Brasil cria 190,4 mil empregos formais em outubro, crescimento de 18,8% ante 2022

Outubro quebrou a tendência de meses mais fracos que 2022
Após meses de desempenho inferior, o Brasil registrou crescimento de 18,8% em empregos formais em outubro.

Em outubro de 2023, o Brasil registrou a criação de 190,4 mil empregos formais — um avanço de 18,8% sobre o mesmo mês do ano anterior, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência. O resultado interrompeu uma sequência de meses em que 2023 ficava aquém de 2022, sinalizando que o mercado formal de trabalho ainda guarda vitalidade, mesmo diante de um ano acumulado 23,7% inferior ao período equivalente do ano passado. O setor de serviços e a região Sudeste continuam sendo os pilares dessa geração de renda, lembrando que a prosperidade econômica, no Brasil, ainda se concentra em certas geografias e setores — enquanto o trabalho informal permanece fora desse retrato.

  • Outubro surpreendeu ao quebrar a tendência negativa de 2023: pela primeira vez no ano, a criação de empregos superou o desempenho do mesmo mês em 2022.
  • O saldo líquido de quase 190 mil postos reflete 1,94 milhão de contratações contra 1,75 milhão de demissões — um mercado aquecido, mas ainda sob pressão.
  • O acumulado do ano permanece um peso político para o governo Lula: 1,78 milhão de empregos em dez meses, contra 2,34 milhões no mesmo período de 2022.
  • Serviços e comércio puxaram o crescimento, enquanto indústria e construção recuaram mais de 45% em relação a setembro — revelando uma recuperação desigual entre setores.
  • O Sudeste concentrou mais da metade das vagas criadas, e o Sul surpreendeu com alta de 69% ante setembro, enquanto Nordeste, Norte e Centro-Oeste registraram quedas expressivas.

O Brasil encerrou outubro de 2023 com a criação de 190,4 mil empregos formais, um resultado 18,8% superior ao mesmo mês de 2022 — quando o país havia gerado 160,3 mil postos. O dado, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Previdência em 28 de novembro, chamou atenção por interromper uma sequência em que a maioria dos meses de 2023 ficava abaixo do desempenho equivalente do ano anterior.

O saldo líquido — diferença entre admissões e demissões — chegou a quase 190 mil, com 1,94 milhão de contratações contra 1,75 milhão de desligamentos. O estoque total de empregos formais no país atingiu 44,23 milhões, alta de 3,4% na comparação anual. Em outubro de 2022, esse número era de 42,77 milhões.

Ainda assim, o quadro acumulado do ano permanece desafiador: nos dez primeiros meses de 2023, foram criados 1,78 milhão de empregos formais — 23,7% menos do que os 2,34 milhões do mesmo período em 2022. Outubro foi um alívio, mas insuficiente para compensar os meses anteriores mais fracos.

O setor de serviços liderou com 109,9 mil vagas, seguido pelo comércio com 49,6 mil. Indústria e construção também contribuíram positivamente, embora tenham recuado em relação a setembro. A agropecuária foi a única exceção negativa, com fechamento de 1,6 mil postos. Geograficamente, o Sudeste concentrou 50,7% das vagas criadas, enquanto o Sul surpreendeu com crescimento de 69% ante o mês anterior. Nordeste, Norte e Centro-Oeste registraram quedas.

Vale lembrar que os dados do Caged cobrem apenas trabalhadores com carteira assinada, deixando de fora o vasto contingente informal — o que torna o retrato importante, mas necessariamente parcial.

O Brasil criou 190,4 mil empregos com carteira assinada em outubro de 2023, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência na terça-feira 28 de novembro. O número representa um salto de 18,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o país havia gerado 160,3 mil postos formais. O resultado surpreendeu porque, ao longo de 2023, a maioria dos meses havia registrado desempenho inferior ao de seus equivalentes em 2022 — mas outubro quebrou essa tendência.

O saldo líquido de outubro (admissões menos demissões) reflete um mercado de trabalho aquecido. Foram 1,94 milhão de contratações contra 1,75 milhão de desligamentos. Com esse resultado, o estoque total de empregos formais no país chegou a 44,23 milhões, uma alta de 0,4% em relação a setembro e de 3,4% na comparação anual. Em outubro de 2022, esse número era de 42,77 milhões.

No entanto, o quadro geral do ano permanece desafiador para o governo Lula. Nos dez primeiros meses de 2023, o Brasil criou 1,78 milhão de empregos formais — 23,7% menos do que os 2,34 milhões gerados no mesmo período de 2022. Outubro foi um respiro, mas não suficiente para compensar os meses anteriores mais fracos.

O setor de serviços continuou sendo o grande motor da geração de empregos, criando 109,9 mil vagas em outubro. O comércio veio em segundo lugar com 49,6 mil postos, seguido pela indústria com 21 mil e construção com 11,5 mil. A agropecuária foi a única exceção negativa, fechando 1,6 mil vagas. Comparado a setembro, o setor de serviços cresceu 11,9%, enquanto o comércio avançou 14,2%. Já indústria e construção recuaram 51,5% e 45,2%, respectivamente.

Geograficamente, a região Sudeste dominou o ranking, respondendo por 50,7% de todas as vagas criadas no país — um total de 96,6 mil postos. A região cresceu 17,3% em relação a setembro. O Sul teve desempenho notável, subindo uma posição no ranking com 37,7 mil vagas e um crescimento de 69% ante o mês anterior. As demais regiões registraram quedas: Nordeste (-51,2%), Norte (-39,3%) e Centro-Oeste (-32,3%).

É importante notar que esses dados provêm do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e cobrem apenas trabalhadores com carteira assinada, excluindo o vasto contingente de informais. Comparações com anos anteriores a 2020 não são recomendadas porque o governo anterior modificou a metodologia do levantamento. Os números do Caged, portanto, oferecem um retrato parcial mas importante do mercado formal de trabalho brasileiro.

O Brasil criou 190,4 mil postos de trabalho formal em outubro de 2023
— Ministério do Trabalho e Previdência
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que outubro foi tão diferente dos outros meses de 2023?

Model

Outubro parece ter sido um mês de recuperação. Enquanto a maioria dos meses anteriores ficou abaixo de 2022, outubro não apenas alcançou como superou o desempenho do ano passado. Não há uma explicação única no relatório, mas a combinação de crescimento em serviços e comércio foi forte o suficiente para puxar o resultado para cima.

Inventor

O setor de serviços criou mais de 100 mil vagas sozinho. Por que esse setor é tão dominante?

Model

Serviços é o maior empregador do país — inclui tudo, desde comércio varejista até saúde, educação, turismo, transporte. É um setor muito mais amplo e flexível que indústria ou construção. Quando a economia respira, serviços responde primeiro.

Inventor

Mas a indústria caiu 51,5% em outubro. Isso é preocupante?

Model

É um sinal de que nem tudo está bem. Indústria e construção tiveram quedas significativas mês a mês. Isso sugere que o crescimento de outubro foi puxado principalmente pelo consumo de serviços, não por investimento ou produção industrial.

Inventor

O Sudeste criou metade de todas as vagas. As outras regiões estão ficando para trás?

Model

Parece que sim. O Sudeste é mais concentrado economicamente, tem mais empresas, mais população. Mas o fato de Nordeste, Norte e Centro-Oeste terem recuado em outubro é um sinal de que o crescimento não está distribuído uniformemente pelo país.

Inventor

Se o Brasil criou 1,78 milhão de empregos nos dez primeiros meses, mas 2022 teve 2,34 milhões, isso significa que 2023 está perdendo?

Model

Exatamente. Mesmo com outubro forte, o ano ainda está 23,7% atrás de 2022. Outubro foi uma exceção positiva, mas não foi suficiente para mudar a trajetória do ano.

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