Brax supera Globo e encaminha acordo para transmitir Série B pela Band

A Brax arcará com a diferença se não atingir o valor prometido
Estrutura de garantia oferecida aos clubes protege receita mesmo se vendas de direitos em outras plataformas forem menores.
Mark

Por que a Brax conseguiu fazer uma oferta que a Globo não fez?

Mimi

A Globo é uma emissora de TV. Ela lucra com publicidade em TV aberta. A Série B não atrai audiência suficiente para justificar esse investimento direto. A Brax é uma empresa de marketing que já trabalha com direitos esportivos. Ela ganha dinheiro de forma diferente — através de patrocínios, propriedades comerciais, intermediação. Para ela, o torneio é um ativo que pode ser monetizado de várias formas ao mesmo tempo.

Mark

Mas a Band também não está pagando nada. Como isso funciona?

Mimi

A Band entra porque a receita já está garantida por outras fontes. A Brax vende patrocínios, negocia com serviços de streaming, trabalha com parceiros regionais. A Band simplesmente transmite em TV aberta e divide as cotas de patrocínio com a Brax. É um modelo que reduz risco para a emissora e permite que ela tenha conteúdo esportivo sem desembolso inicial.

Mark

E se a Brax não conseguir vender os direitos em TV paga pelo valor que prometeu?

Mimi

Ela paga a diferença do seu bolso. É por isso que a proposta é tão atrativa para os clubes. Eles têm uma garantia. A Brax está apostando que consegue monetizar o torneio através de patrocínios e direitos em streaming. Se errar no cálculo, ela absorve o prejuízo.

Mark

Qual é o risco real aqui?

Mimi

Que a Brax tenha superestimado a capacidade de vender direitos da Série B em TV paga e streaming. A ESPN e NSports fizeram propostas, mas ninguém sabe por quanto. Se forem valores baixos, a Brax terá que cobrir a diferença. Além disso, há o risco de que o modelo de patrocínios regionalizados não funcione tão bem quanto funcionou no Carioca.

Mark

Por que a CBF deixou a IMG cair?

Mimi

Porque a IMG não entregou resultados. Os clubes estavam recebendo pouco dinheiro. A Globo não queria TV aberta. O SBT desistiu. Ninguém estava interessado em pagar bem pela Série B. A CBF precisava de uma solução urgente, então conversou com parceiros e ajudou a estruturar essa proposta da Brax.

Mark

O que muda para o torcedor?

Mimi

Provavelmente nada no curto prazo. Os jogos continuam sendo transmitidos. A diferença é que agora há mais dinheiro chegando aos clubes, o que teoricamente deveria melhorar a qualidade do futebol. Mas isso depende de como cada clube gasta o dinheiro.

  • A Série B ficou sem solução viável após a IMG não entregar resultados e a Globo recusar a TV aberta, deixando o torneio em um vácuo comercial perigoso.
  • A Brax entrou com uma oferta de R$ 210 milhões anuais — ligeiramente acima do que a Globo pagava — e uma garantia pessoal de cobrir qualquer diferença caso as vendas de direitos não atinjam o prometido.
  • A Band aceitou transmitir os jogos em rede nacional sem custo direto, funcionando como parceira na divisão de receitas de patrocínio, no mesmo modelo já testado no Campeonato Carioca.
  • Globo, Disney e NSports já apresentaram propostas para TV paga e streaming, e a Brax atuaria como intermediária, repassando os valores arrecadados diretamente aos clubes.
  • Os representantes dos vinte clubes reagiram positivamente e se reunirão com a CBF na quinta-feira para tomar a decisão final sobre o acordo.

No cenário em que o futebol brasileiro busca novos modelos de sustentabilidade, a Brax — empresa de marketing esportivo — apresentou à CBF e aos clubes da Série B uma proposta de R$ 210 milhões anuais até 2026, superando o contrato anterior da Globo e abrindo caminho para uma parceria inédita com a Band em TV aberta. O movimento reflete uma transformação mais ampla na lógica dos direitos de transmissão: em vez de uma única emissora concentrando poder e risco, surge um arranjo distribuído, no qual patrocínios, plataformas digitais e TV aberta coexistem sob uma mesma gestão. A decisão final, marcada para quinta-feira, determinará se esse novo modelo encontra aceitação entre os vinte clubes que mais têm a ganhar — ou a perder — com a escolha.

A Brax, empresa de marketing esportivo que já administra os direitos do Campeonato Carioca, apresentou nesta terça-feira uma proposta à CBF e aos clubes da Série B: R$ 210 milhões anuais até 2026 para gerir a transmissão da segunda divisão do futebol brasileiro. O valor supera os R$ 208 milhões que a Globo pagava anteriormente, encerrando um ciclo em que a emissora dominava a cobertura do torneio.

O modelo proposto é distinto dos anteriores. A Band transmitiria os jogos em TV aberta com cobertura nacional sem pagar diretamente pelos direitos — participaria como parceira na divisão de receitas de patrocínio, replicando o arranjo já em vigor no Carioca. Para outras plataformas, a Brax atuaria como intermediária: Globo, Disney e NSports já apresentaram ofertas para TV paga e streaming, e qualquer uma delas poderia ser aceita, com os valores repassados aos clubes.

O mecanismo de garantia é central na proposta: se a Brax não arrecadar o valor prometido com a venda de direitos em outras mídias, a empresa arcará pessoalmente com a diferença. Essa segurança contrasta com o período anterior, quando a IMG negociava os direitos sem resultados satisfatórios — na primeira rodada sob aquele modelo, as emissoras interessadas em TV aberta ofereceram apenas R$ 80 milhões no total.

Os representantes dos vinte clubes reagiram positivamente durante a reunião de terça-feira e concordaram em se reunir novamente com a CBF na quinta-feira, às 11 horas, para analisar os detalhes e tomar uma decisão final. A Brax prometeu repassar R$ 210 milhões já em 2023, divididos igualmente entre os times, com correção monetária nos anos seguintes.

A intervenção da CBF foi decisiva para que a Band entrasse no negócio, e a descentralização proposta pela Brax — com vendas regionalizadas e múltiplos parceiros — representa uma ruptura com modelos nos quais uma única emissora ou agência concentrava todas as negociações. A decisão de quinta-feira dirá se essa aposta encontra respaldo entre os clubes.

A Brax, empresa de marketing que já administra os direitos do Campeonato Carioca, apresentou nesta terça-feira uma proposta ambiciosa à CBF e aos clubes da Série B: R$ 210 milhões anuais até 2026 para comandar a transmissão da segunda divisão do futebol brasileiro. O valor supera ligeiramente os R$ 208 milhões que a Globo desembolsava sob o contrato anterior, encerrando um período em que a emissora carioca dominava a cobertura do torneio.

O acordo, se aprovado, levaria os jogos para a Band em TV aberta com cobertura nacional. A emissora do Morumbi não pagaria diretamente pelos direitos — em vez disso, funcionaria como parceira na divisão de receitas de patrocínio, seguindo o mesmo modelo que a Brax já utiliza com sucesso no estadual carioca. Para outras plataformas, a empresa atuaria como intermediária, avaliando propostas de canais pagos e serviços de streaming. Globo, Disney e NSports já apresentaram ofertas para transmissão em TV paga e pay-per-view, e qualquer uma delas poderia ser aceita pela Brax, que repassaria os valores arrecadados aos clubes.

O mecanismo de garantia é particularmente relevante: caso a Brax não consiga arrecadar o valor prometido através da venda de direitos em outras mídias, a empresa arcará pessoalmente com a diferença. Essa estrutura oferece aos clubes uma segurança que não tinham sob a administração anterior, quando a IMG negociava os direitos sem resultados satisfatórios. Na primeira rodada de negociações sob aquele modelo, as emissoras interessadas em TV aberta ofereceram apenas R$ 80 milhões no total — a Globo recusou-se a participar desse segmento, e o SBT abandonou as tratativas por considerar o torneio pouco atrativo comercialmente.

Os representantes dos vinte clubes que disputarão a Série B reagiram positivamente à proposta durante a reunião de terça. Todos concordaram em se reunir novamente com a CBF na quinta-feira, às 11 horas, para estudar os detalhes e tomar uma decisão final. A Brax prometeu repassar R$ 210 milhões em 2023, divididos igualmente entre os times como cota de participação, com correção monetária nos anos seguintes até 2026.

A estratégia da empresa vai além da simples transmissão. Ela assumiria toda a comercialização de marketing e propriedades relacionadas ao torneio, replicando a abordagem que desenvolveu no Carioca. A ideia é regionalizar as vendas e trabalhar com parceiros que enxerguem força comercial nos clubes da Série B em seus respectivos mercados locais. Essa descentralização contrasta com modelos anteriores, nos quais uma única emissora ou agência centralizava todas as negociações.

A intervenção da CBF foi crucial para que a Band entrasse no negócio. Sem a confederação conversando com parceiros e ajudando a estruturar a solução, a emissora não teria motivo para se envolver em um torneio que historicamente gera pouco retorno direto em audiência. Agora, com a Brax garantindo receita através de patrocínios e direitos em outras plataformas, a Band consegue participar sem risco financeiro imediato.

O que estava em jogo era simples: a Série B precisava de um novo modelo de negócio. A IMG não havia entregado resultados. A Globo, líder de audiência, só se interessava por TV paga. O SBT desistiu. A ESPN e NSports buscavam pacotes específicos para seus serviços de assinatura e streaming. Nenhuma solução isolada resolvia o problema. A Brax, ao propor um arranjo que combina TV aberta com receitas de patrocínio e direitos em outras mídias, ofereceu uma alternativa que distribui o risco e promete maior estabilidade financeira aos clubes. A decisão de quinta-feira dirá se essa aposta funcionará.

A Brax informou aos clubes que, se o contrato for aceito, a Band deve fazer os jogos em TV aberta em rede nacional
— Notícias da TV
Fale Conosco FAQ