No Maracanãzinho, a Seleção Brasileira feminina de vôlei seguiu seu caminho sem tropeços no Sul-Americano, superando a Colômbia por 3 a 0 numa noite que revelou tanto a solidez quanto a resiliência da equipe. Mais do que uma vitória esportiva, o resultado representa um passo concreto rumo às Olimpíadas de Los Angeles 2028, num torneio que, pela primeira vez, distribui vagas olímpicas — transformando cada set em algo maior do que o placar sugere.
Brasil vence Colômbia por 3 a 0 e segue invicto no Sul-Americano feminino
Paciência para vencer um set que não queria terminar
Por que esse terceiro set foi tão diferente dos dois primeiros?
A Colômbia não desistiu. Nos primeiros dois sets, o Brasil controlou, mas no terceiro a equipe colombiana encontrou seu ritmo e não deixou a partida escapar fácil. Foram 36 pontos para o Brasil contra 34 da Colômbia — um set que poderia ter ido para qualquer lado.
Mas qual é a métrica real aqui? O Brasil venceu os três sets. A Colômbia chegou perto no terceiro, mas não conseguiu. Isso diz mais sobre a qualidade da Colômbia ou sobre o Brasil estar abaixo do esperado?
Provavelmente um pouco dos dois. O Brasil é forte, mas a Colômbia é competitiva. O importante é que o Brasil reagiu quando precisou — Gabi, Ana Cristina, Luzia no bloqueio final.
E quanto à entrada de Sabrina no lugar de Rosamaria? Como isso afetou o jogo?
Rosamaria saiu por lesão no segundo set, após um choque com Nyeme. Sabrina entrou e o técnico Zé Roberto elogiou sua atuação. Ela contribuiu com um bloqueio importante e ajudou a manter a consistência.
Mas não sabemos se Rosamaria volta para os próximos jogos, certo? Isso é uma incógnita.
Verdade. A ficha técnica não detalha a gravidade da lesão. Sabrina está relacionada como oposta, então ela é a alternativa natural.
O terceiro set foi tão longo que mudou algo na dinâmica do time para o resto da competição?
Lorena falou sobre paciência. Gabi sobre reação. Parece que o time aprendeu algo sobre si mesmo — que consegue lutar quando as coisas ficam apertadas.
Mas isso é interpretação pós-jogo. O que sabemos de fato é que o Brasil venceu 3 a 0 e segue invicto. Tudo mais é narrativa.
Claro. Mas a narrativa importa quando você está em um torneio olímpico. Confiança é real.
The Pulse
- O terceiro set virou uma batalha de nervos, com o placar se estendendo até 36 a 34 num duelo ponto a ponto que testou os limites da paciência brasileira.
- A saída de Rosamaria, a oposta titular, após um choque físico em quadra, acendeu um alerta e exigiu resposta imediata da comissão técnica.
- Sabrina entrou no lugar da titular e correspondeu com bloqueios decisivos, enquanto Gabi Guimarães e Ana Cristina carregaram o Brasil nos momentos mais tensos.
- Com três vitórias em três jogos, o Brasil se firma como favorita ao título e à vaga olímpica automática, mas ainda enfrenta Chile e Argentina nos próximos dias.
No Maracanãzinho, a Seleção Brasileira feminina de vôlei seguiu seu caminho sem tropeços no Sul-Americano, superando a Colômbia por 3 a 0 numa noite que revelou tanto a solidez quanto a resiliência da equipe. Mais do que uma vitória esportiva, o resultado representa um passo concreto rumo às Olimpíadas de Los Angeles 2028, num torneio que, pela primeira vez, distribui vagas olímpicas — transformando cada set em algo maior do que o placar sugere.
A Seleção Brasileira feminina de vôlei manteve sua invencibilidade no Sul-Americano ao derrotar a Colômbia por 3 a 0 na noite de quinta-feira, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Os dois primeiros sets foram controlados com eficiência — 25/19 e 25/18 —, mas o terceiro transformou a partida em algo bem diferente do esperado.
O torneio tem peso especial: pela primeira vez, o Sul-Americano feminino funciona como qualificatório olímpico. O campeão garante vaga direta em Los Angeles 2028, e os três primeiros também asseguram presença no Mundial de 2027. Cada ponto, portanto, carrega um significado que vai além da quadra.
No terceiro set, a Colômbia recusou-se a ceder. O placar oscilou em empates sucessivos — 24/24, 25/25, 26/26 — e o set se prolongou numa sequência tensa de match points desperdiçados e reações colombianas. Gabi Guimarães e Ana Cristina foram as protagonistas brasileiras nos momentos decisivos, até que Luzia fechou o set em 36 a 34 com um bloqueio definitivo.
A partida também trouxe um momento de apreensão: Rosamaria, oposta titular, deixou a quadra após um choque com a líbero Nyeme. Sabrina assumiu o posto e respondeu à altura, sendo elogiada pelo técnico Zé Roberto. O grupo demonstrou coesão e capacidade de adaptação — qualidades que serão exigidas nos confrontos seguintes contra Chile, no sábado, e Argentina, no domingo.
A Seleção Brasileira feminina de vôlei manteve sua campanha perfeita no Sul-Americano ao derrotar a Colômbia por 3 a 0 na noite de quinta-feira, 10 de setembro, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Os sets terminaram em 25/19, 25/18 e 36/34, com a terceira parcial se estendendo bem além do esperado e exigindo toda a paciência e capacidade de reação que a equipe pôde reunir.
Com essa vitória, o Brasil chegou a três triunfos em três jogos no torneio, consolidando sua posição de favorita na disputa pelo título e, mais importante, pela vaga automática para as Olimpíadas de Los Angeles 2028. O Sul-Americano feminino funciona pela primeira vez como qualificatório olímpico, transformando cada partida em um passo direto rumo aos Jogos. O campeão garante presença em Los Angeles, enquanto os três primeiros colocados também asseguram vaga no Campeonato Mundial de 2027, que será disputado nos Estados Unidos e no Canadá.
O primeiro set transcorreu sob domínio brasileiro. A Colômbia abriu o placar, mas o Brasil respondeu com uma sequência de erros colombianos e começou a construir sua vantagem. Lorena bloqueou com precisão, Roberta acertou um ace, e Ana Cristina ampliou a diferença atacando pela pipe. O Brasil venceu o set com um erro de ataque colombiano, fechando em 25/19.
O segundo set seguiu padrão semelhante, com o Brasil controlando o ritmo. Roberta marcou um ace no início, e a equipe manteve a consistência. Houve um momento de preocupação quando Rosamaria, a oposta titular, sentiu dores após um choque com Nyeme, a líbero, e precisou deixar a quadra. Sabrina entrou em seu lugar e contribuiu com um bloqueio importante. O set terminou em 25/18, com uma bola de xeque de Lorena.
O terceiro set, porém, foi uma batalha. A Colômbia não se rendeu e manteve a partida equilibrada ponto a ponto. O Brasil chegou a 23 a 22, depois empatou em 23 a 23. Gabi Guimarães, pela entrada, atacou no fundo e pontuou. A Colômbia empatou novamente em 24 a 24, depois em 25 a 25. Ana Cristina, também pela entrada, deixou tudo igual mais uma vez. Gabi defendeu, recebeu e virou. Sabrina foi bloqueada. Na segunda tentativa, Gabi cravou e levou o Brasil ao match point em 24 a 23. A Colômbia empatou em 25 a 25. O set se estendeu: 26 a 26, 27 a 27, 28 a 27 com match point para o Brasil após um ataque na rede de Pascua. Ana Cristina cravou na diagonal fechada para empatar em 27 a 27. Gabi virou em 25 a 25 — sim, o placar voltou — e o set continuou. Ana Cristina marcou novamente para fazer 26 a 26, depois 27 a 27. Com mais um ponto de Gabi, o Brasil chegou a 31 a 30. Olaya atacou na rede, dando match point ao Brasil em 28 a 27. Pascua atacou na rede novamente, e o Brasil chegou a 31 a 30. Ana Cristina cravou na diagonal para 33 a 32. Olaya passou pelo bloqueio triplo e empatou em 32 a 32. Ana Cristina afundou a bola na quadra colombiana para 33 a 32. Bloqueio de Luzia para 35 a 34. Finalmente, Luzia fechou a porta e confirmou a vitória em 36 a 34.
O técnico Zé Roberto elogiou a entrada de Sabrina após a saída de Rosamaria, destacando sua contribuição em um momento crítico. Gabi Guimarães ressaltou a capacidade de reação do Brasil no terceiro set apertado. Lorena exaltou a paciência da Seleção para vencer o set interminável. Sabrina enalteceu o apoio das companheiras em sua nova oportunidade no torneio. Ana Cristina viu potencial de melhora no saque e na defesa brasileira, enquanto Julia Bergmann elogiou as atuações das companheiras.
O Brasil segue em busca do título e da classificação automática para Los Angeles 2028. Os próximos compromissos são contra o Chile no sábado, 12 de setembro, às 13h30, e contra a Argentina no domingo, 13 de setembro, às 12h. A competição ocorre entre 8 e 13 de setembro em formato de turno único, com todas as seis equipes se enfrentando.
Notable Quotes
Lorena exaltou a paciência da Seleção para vencer o terceiro set interminável— Lorena, após a partida
Gabi Guimarães destacou a capacidade de reação do Brasil no terceiro set apertado— Gabi Guimarães, após a partida