No encerramento da fase de grupos do Mundial 2022, o Brasil conheceu pela primeira vez neste torneio o sabor da derrota — entregue por Camarões num golo tardio de Aboubakar. A queda, porém, não apagou a liderança: sete pontos garantiram ao pentacampeão o primeiro lugar do grupo G, e com ele, o caminho para os oitavos de final. Há na derrota uma lição antiga — que a grandeza não é imunidade, mas a forma como se responde ao inesperado.
Brasil perde com Camarões mas segue líder; Coreia do Sul aguarda nos oitavos
Camarões despede-se com um triunfo histórico sobre o pentacampeão
Como é que uma derrota nos acréscimos não deita por terra as ambições do Brasil?
Porque sete pontos em três jogos, mesmo com uma derrota, é suficiente para liderar o grupo. O Brasil não precisa de ser perfeito — precisa apenas de ser melhor do que os outros.
Mas não há algo de simbólico em Camarões conseguir fazer aquilo que ninguém mais conseguiu?
Há, claro. Camarões sai do torneio com a cabeça erguida. Aboubakar marcou um golo que vai ficar na história. Mas para o Brasil, é apenas um aviso de que a concentração não pode falhar.
Paulo Bento conhece bem o futebol europeu. Será que isso o torna mais perigoso para o Brasil?
Conhece, mas a Coreia do Sul não é uma equipa europeia. O desafio é diferente. O que Paulo Bento tem é experiência e uma compreensão tática que pode surpreender. Mas o Brasil continua a ser favorito.
Se o Brasil tivesse vencido, seria uma história completamente diferente?
Seria. Teríamos um Brasil invencível, imparável. Em vez disso, temos um Brasil que pode ser ferido. Isso muda a narrativa para os oitavos.
The Pulse
- Vincent Aboubakar, aos 90+1 minutos, perfurou a defesa brasileira e ofereceu a Camarões uma vitória histórica sobre o maior campeão do mundo.
- A expulsão de Aboubakar dois minutos após o golo deixou a celebração camaronesa suspensa entre a alegria e a ausência do seu herói.
- A Suíça aproveitou a jornada para vencer a Sérvia e terminar em segundo com seis pontos, enquanto Camarões ficou com quatro e a Sérvia foi eliminada com apenas um.
- O Brasil avança como líder, mas carrega consigo a primeira fissura na armadura — a invencibilidade perdida e a pressão de responder nos oitavos.
- Na segunda-feira às 19:00, Paulo Bento e a Coreia do Sul esperam o Brasil com a ambição de quem tem pouco a perder e tudo a ganhar.
No encerramento da fase de grupos do Mundial 2022, o Brasil conheceu pela primeira vez neste torneio o sabor da derrota — entregue por Camarões num golo tardio de Aboubakar. A queda, porém, não apagou a liderança: sete pontos garantiram ao pentacampeão o primeiro lugar do grupo G, e com ele, o caminho para os oitavos de final. Há na derrota uma lição antiga — que a grandeza não é imunidade, mas a forma como se responde ao inesperado.
Em Al Rayyan, o Brasil despediu-se da fase de grupos sem a vitória que desejava. Nos acréscimos do jogo decisivo do grupo G, Vincent Aboubakar — ex-jogador do Porto — aproveitou um momento de distração defensiva para marcar o único golo da partida. Camarões tornava-se assim a primeira seleção africana a derrotar o pentacampeão neste Mundial, numa despedida digna de um torneio que não lhes havia sorrido.
A festa, porém, ficou incompleta: dois minutos depois do golo, Aboubakar acumulou o segundo amarelo e foi expulso, deixando os companheiros a celebrar sem o seu protagonista. Para o Brasil, o resultado foi um aviso — nem toda a qualidade do mundo garante controlo absoluto sobre um jogo de futebol.
A derrota não retirou ao Brasil a liderança do grupo. Com sete pontos, a seleção canarinha terminou em primeiro lugar, seguida pela Suíça com seis. Camarões ficou com quatro pontos e a Sérvia, eliminada, com apenas um. O Brasil avançava, mas com a invencibilidade quebrada e uma dinâmica psicológica alterada.
Nos oitavos de final, aguarda a Coreia do Sul de Paulo Bento — técnico português que conhece bem o futebol europeu e que sonha com uma surpresa histórica. O encontro está marcado para segunda-feira às 19:00. Para o Brasil, é o momento de responder com autoridade; para a Coreia do Sul, uma janela rara para surpreender o mundo.
A seleção brasileira saiu do estádio de Al Rayyan sem a vitória que procurava. Nos acréscimos do terceiro jogo do grupo G, Vincent Aboubakar — antigo jogador do Porto — aproveitou um momento de desatenção da defesa para atirar a bola ao fundo da rede. Era o minuto 90 e um segundo. Camarões tinha conquistado aquilo que nenhuma outra seleção africana havia conseguido neste Mundial: derrotar o Brasil, pentacampeão mundial.
O golo de Aboubakar foi mais do que um simples resultado. Para os Camarões, representava uma despedida digna de um torneio que não lhes havia corrido bem. Para o Brasil, era um aviso de que nem tudo estava sob controlo, apesar de toda a qualidade em campo. Aboubakar, porém, não ficou para celebrar muito tempo. Dois minutos depois do golo, acumulou o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a festa dos seus companheiros incompleta.
Apesar da derrota, o Brasil manteve-se na liderança do grupo G. Com sete pontos somados nas três jornadas, a seleção brasileira garantiu o primeiro lugar, ainda que sem o pleno de vitórias que muitos esperavam. A Suíça, que também venceu nesta ronda — derrotando a Sérvia — ficou em segundo com seis pontos. Camarões terminou com quatro, e a Sérvia com apenas um, sendo eliminada do torneio.
A derrota não impediu o Brasil de avançar, mas mudou a dinâmica psicológica do momento. Entravam agora nos oitavos de final como líderes do grupo, sim, mas também como uma equipa que havia falhado em manter a invencibilidade. Pela frente, aguardava um adversário que conhecia bem: a Coreia do Sul, treinada por Paulo Bento, técnico português que havia passado pela seleção nacional.
O encontro estava marcado para segunda-feira às 19:00. Não era um confronto entre favoritos — o Brasil era claramente o grande candidato — mas era um jogo que oferecia à Coreia do Sul a oportunidade de surpreender. Paulo Bento tinha uma chance de escrever uma história notável, levando uma seleção asiática a vencer uma potência sul-americana num palco mundial. Para o Brasil, era a altura de responder à derrota com uma vitória convincente e de reafirmar o seu estatuto de favorito para conquistar o título.
Notable Quotes
Aboubakar foi expulso por acumulação de amarelos dois minutos após marcar o golo— Relatório do jogo