Brasileira é morta a facadas na Itália; família arrecada fundos para traslado

Jéssica Stapazzollo, 33 anos, foi morta a facadas; sua mãe precisou de atendimento médico após receber a notícia.
Cada contribuição representa o carinho de quem a conheceu
Mensagem publicada pela família de Jéssica na vaquinha online para arrecadar fundos do traslado.
Mark

Por que a família precisou organizar uma vaquinha? Não há cobertura estatal para isso?

Mimi

O traslado internacional de corpos é caro — passagens aéreas especiais, documentação, procedimentos legais em dois países. Sessenta mil reais é um valor real que famílias brasileiras no exterior enfrentam quando algo assim acontece.

Luke

Mas a gente não sabe se o consulado ofereceu alguma assistência financeira ou se esgotou todas as opções antes de abrir a vaquinha. A reportagem não deixa claro.

Mark

O ex-companheiro confessou. Isso significa que o caso está fechado?

Mimi

Confissão é um passo importante, mas a investigação continua. Há sempre questões de motivação, circunstâncias, se havia histórico de violência. A polícia italiana segue trabalhando.

Luke

Exatamente. A gente sabe que ele confessou, mas não sabemos por quê. Não há contexto sobre o relacionamento, se havia sinais de perigo antes. A reportagem para na confissão.

Mark

A mãe dela precisou de atendimento médico. Como ela está agora?

Mimi

O padrasto mencionou isso como um fato do momento em que receberam a notícia. Não há atualizações sobre como a família está lidando com o luto agora, semanas depois.

Luke

Isso é um vazio importante. Sabemos que houve um choque agudo, mas a história da família — como estão processando isso, se há apoio psicológico — fica de fora.

  • Jéssica foi atingida 27 vezes entre a noite de 26 e a manhã de 27 de outubro, e seu corpo só foi encontrado cerca de 24 horas depois — um silêncio que pesa.
  • O ex-companheiro confessou o assassinato e está preso, mas os detalhes sobre o histórico de violência no relacionamento ainda não foram revelados pelas autoridades italianas.
  • A mãe de Jéssica precisou de atendimento médico ao receber a notícia de madrugada — o choque físico de uma dor que não cabe no corpo.
  • O traslado internacional do corpo pode custar até R$ 60 mil, e até o início de novembro nenhuma data havia sido definida para a repatriação.
  • Familiares e amigos lançaram uma vaquinha online, pedindo contribuições nas redes sociais para custear o velório na Itália e o retorno de Jéssica ao Brasil.

A milhares de quilômetros de sua terra natal em Santa Catarina, Jéssica Stapazzollo, 33 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro na cidade italiana de Castelnuovo del Garda — mais um nome inscrito na longa e dolorosa lista de mulheres ceifadas pela violência doméstica. O crime atravessa fronteiras não apenas geográficas, mas também burocráticas: a família, ainda em choque, precisa reunir até R$ 60 mil para trazer o corpo de volta ao Brasil, transformando o luto em uma corrida contra o tempo e a escassez. Há algo de profundamente humano — e igualmente perturbador — no fato de que o retorno de uma filha à sua terra exija uma vaquinha.

Jéssica Stapazzollo tinha 33 anos e vivia em Castelnuovo del Garda, no norte da Itália, quando foi morta a facadas pelo ex-companheiro. Entre a noite de 26 e a manhã de 27 de outubro, ela foi atingida 27 vezes. O corpo só foi encontrado cerca de 24 horas depois. O suspeito confessou o crime e foi preso pelas autoridades italianas.

Natural de Içara, no sul de Santa Catarina, Jéssica tinha dupla cidadania — brasileira e italiana. O Consulado-Geral do Brasil em Milão confirmou sua identidade e informou estar acompanhando o caso, mas a burocracia do traslado internacional seguia sem data definida até o início de novembro.

O padrasto de Jéssica, Mauricio Donato, mora a cerca de 15 quilômetros do local do crime. Ele e a mãe dela foram acordados pela polícia por volta das 4h40 da madrugada de 28 de outubro. O impacto foi tão violento que a mãe precisou de atendimento médico.

Agora a família enfrenta uma barreira concreta: o traslado do corpo pode custar até R$ 60 mil. Para reunir esse valor, parentes e amigos organizaram uma vaquinha online. O plano é realizar o velório primeiro na Itália e, em seguida, trazer Jéssica de volta ao Brasil — uma jornada final que depende da generosidade de quem a conheceu.

Jéssica Stapazzollo tinha 33 anos quando foi morta a facadas na Itália. O crime aconteceu em Castelnuovo del Garda, uma cidade no norte do país, onde ela morava. Entre a noite de 26 e a manhã de 27 de outubro, ela foi atingida 27 vezes. O corpo foi descoberto cerca de 24 horas depois. O ex-companheiro confessou o assassinato e foi preso.

Natural de Içara, no sul de Santa Catarina, Jéssica possuía dupla cidadania — italiana e brasileira. O Consulado-Geral do Brasil em Milão confirmou sua identidade e informou que está acompanhando o caso junto às autoridades locais italianas, oferecendo apoio à família. Mas a burocracia do traslado internacional segue em aberto: até a manhã de segunda-feira, 3 de novembro, não havia data definida para trazer o corpo de volta ao Brasil.

O padrasto de Jéssica, Mauricio Donato, mora a cerca de 15 quilômetros do local onde o crime ocorreu. Ele e a mãe dela receberam a notícia na madrugada de terça-feira, 28 de outubro, quando a polícia chegou por volta das 4h40. "Minha esposa ficou muito abalada e precisou de atendimento médico", relatou Donato. A mãe de Jéssica não conseguiu processar o choque sozinha.

Agora a família enfrenta uma questão prática e urgente: o dinheiro. O traslado do corpo pode custar até 60 mil reais. Parentes e amigos organizaram uma vaquinha online para arrecadar fundos. Nas redes sociais, as postagens pedem contribuições de quem conheceu Jéssica. "Cada contribuição é importante e representa o carinho de quem a conheceu", diz uma das mensagens. O plano é fazer o velório primeiro na Itália, depois transportar o corpo ao Brasil.

O caso segue sob investigação das autoridades italianas. A confissão do ex-companheiro foi confirmada por familiares, mas os detalhes sobre o que levou ao crime — se houve discussão, se havia histórico de violência — não foram divulgados. O que se sabe é que uma mulher brasileira morreu longe de casa, e sua família agora tenta reuni-la com o Brasil através de uma campanha de arrecadação que mede em reais o preço do luto.

Minha esposa ficou muito abalada e precisou de atendimento médico
— Mauricio Donato, padrasto de Jéssica
Cada contribuição é importante e representa o carinho de quem a conheceu
— Postagem da família na vaquinha online
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