Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset, é novo colunista do C-Level

É um mundo diferente em termos de inflação e juros
Funchal resume o legado estrutural da pandemia que moldará suas análises para o C-Level.
Mark

Por que um economista que trabalhou no Tesouro Nacional durante a pandemia escolhe agora escrever para um jornal? Qual é a motivação?

Mimi

Funchal passou cinco anos em um programa de rádio traduzindo economia para o público geral. Parece ser algo que ele valoriza — tornar acessível o que é complexo. Uma coluna em um grande jornal é uma plataforma maior para isso.

Luke

Mas a gente não sabe se foi escolha dele ou convite da Folha. O texto não deixa claro quem procurou quem.

Mark

Certo. E quanto ao timing — por que agora, em 2026, e não antes?

Mimi

Ele está na Bradesco Asset desde maio de 2022. Talvez tenha levado tempo para consolidar a posição lá antes de assumir um compromisso de coluna quinzenal.

Luke

Ou talvez o C-Level tenha procurado ele especificamente porque queriam alguém com credencial de governo recente. Mas novamente, o texto não diz.

Mark

Ele fala bastante sobre a pandemia deixando legado de inflação e juros altos. Isso vai ser o foco das colunas?

Mimi

Provavelmente será um tema recorrente. Ele passou por aquilo no Tesouro, viu de perto como o déficit saltou de 2% para 9% do PIB. Agora está no mercado financeiro vendo as consequências.

Luke

Verdade. Mas o texto lista vários temas que as colunas vão cobrir — política econômica, monetária, fiscal, investimentos, mercado de capitais, tecnologia. Não sabemos qual vai ser o peso de cada um.

Mark

Qual é a relevância dele para o mercado financeiro agora, em 2026?

Mimi

Ele é CEO de um dos maiores gestores de ativos do país. Tem acesso a dados, conversas, tendências que o público geral não tem. Além disso, sua pesquisa acadêmica sobre falências e recuperação judicial o torna alguém que entende ciclos econômicos.

Luke

Sim, mas o texto não diz nada sobre o desempenho da Bradesco Asset sob sua liderança, ou qual é a posição dela no mercado. Sabemos que ele está lá desde 2022, mas não sabemos como foi esse período.

  • O C-Level, novo site de negócios da Folha, estreia com um colunista de peso: Bruno Funchal, que esteve no centro das decisões fiscais durante a crise da covid-19.
  • O desafio é imenso — déficits que saltaram de 2% para 9% do PIB durante a pandemia deixaram cicatrizes estruturais que Funchal conhece de dentro.
  • Inflação e juros elevados persistem globalmente, e Funchal argumenta que o mundo pré-pandemia simplesmente não voltou — nem para economias desenvolvidas, nem para as emergentes.
  • Com colunas quinzenais sobre política econômica, fiscal, monetária e mercado de capitais, Funchal promete ser uma ponte entre o jargão técnico e o leitor de negócios.
  • A chegada reforça a aposta do C-Level em análises com profundidade institucional, combinando experiência governamental recente, rigor acadêmico e leitura de mercado.

Em um momento em que o Brasil e o mundo ainda digerem os legados fiscais e inflacionários da pandemia, Bruno Funchal — economista formado entre a academia, o setor público e o mercado financeiro — passa a assinar uma coluna quinzenal no C-Level, novo espaço de negócios e finanças da Folha de S.Paulo. Sua trajetória, que vai da Secretaria do Tesouro Nacional à liderança da Bradesco Asset Management, sugere que a análise econômica ganha uma voz capaz de traduzir a complexidade técnica em compreensão pública. É o encontro entre quem viveu as decisões por dentro e quem agora se propõe a explicá-las.

Bruno Funchal, economista à frente da Bradesco Asset Management desde maio de 2022, estreia como colunista quinzenal do C-Level, novo site de negócios e finanças da Folha de S.Paulo. Suas análises — sobre política econômica, fiscal, monetária, investimentos e os efeitos da tecnologia nos negócios — começam a circular nesta semana no digital e na edição impressa.

O currículo de Funchal transita entre mundos raramente unidos em uma só trajetória. Doutor em economia pela EPGE-FGV com pós-doutorado pelo IMPA, ele também passou cinco anos em um programa de rádio sobre economia — experiência que descreve como formativa para sua capacidade de tornar temas complexos acessíveis ao público geral.

No setor público, foi secretário da Fazenda do Espírito Santo entre 2017 e 2018, período em que o estado alcançou nota máxima em avaliações de saúde financeira. Depois, no governo federal, atuou como secretário do Tesouro Nacional durante a pandemia de covid-19 — enfrentando o desafio de financiar um déficit que saltou de cerca de 2% para 9% do PIB em questão de meses.

Sua pesquisa acadêmica se concentrou em mudanças institucionais e regulatórias, com especialização em legislação de falências e recuperação judicial. Participou das discussões sobre a lei de falências ainda como doutorando em 2005 e integrou a elaboração da versão aprovada em 2021 — tornando-se referência nacional no tema.

Para Funchal, a pandemia deixou um legado estrutural que não se desfaz facilmente: déficits, inflação e juros mais elevados persistem tanto no Brasil quanto nas economias desenvolvidas. 'É um mundo diferente em termos de nível de inflação e juros', resume. Com essa leitura como pano de fundo, o C-Level ganha um analista que une experiência governamental recente, rigor acadêmico e visão do mercado financeiro.

Bruno Funchal, economista que comandou a Bradesco Asset Management desde maio de 2022, estreia nesta semana como colunista do C-Level, novo site de negócios e finanças da Folha. Suas colunas quinzenais começam a circular nesta terça-feira no digital e na quarta na edição impressa, trazendo análises sobre política econômica, monetária e fiscal, investimentos, mercado de capitais, gestão empresarial e os efeitos da tecnologia sobre negócios e finanças.

Funchal chega ao C-Level com um currículo que transita entre academia, setor público e mercado financeiro. Formado pela Universidade Federal Fluminense, é doutor em economia pela EPGE-FGV com pós-doutorado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada. Sua trajetória inclui ainda cinco anos em um programa de rádio sobre economia — um período que ele próprio aponta como formativo para sua capacidade de traduzir temas complexos para o público geral.

No setor público, Funchal acumulou experiências em diferentes níveis. Foi secretário da Fazenda do Espírito Santo entre 2017 e 2018, período em que o estado recebeu nota máxima em avaliações de saúde financeira estadual. No governo federal, atuou como secretário do Tesouro Nacional e secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia entre 2020 e 2021, anos marcados pela pandemia de covid-19.

Sua pesquisa acadêmica concentrou-se nos efeitos de mudanças institucionais e regulatórias na economia, com especialização em legislação de falências e recuperação judicial — tema sobre o qual se tornou referência no Brasil. Essa expertise o levou a participar, ainda como aluno de doutorado em 2005, das discussões sobre a lei de falência do governo Lula, e depois a integrar a própria confecção da lei, que começou no governo Temer e foi aprovada em 2021.

A passagem pela Secretaria da Fazenda do Espírito Santo ampliou seu foco para questões de política fiscal. No Tesouro Nacional, enfrentou o desafio de financiar um déficit que saltou de aproximadamente 2% para 9% do Produto Interno Bruto durante a crise sanitária. Funchal observa que a pandemia deixou como legado estrutural déficits, inflação e juros mais elevados não apenas no Brasil, mas globalmente. Segundo ele, a inflação nunca retornou aos patamares pré-pandemia, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, e o déficit nominal permanece elevado em economias mundo afora.

"É um mundo diferente em termos de nível de inflação e juros", afirma, resumindo o cenário que enfrentará em suas análises para o C-Level. Este ano, Funchal já havia escrito uma série de artigos sobre o desafio fiscal brasileiro, tema que promete continuar explorando em suas colunas. O C-Level, que também oferece análises exclusivas, alertas de notícias, curadoria especializada e entrevistas com protagonistas da política e da economia, ganha com sua chegada um analista que combina experiência governamental recente com perspectiva acadêmica e visão do mercado financeiro.

A inflação foi e nunca voltou para o ponto original como estava antes da pandemia. Tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, o déficit nominal está mais elevado.
— Bruno Funchal
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