportagem?
Segundo quem trabalhou com ele, Verli tinha um cuidado raro. Quando cobria crimes, quando entrevistava vítimas, ele não era apenas um repórter buscando a notícia. Ele respeitava a dor das pessoas. Isso é raro em segurança pública.
A morte dele foi repentina?
Sim. Encontrado sozinho em casa. As investigações apontam para uma crise convulsiva, questões de saúde. Ninguém esperava. Um homem de 33 anos, no auge da carreira.
Como a redação está lidando com isso?
Com o compromisso de continuar. O editor-chefe disse que vão honrar a memória dele fazendo jornalismo — exatamente o que Verli acreditava. É a forma deles de manter vivo o que ele representava.
Ele tinha alguma reportagem que o marcou especialmente?
A prisão do Marujo foi grande. Um dos traficantes mais procurados do estado. Mas provavelmente o que o marcou mais foi o trabalho diário — cobrir a violência do Espírito Santo com responsabilidade e respeito pelas pessoas envolvidas.
The Pulse
- Um repórter de 33 anos é encontrado morto sozinho em seu apartamento, deixando colegas e a comunidade jornalística do Espírito Santo em choque.
- A Polícia Civil abriu investigação, mas os primeiros sinais no local apontam para morte por causas de saúde, possivelmente uma crise convulsiva — sem indícios de violência.
- Caíque Verli havia construído uma carreira sólida na Rede Gazeta desde 2015, tornando-se uma das principais referências em cobertura de segurança pública do estado.
- Colegas descrevem a perda como irreparável: um jornalista com faro apurado, fontes cultivadas com cuidado e uma presença humana que fará falta tanto nas telas quanto na redação.
Na manhã de quinta-feira, 23 de julho, Vitória perdeu uma voz dedicada ao jornalismo de segurança pública: Caíque Verli, 33 anos, foi encontrado sem vida em seu apartamento no Jardim da Penha, onde morava sozinho. A Polícia Civil investiga as circunstâncias, mas os primeiros indícios apontam para causas naturais, possivelmente uma crise convulsiva. Sua morte interrompe uma trajetória construída com vocação e rigor — a de um repórter que escolheu testemunhar a dor alheia com cuidado e respeito, tornando-se referência no Espírito Santo.
Caíque Verli de Sousa tinha 33 anos e morava sozinho em Jardim da Penha, em Vitória, quando foi encontrado sem vida na manhã de quinta-feira, 23 de julho. A Polícia Civil instaurou investigação, mas as primeiras apurações no local indicam morte por razões de saúde, possivelmente uma crise convulsiva.
Natural de Carangola, Minas Gerais, Verli construiu toda sua carreira no Espírito Santo. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa em 2015, ingressou ainda naquele ano na Rede Gazeta pelo programa de residência. Passou pela produção impressa e digital, pela Rádio CBN Vitória e chegou à TV Gazeta, onde colaborava diariamente com o g1 ES e o telejornal Gazeta Meio Dia. Sua especialidade era a cobertura de segurança pública — área em que se tornou referência, acompanhando grandes operações policiais e reportagens como a prisão do traficante conhecido como Marujo.
Bruno Dalvi, editor-chefe da TV Gazeta, descreveu Verli como um jornalista responsável, com boas fontes e presença querida na redação. Rafaela Marquezini, apresentadora do Gazeta Meio Dia, destacou o cuidado com que ele tratava pessoas em situação de dor extrema — vítimas de violência, famílias enlutadas — sempre com respeito e sensibilidade. A redação reafirmou que honrará sua memória continuando o jornalismo com o mesmo compromisso que ele sempre teve.
Caíque Verli de Sousa tinha 33 anos quando foi encontrado morto em seu apartamento no bairro Jardim da Penha, em Vitória, na manhã de quinta-feira, 23 de julho. Morava sozinho. A Polícia Civil abriu investigação, mas as primeiras diligências no local indicam que ele faleceu por razões de saúde, possivelmente uma crise convulsiva.
Natural de Carangola, em Minas Gerais, Verli havia construído toda sua carreira jornalística no Espírito Santo. Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa em 2015 e ingressou ainda naquele ano na 17ª turma do Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. Começou trabalhando na produção de conteúdo para os veículos impresso e digital, passou pela Rádio CBN Vitória e, nos últimos anos, atuava como repórter da TV Gazeta, colaborando diariamente com o g1 ES com reportagens exclusivas e apurações para o telejornal Gazeta Meio Dia.
Ele se definia como um jornalista por vocação e formação. Sua especialidade era a cobertura de segurança pública, área em que se tornou uma das principais referências da emissora. Entre suas reportagens mais significativas estava a cobertura exclusiva da prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo, traficante que durante anos figurou entre os criminosos mais procurados do estado. Verli acompanhou algumas das principais operações policiais do Espírito Santo.
Bruno Dalvi, editor-chefe da TV Gazeta, g1 ES e ge ES, destacou o comprometimento do colega. Descreveu Verli como um jornalista responsável que cultivava boas fontes, especialmente na segurança pública. "Era um jovem alegre, animado, querido por todos os colegas", disse Dalvi, reafirmando que a redação honraria sua memória continuando o trabalho que ele mais acreditava: fazer jornalismo com o mesmo compromisso que ele sempre teve.
Rafaela Marquezini, apresentadora do Gazeta Meio Dia, lembrou do cuidado que Verli tinha ao lidar com as pessoas retratadas em suas reportagens. Ela o descreveu como alguém com inteligência aguçada, faro de notícia e paixão genuína pela profissão. "Ele lidava com pessoas em profunda dor, gente que tinha perdido alguém querido, que tinha passado por uma violência extrema, sempre com extremo cuidado e respeito", disse Marquezini. Ela o caracterizou também como um colega doce e querido, cuja ausência faria falta nas telas e na redação.
Notable Quotes
Era um jornalista muito comprometido com o trabalho, responsável, e cultivava boas fontes, principalmente na área de segurança pública— Bruno Dalvi, editor-chefe da TV Gazeta
Verli era um menino muito inteligente, com faro de notícia e apaixonado pelo jornalismo, com um grande senso de responsabilidade e de cuidado com as fontes— Rafaela Marquezini, apresentadora do Gazeta Meio Dia