Buffett confirma que foi ele quem iniciou investimento de US$ 31 bi na Alphabet

Foi um erro não ter investido no Google antes
Buffett reconhece que deveria ter entrado na Alphabet quando a empresa era menos intensiva em capital.
Mark

Por que Buffett esperou tanto para entrar no Google se o modelo de negócio era tão evidente desde 2018?

Mimi

Ele viu o modelo funcionar na Geico, mas não estava convencido de que a empresa venceria a longo prazo. Era um setor em transformação constante. Agora, com a IA, ele parece ter mudado de ideia sobre as chances de vitória.

Mark

E quanto ao risco que ele mesmo identificou – os centenas de bilhões em gastos com IA?

Mimi

É a tensão central. Buffett reconhece que é dinheiro de verdade sendo queimado. Mas aparentemente acredita que a Alphabet tem a estrutura e o histórico para sair vencedora dessa corrida, mesmo com os gastos imensos.

Mark

Por que ele enfatizou tanto que foi uma decisão dele, não de Greg Abel?

Mimi

Porque Buffett é Buffett. Ele ainda controla a narrativa da Berkshire. Deixar claro que foi ele quem iniciou o investimento reafirma que continua no comando das decisões estratégicas, mesmo com um novo CEO.

Mark

A Berkshire tem US$ 397 bilhões em caixa. Por que não investe mais?

Mimi

Porque, segundo ele, é difícil encontrar valor agora. Todo mundo está apostando. Buffett espera por oportunidades onde o retorno seja claramente superior ao risco. A Alphabet passou no teste, mas a maioria das outras coisas não.

Mark

Isso significa que ele vê a IA como o futuro?

Mimi

Não exatamente. Ele vê a Alphabet como uma empresa com vantagens competitivas duráveis que consegue gerar altos retornos sobre o capital. A IA é o contexto, mas o princípio é o mesmo de sempre.

  • Buffett encerrou a especulação: foi ele, não Greg Abel, quem orquestrou a maior aposta tecnológica da história da Berkshire.
  • O investimento expõe uma tensão central — a IA exige volumes colossais de capital, e ninguém sabe ainda quem sairá vencedor dessa corrida.
  • A Alphabet já ocupa 9% do portfólio da Berkshire, tornando-se a quarta maior posição, ao lado de ícones como Apple e Coca-Cola.
  • Buffett admite o risco abertamente: 'centenas de bilhões estão sendo desembolsados, e isso é dinheiro de verdade' — mas aposta que o histórico do Google justifica a escolha.
  • Com US$ 397 bilhões em caixa e um mercado que ele descreve como dominado por apostas, a Berkshire segue cautelosa — mas desta vez, decidiu agir.

Aos 95 anos, Warren Buffett revelou que foi ele próprio quem iniciou o investimento de US$ 31 bilhões da Berkshire Hathaway na Alphabet — uma virada que desafia décadas de distância deliberada do setor tecnológico. A decisão não é uma ruptura com sua filosofia, mas uma aplicação dela: Buffett acredita ter encontrado, na dona do Google, uma empresa com vantagens competitivas duráveis em meio à corrida pela inteligência artificial. O gesto carrega também uma confissão rara — a de um erro passado corrigido com paciência e convicção.

Warren Buffett encerrou meses de especulação com uma declaração direta à CNBC: foi ele mesmo quem tomou a decisão de investir US$ 31 bilhões da Berkshire Hathaway na Alphabet, dona do Google. Embora trabalhe em constante diálogo com Greg Abel — o novo CEO desde janeiro — Buffett deixou claro que ambos só avançam quando há consenso, e que a iniciativa partiu dele.

A aposta marca uma virada significativa para um investidor que historicamente manteve distância do setor de tecnologia. Buffett reconheceu publicamente que errou ao não entrar no Google mais cedo, quando a empresa ainda operava com um modelo menos intensivo em capital — antes da explosão de gastos em infraestrutura de IA. A Berkshire começou a acumular ações da Alphabet no terceiro trimestre do ano passado e, em junho, desembolsou US$ 10 bilhões em uma compra direta de ações fora do mercado aberto.

Hoje, a Alphabet representa 9% do portfólio da Berkshire — a quarta maior posição, atrás apenas de Apple, American Express e Coca-Cola. Buffett afirmou que a empresa 'tem mais chances de ser uma vencedora do que 90% ou 95% do que é oferecido em Wall Street', com base em seu histórico. Mas não minimiza os riscos: o compromisso colossal de capital que Google e concorrentes estão fazendo em IA é, para ele, 'a grande questão agora'.

A aposta na Alphabet não representa um desvio de sua filosofia clássica — é uma aplicação dela. Buffett busca empresas que gerem altos retornos sobre o capital por longos períodos, como a American Express, que rende 30% sem os riscos de bancos que entregam 13% ou 14%. Em um mercado que ele descreve como dominado por apostas e com a Berkshire sentada sobre US$ 397 bilhões em caixa, a escolha pelo Google é, acima de tudo, uma declaração de convicção sobre vantagens competitivas duráveis.

Warren Buffett colocou a questão em repouso com uma frase simples: foi ele mesmo. Durante anos, especulava-se que Greg Abel, o novo presidente-executivo da Berkshire Hathaway desde janeiro, teria orquestrado o investimento de US$ 31 bilhões da empresa na Alphabet, dona do Google. Buffett, em entrevista à CNBC, deixou claro que a decisão partiu dele, embora ressaltasse que trabalha em constante diálogo com Abel e que ambos só avançam quando há acordo.

O investimento marca uma virada notável para um homem que historicamente evitou o setor de tecnologia. Buffett reconheceu que cometeu um erro ao não ter entrado no Google antes – especialmente quando a empresa ainda operava com um modelo de negócio menos voraz em capital, antes da explosão de gastos necessários para construir infraestrutura de inteligência artificial. A Berkshire começou a comprar ações da Alphabet no terceiro trimestre do ano passado e desde então ampliou suas posições. Em junho, desembolsou US$ 10 bilhões em uma compra direta de ações que não circulavam no mercado.

Hoje, a Alphabet representa 9% do portfólio da Berkshire – a quarta maior posição, atrás apenas de Apple, American Express e Coca-Cola. É um peso significativo para uma empresa que, até pouco tempo atrás, Buffett observava de longe. Segundo a CNBC, o Google estava em seu radar desde 2018, quando acompanhava de perto a operação da Geico, a seguradora controlada pela Berkshire. Viu funcionar o modelo de vendas de anúncios do Google, mas não estava convencido de que a empresa liderada por Sundar Pichai venceria a longo prazo em um setor em constante transformação.

Quando perguntado por que escolheu a Alphabet em vez de outras gigantes de inteligência artificial, Buffett respondeu que a dona do Google "tem mais chances de ser uma vencedora, com base em seu histórico, do que 90% ou 95% do que é oferecido em Wall Street". Mas ele não minimiza os riscos. A preocupação central é o compromisso colossal de capital que a Alphabet e seus concorrentes estão fazendo no desenvolvimento de IA. "Essa é a grande questão agora – já que todos estão desembolsando centenas de bilhões, e isso é dinheiro de verdade", disse.

Buffett, que completará 96 anos no próximo mês, ofereceu uma reflexão mais ampla sobre o mercado atual. É "difícil encontrar valor quando todo mundo está preferindo fazer apostas", observou. A Berkshire possui hoje US$ 397,4 bilhões em caixa – a maior reserva de sua história. Para Buffett, o segredo dos investimentos é encontrar empresas que gerem altos retornos sobre o capital por longos períodos. Um bom investimento, na sua visão, é aquele que entrega consistentemente um retorno bem superior ao dos Treasuries. Citou a American Express como exemplo: rende 30% sobre o capital sem assumir riscos maiores do que bancos que rendem 13% ou 14%. A aposta na Alphabet, portanto, não é um desvio de sua filosofia – é uma aplicação dela em um momento em que ele acredita ter encontrado uma empresa com vantagens competitivas duráveis.

A Alphabet tem mais chances de ser uma vencedora, com base em seu histórico, do que 90% ou 95% do que é oferecido em Wall Street
— Warren Buffett
É difícil encontrar valor quando todo mundo está preferindo fazer apostas
— Warren Buffett
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