Brasil vence Japão no tie-break e conquista bronze no Mundial de vôlei 2025

Bloqueios precisos e pontos cruciais de Gabi no tie-break
O Brasil superou dois match points contra para vencer o Japão por 18/16 no set decisivo.
Mark

Por que essa vitória sobre o Japão importa tanto se o Brasil perdeu a chance de ouro na semifinal?

Mimi

Porque virar a chave emocionalmente em menos de 24 horas é extraordinário. Essas jogadoras estavam destruídas após perder para a Itália. Voltar e vencer em tie-break mostra caráter.

Luke

Mas é importante notar que o Japão não é a Itália. O Brasil foi favorito nesse jogo. A questão real é: por que o Brasil não consegue vencer os Mundiais? Tem ouro olímpico, mas nunca ganhou um Mundial.

Mimi

Verdade. A Itália está em outro patamar agora — invicta há 35 jogos, campeã olímpica. O Brasil está reconstruindo com jogadoras jovens como Julia Bergmann.

Mark

Gabi Guimarães fez 29 pontos. Ela é a liderança que o Brasil precisa para chegar ao ouro?

Mimi

Ela é versátil, ataca bem, bloqueia bem. Mas no tie-break, foram os bloqueios coletivos que decidiram, não apenas um nome.

Luke

Cuidado com superestimar uma performance. Gabi foi excelente, mas o Japão também cometeu erros. Mayu Ishikawa não teve o mesmo destaque. Precisamos saber se o Brasil jogou melhor ou se o Japão jogou pior.

Mark

O que muda para Los Angeles 2028?

Mimi

Esse bronze é um passo. Mas o Brasil sabe que precisa fechar a lacuna com a Itália. Duas medalhas de ouro olímpicas não são suficientes — o título mundial ainda falta.

Luke

E vale lembrar: o Brasil venceu o Japão em 2024 nas Olimpíadas e no Pré-Olímpico de 2023. Esse não é um resultado surpreendente historicamente.

  • Menos de 24 horas após a derrota para a Itália na semifinal, as brasileiras precisaram encontrar forças emocionais para disputar o bronze — e o fizeram com domínio nos dois primeiros sets.
  • O Japão recusou-se a ceder, reagindo no terceiro set e forçando um quarto set tenso que terminou em 29/27, levando a partida ao tie-break e reabrindo todas as incertezas.
  • No set decisivo, o Brasil chegou a enfrentar dois match points contra, com o Japão ameaçando uma virada histórica que colocou à prova a maturidade de cada jogadora em quadra.
  • Gabi Guimarães, com 29 pontos, e bloqueios precisos nos momentos críticos selaram o 18/16 final, desencadeando lágrimas de alívio e conquista entre Roberta, Julia Bergmann e Julia Kudiess.
  • O bronze confirma a segunda medalha do Brasil na história do Mundial e posiciona a seleção renovada como força crescente rumo aos Jogos de Los Angeles 2028.

Em Bangkok, no domingo 7 de setembro de 2025, a seleção brasileira feminina de vôlei encontrou no bronze não apenas uma medalha, mas uma afirmação de caráter — vencendo o Japão por 3 sets a 2 em um tie-break que exigiu superar a dor da semifinal perdida menos de um dia antes. Sob o comando de José Roberto Guimarães, uma equipe em transição geracional mostrou que resiliência e talento podem coexistir, plantando sementes para o ciclo olímpico que se aproxima.

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de 2025 em Bangkok neste domingo, derrotando o Japão por 3 sets a 2 em um tie-break emocionante. O placar final — com parciais de 25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16 — carregou peso especial por chegar menos de 24 horas após a derrota dolorosa para a Itália na semifinal. Sob o comando de José Roberto Guimarães, as brasileiras precisaram combinar domínio técnico e força mental para atravessar uma partida que oscilou entre o controle e a beira do colapso.

Os dois primeiros sets foram de imposição brasileira, com parciais folgadas que pareciam anunciar uma vitória tranquila. O Japão, porém, reagiu com determinação, venceu o terceiro set e forçou um quarto set dramático que terminou em 29/27, levando a decisão ao tie-break. No set decisivo, o Brasil chegou a enfrentar dois match points contra antes de virar com pontos decisivos de Gabi Guimarães e bloqueios que neutralizaram os ataques japoneses. O 18/16 final abriu espaço para a emoção: Roberta, Julia Bergmann e Julia Kudiess choraram ao fim da partida, refletindo o peso de uma conquista que chegava após o revés na busca pelo título inédito.

Gabi Guimarães foi a grande protagonista individual, com 29 pontos e atuação versátil no ataque e no bloqueio. Julia Bergmann, revelação do torneio, somou 16 pontos e consolidou-se como peça central do ataque brasileiro. A levantadora Roberta, mesmo exausta emocionalmente, distribuiu o jogo com precisão sob pressão constante.

O caminho até o bronze incluiu vitórias sobre Grécia e Porto Rico na fase de grupos, uma virada épica contra a França por 3 a 2 e outra recuperação nas oitavas contra a República Dominicana. Nas quartas, o Brasil voltou a superar a França, desta vez por 3 a 0, antes de ser parado pela Itália — invicta há 35 jogos e atual campeã olímpica — na semifinal. A conquista é a segunda medalha do Brasil na história do Mundial, repetindo o bronze de 2014, e reforça a preparação para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, onde a seleção buscará o tricampeonato.

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de 2025 em Bangkok neste domingo, 7 de setembro, derrotando o Japão em um tie-break que exigiu toda a força mental da equipe. O placar final foi 3 sets a 2, com parciais de 25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16 — uma vitória que ganhou peso especial porque veio menos de 24 horas após a derrota dolorosa para a Itália na semifinal. Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, as brasileiras mostraram resiliência em um jogo que começou com domínio claro mas exigiu superação nos momentos finais.

Os dois primeiros sets revelaram uma equipe segura de seu jogo. O Brasil impôs seu ritmo ofensivo e defensivo, vencendo com parciais de 25/12 e 25/17 que pareciam indicar um caminho tranquilo para o pódio. O Japão, porém, reagiu no terceiro set, conquistando a vitória por 25/19 e depois forçando um quarto set extremamente disputado. Nesse set, as japonesas conseguiram levar a partida ao tie-break com uma vitória apertada de 29/27, mantendo viva a possibilidade de uma virada surpreendente.

No set decisivo, o Brasil chegou a liderar, mas permitiu que o Japão se aproximasse e enfrentou dois match points contra. O momento crítico veio com pontos decisivos de Gabi Guimarães e bloqueios precisos que neutralizaram os ataques japoneses. O placar final de 18/16 selou a vitória e abriu espaço para a emoção contida durante toda a campanha. Jogadoras como Roberta, Julia Bergmann e Julia Kudiess choraram ao fim da partida, refletindo o peso emocional de uma conquista que chegava após o revés na busca pelo título inédito.

Gabi Guimarães foi a grande destaque individual, liderando a equipe com 29 pontos e mostrando versatilidade tanto no ataque quanto no bloqueio. Julia Bergmann, uma das revelações do torneio, contribuiu com 16 pontos, consolidando-se como peça-chave no ataque brasileiro. A levantadora Roberta, apesar da exaustão emocional que atravessava após a semifinal, foi essencial na organização tática do jogo, distribuindo bolas com precisão mesmo sob pressão.

O caminho do Brasil até essa final pelo bronze foi marcado por atuações consistentes e capacidade de recuperação. Na fase de grupos, a equipe venceu Grécia e Porto Rico com tranquilidade, ambas por 3 a 0. Depois veio uma virada épica contra a França por 3 a 2, seguida por outra recuperação nas oitavas de final contra a República Dominicana, também por 3 a 1. Nas quartas, o Brasil enfrentou novamente a França em um jogo intenso com parciais apertadas, vencendo por 3 a 0 e garantindo a vaga na semifinal. Ali, a Itália — atual campeã olímpica e invicta há 35 jogos — interrompeu o sonho do título com uma vitória por 3 a 2.

A rivalidade entre Brasil e Japão no vôlei feminino é marcada por duelos equilibrados e momentos memoráveis. Um dos mais significativos foi a semifinal dos Jogos de Londres em 2012, quando o Brasil venceu por 3 a 0 rumo ao ouro olímpico. No Mundial de 2022, as equipes se enfrentaram duas vezes: o Japão venceu na fase de grupos por 3 a 1, mas o Brasil deu o troco nas quartas com vitória por 3 a 2. O Japão chega ao confronto de 2025 com três títulos mundiais conquistados em 1962, 1967 e 1974, e uma defesa sólida liderada pela ponteira Mayu Ishikawa.

A medalha de bronze é a segunda que o Brasil conquista na história do Campeonato Mundial, repetindo o feito de 2014, quando a seleção venceu a Itália na disputa pelo terceiro lugar. Embora o ouro seja o objetivo principal, a conquista reforça a consistência brasileira no cenário internacional, com duas medalhas de ouro olímpicas em 2008 e 2012. O resultado também marca o início de uma preparação importante para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, onde a equipe buscará o tricampeonato. A Itália sagrou-se campeã do Mundial ao derrotar a Turquia na final, consolidando sua dominância recente no vôlei feminino mundial.

A levantadora Roberta destacou a dificuldade de virar a chave emocionalmente após a derrota para a Itália na semifinal
— Roberta, em entrevista ao SporTV
Julia Bergmann enfatizou a união do grupo como fator decisivo para a conquista do bronze
— Julia Bergmann
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