No Nilton Santos, dois clubes centenários do Rio de Janeiro se reencontram para decidir quem avança à final da Copa do Brasil — uma competição que, nesta edição, não perdoa empates sem consequências: se o placar se repetir, os pênaltis falam mais alto. O Botafogo chega com o peso do favoritismo e a força de um momento, enquanto o Vasco carrega a leveza de quem não tem nada a perder e tudo a ganhar. Entre 46 mil torcedores e R$ 9,9 milhões em jogo, o clássico da amizade lembra que, no futebol, a história nunca é simples.
Botafogo e Vasco decidem semifinal da Copa do Brasil com transmissão ao vivo
Tudo aberto para a volta, com possibilidade de decisão nos pênaltis
Por que o Botafogo é favorito se o primeiro jogo terminou empatado?
Porque em casa, no Nilton Santos, o Botafogo tem números impressionantes — 73% de aproveitamento, apenas duas derrotas em 2025. Além disso, está invicto há quatro jogos e Arthur Cabral está em forma.
Mas esses números de aproveitamento — são de todos os jogos em casa ou só de competições específicas? E quanto ao Vasco fora de casa: duas vitórias em nove jogos é realmente tão ruim assim, ou é uma amostra pequena?
O que torna o Vasco perigoso mesmo sendo azarão?
Vegetti marcou 25 gols na temporada e foi quem empatou no primeiro jogo. Coutinho tira chutes de fora da área com frequência. E Fernando Diniz trouxe de volta Paulo Henrique e Tchê Tchê, que fortalecem a defesa.
Vegetti é o artilheiro do time, mas quantos desses 25 gols foram fora de casa? E Coutinho com 2,1 chutes por jogo — qual é a taxa de conversão dele? Esses números isolados não dizem se ele é realmente uma ameaça.
Como o gramado sintético do Nilton Santos influencia o jogo?
Favorece o Botafogo, que quer impor ritmo acelerado. Savarino tem 70% de dribles bem-sucedidos em casa, e as transições rápidas são uma arma.
Mas o Vasco também conhece o gramado, já que jogou lá antes. E se o Vasco quer um jogo mais lento e defensivo, o sintético não necessariamente o prejudica.
E se empatar de novo?
Vai para pênaltis. Léo Jardim, goleiro do Vasco, tem 14 clean sheets — é uma vantagem em cobranças.
Catorze clean sheets em quantos jogos? E qual é o histórico de pênaltis dos dois times nesta temporada? Esses dados não estão no material.
Qual é a maior fraqueza de cada time?
O Botafogo sofreu gols no primeiro tempo nos últimos quatro jogos — precisa de atenção inicial. O Vasco tem defesa instável, sofreu gols em seis dos últimos sete.
Então ambos têm problemas defensivos. A questão é qual ataque consegue explorar melhor. Mas não sabemos se o Botafogo vai realmente sofrer gol no primeiro tempo desta vez, ou se foi coincidência.
Quem decide o jogo?
Arthur Cabral pelo Botafogo, com apoio de bolas paradas de Alex Telles. Pelo Vasco, Vegetti ou uma surpresa de Coutinho.
Cabral marcou três gols em quatro jogos — é uma sequência boa, mas não garante nada. E Coutinho como surpresa é especulação. O que sabemos é que bolas paradas são 30% dos gols do Botafogo, então sim, isso é um fator real.
The Pulse
- O empate por 1 a 1 no jogo de ida deixou tudo em aberto, e qualquer resultado no Nilton Santos pode mudar o destino das duas equipes na temporada.
- O Vasco oscila fora de casa — apenas duas vitórias em nove jogos — mas aposta em Vegetti e Coutinho para surpreender um Botafogo que não perde há quatro partidas.
- Fernando Diniz reforçou o elenco com retornos importantes, tentando estabilizar uma defesa que cedeu gols em seis dos últimos sete jogos.
- Com 46 mil ingressos esgotados e 1.200 agentes da PM mobilizados, a cidade se prepara para um clássico que vai muito além do campo.
- Os palpites convergem para Botafogo 2x1 Vasco, mas a possibilidade de pênaltis mantém o desfecho em aberto até o último segundo.
No Nilton Santos, dois clubes centenários do Rio de Janeiro se reencontram para decidir quem avança à final da Copa do Brasil — uma competição que, nesta edição, não perdoa empates sem consequências: se o placar se repetir, os pênaltis falam mais alto. O Botafogo chega com o peso do favoritismo e a força de um momento, enquanto o Vasco carrega a leveza de quem não tem nada a perder e tudo a ganhar. Entre 46 mil torcedores e R$ 9,9 milhões em jogo, o clássico da amizade lembra que, no futebol, a história nunca é simples.
Na noite desta quinta-feira, o Nilton Santos recebe o segundo ato da semifinal da Copa do Brasil entre Botafogo e Vasco. O primeiro jogo, em São Januário, terminou 1 a 1 — resultado que mantém tudo em aberto. Se o empate se repetir, a decisão vai para os pênaltis, já que a competição não adota o critério de gol fora. O vencedor enfrenta Fluminense ou Bahia na final e recebe R$ 9,9 milhões da CBF.
O Botafogo chega favorito. Sob Davide Ancelotti, o time não perde há quatro jogos e tem aproveitamento de 73% como mandante em 2025. Arthur Cabral marcou três gols nos últimos três jogos, e a defesa sofreu apenas quatro gols nos últimos cinco confrontos. As plataformas de apostas dão 55% de chances ao Alvinegro. Taticamente, Ancelotti deve manter o 4-2-3-1 com Montoro mais avançado para liberar Savarino, principal arma nas transições.
O Vasco, porém, não vem apenas para participar. Vegetti, com 25 gols na temporada, foi quem marcou no empate da ida, e Coutinho representa ameaça de longa distância. Fernando Diniz reforçou o elenco com os retornos de Paulo Henrique e Tchê Tchê, buscando estabilizar uma defesa que cedeu gols em seis dos últimos sete jogos. A inconsistência fora de casa é o maior obstáculo — apenas duas vitórias em nove partidas —, mas a Copa representa uma chance de redenção para uma temporada marcada por eliminações.
Os 46 mil lugares do estádio foram esgotados, com cerca de 4 mil vascaínos no setor visitante. A Polícia Militar mobilizou 1.200 agentes. O clima colabora: céu claro, 22 graus e ventos leves. A partida será transmitida pela TV Globo em canal aberto, com Galvão Bueno e Caio Ribeiro, além de SporTV, Premiere e Amazon Prime Video em 4K.
Historicamente, o Clássico da Amizade é equilibrado: em 333 edições, o Vasco venceu 136 vezes e o Botafogo, 90. Nos últimos cinco dérbis, cada time venceu duas vezes. Um detalhe tático chama atenção: o Vasco marcou quatro gols no primeiro tempo nos últimos seis jogos — início agressivo que o Botafogo precisará conter, já que sofreu gols na primeira etapa nos últimos quatro confrontos. Se a decisão chegar aos pênaltis, Léo Jardim, com 14 clean sheets na temporada, pode ser o trunfo vascaíno.
Nesta quinta-feira à noite, no Nilton Santos, Botafogo e Vasco encerram a semifinal da Copa do Brasil que começou empatada. O primeiro jogo, disputado em São Januário, terminou 1 a 1, deixando tudo aberto para a volta. Se o empate se repetir, a decisão vai para os pênaltis — não há critério de gol fora nesta edição da competição. O vencedor avança para enfrentar Fluminense ou Bahia na final e embolsa R$ 9,9 milhões da CBF.
O Botafogo chega como favorito. Sob o comando de Davide Ancelotti, o time não perde há quatro jogos e tem aproveitamento de 73% como mandante no Nilton Santos em 2025. A goleada recente por 4 a 1 sobre o RB Bragantino pelo Brasileirão mostrou força ofensiva, com Arthur Cabral marcando três gols nos últimos três jogos. A defesa também respira: apenas quatro gols sofridos nos últimos cinco confrontos. Especialistas apontam o time alvinegro como ligeiramente favorito, mas reconhecem que o clássico carioca nunca é previsível. As plataformas de apostas dão 55% de chances ao Botafogo, 25% ao Vasco e 20% para empate.
O Vasco, porém, não vem para apenas participar. Fernando Diniz reforçou o elenco com o retorno de Paulo Henrique e Tchê Tchê, buscando estabilizar uma defesa que sofreu gols em seis dos últimos sete jogos. Vegetti, com 25 gols na temporada, é o principal trunfo ofensivo — foi ele quem marcou no empate da ida. Philippe Coutinho, com média de 2,1 chutes por jogo, representa outra ameaça de longa distância. O grande problema vascaíno é a inconsistência fora de casa: apenas duas vitórias em nove jogos. Ainda assim, a Copa representa uma chance de redenção para uma temporada marcada por eliminações no Carioca e na Sul-Americana.
O Nilton Santos estará lotado. Os 46 mil lugares foram esgotados, com ingressos variando de R$ 80 a R$ 220. A torcida alvinegra prepara mosaicos, enquanto cerca de 4 mil vascaínos ocupam o setor visitante. A Polícia Militar do Rio mobilizou 1.200 agentes para segurança no entorno do estádio. O clima colabora: céu claro, 22 graus, umidade de 65% e ventos leves de 9 km/h — condições ideais para um jogo intenso.
Taticamente, Ancelotti deve manter a base que goleou o Bragantino, com Mateo Ponte na lateral-direita no lugar de Vitinho, que sofreu desgaste na Data Fifa. Bastos e Nathan Fernandes estão lesionados, então Barboza e Kaio Pantaleão formam a zaga. O esquema é 4-2-3-1, com Montoro mais avançado para liberar Savarino. Diniz também usa o 4-2-3-1, com Coutinho centralizado e Rayan na ponta. A arbitragem fica a cargo de Rodrigo José Pereira de Lima, com VAR de Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro.
Os números históricos mostram equilíbrio. Em 333 edições do Clássico da Amizade, o Vasco venceu 136 vezes, o Botafogo 90 e houve 97 empates. Nos últimos cinco dérbis, cada time venceu duas vezes, com um empate. Na Copa do Brasil, o Botafogo eliminou o Vasco em 2020. Nos últimos seis jogos, o Vasco marcou quatro gols no primeiro tempo, sugerindo um início agressivo — algo que o Botafogo terá de conter, já que sofreu gols no primeiro tempo nos últimos quatro confrontos.
O jogo será transmitido ao vivo pela TV Globo em canal aberto, com Galvão Bueno e Caio Ribeiro na narração. SporTV, Premiere e Amazon Prime Video também oferecem cobertura, com a plataforma de streaming trazendo a partida em 4K. O ge.globo fará acompanhamento em tempo real com estatísticas, e o YouTube do SporTV disponibilizará highlights gratuitos após o término. Rádios Globo e Tupi narram ao vivo, e o DAZN oferece resumos instantâneos.
Os palpites mais comuns apontam Botafogo 2 x 1 Vasco, com gols de Cabral e Vegetti. Há também cenários alternativos: empate 1 a 1 com decisão nos pênaltis, ou até um improvável Vasco 1 x 0 com gol de Coutinho de fora da área. O fator decisivo pode ser as bolas paradas — 30% dos gols do Botafogo em 2025 saem dessa situação, e Alex Telles tem cinco assistências em cobranças diretas. Savarino, com 70% de dribles bem-sucedidos em casa, também é uma arma nas transições rápidas. Para o Vasco, Léo Jardim com 14 clean sheets pode ser decisivo se a partida chegar aos pênaltis.
Notable Quotes
Botafogo é favorito no clássico, impulsionado por sua invencibilidade de quatro jogos e aproveitamento de 73% como mandante— análise de especialistas
Vasco vê na Copa a chance de salvar uma temporada marcada por eliminações no Carioca e Sul-Americana— contexto da temporada vascaína