Em pouco mais de quatro meses, a passagem de Franclim Carvalho pelo Botafogo chegou ao fim — mais um capítulo numa série de trocas que marcam a era SAF do clube. A goleada sofrida diante do Cienciano e a derrota no Brasileirão foram o estopim de uma instabilidade que já se anunciava, revelando a dificuldade persistente de grandes clubes em equilibrar ambição imediata e paciência construtiva. O Botafogo segue sua busca por identidade técnica, agora com uma reestruturação que mistura nomes novos e figuras do passado glorioso.
Botafogo demite Franclim Carvalho após goleada do Cienciano
Oitavo técnico em menos de três anos: a rotatividade que define a era SAF
Por que um técnico com apenas 22 jogos é demitido tão rapidamente? Isso não parece precipitado?
Não quando você considera o contexto. Franclim chegou em abril, mas o Botafogo já vinha de uma passagem frustrante com Martín Anselmi. Duas derrotas seguidas — uma goleada na Sul-Americana e outra no Brasileirão — sinalizaram que algo não estava funcionando. O investidor novo provavelmente quis agir rápido.
E quanto ao histórico dele? Ele não era auxiliar de Artur Jorge, que conquistou títulos importantes?
Era, sim. Franclim foi auxiliar em 2024 durante o Brasileirão e a Libertadores. Mas ser auxiliar é muito diferente de ser técnico principal. Ele tinha pouca experiência como treinador — apenas uma passagem breve pelo B SAD, de Portugal. Talvez o salto tenha sido grande demais.
Qual é a situação real do Botafogo agora na Sul-Americana?
Crítica. Perdeu por goleada em casa. Precisa vencer o Cienciano por seis gols na volta para avançar. É matematicamente possível, mas praticamente improvável. Isso coloca pressão enorme no novo técnico interino.
Por que o clube escolheu reestruturar toda a comissão técnica ao invés de apenas trocar o treinador?
Porque a liderança provavelmente viu que o problema não era só Franclim. Trouxeram nomes experientes — Bonamigo, Ronaldo Torres — que conhecem o clube e têm histórico de sucesso. É um sinal de que querem estabilidade, não apenas uma mudança cosmética.
Isso vai resolver os problemas do Botafogo?
Difícil dizer. O clube já teve oito técnicos na era SAF. Experiência e nomes conhecidos ajudam, mas a instabilidade estrutural é mais profunda. Se não conseguirem avançar na Sul-Americana, a pressão volta.
O Pulso
- A goleada para o Cienciano e a derrota para o Vitória tornaram insustentável a permanência de Franclim Carvalho, demitido após apenas 22 jogos no comando.
- Com ele saem quatro membros da comissão técnica, aprofundando a ruptura e deixando o clube sem continuidade de trabalho às vésperas de um jogo decisivo.
- O Botafogo precisa vencer o Cienciano por seis gols na quinta-feira para avançar na Sul-Americana — uma missão quase impossível que expõe a gravidade do momento.
- Rodrigo Bellão, treinador do Sub-20, assume interinamente pela segunda vez em poucos meses, repetindo um padrão que evidencia a falta de planejamento sucessório.
- A reestruturação anunciada traz Paulo Bonamigo como coordenador e Ronaldo Torres na preparação física — apostas em experiência e memória afetiva para estabilizar o ambiente.
- Franclim é o oitavo técnico da era SAF, e a rotatividade crescente levanta dúvidas sobre se o problema é de escolha de nomes ou de projeto.
Em pouco mais de quatro meses, a passagem de Franclim Carvalho pelo Botafogo chegou ao fim — mais um capítulo numa série de trocas que marcam a era SAF do clube. A goleada sofrida diante do Cienciano e a derrota no Brasileirão foram o estopim de uma instabilidade que já se anunciava, revelando a dificuldade persistente de grandes clubes em equilibrar ambição imediata e paciência construtiva. O Botafogo segue sua busca por identidade técnica, agora com uma reestruturação que mistura nomes novos e figuras do passado glorioso.
A passagem de Franclim Carvalho pelo Botafogo durou pouco mais de quatro meses e terminou nesta terça-feira (18) de agosto. O técnico português não resistiu ao acúmulo de resultados negativos: a goleada sofrida para o Cienciano pela Copa Sul-Americana e a derrota para o Vitória no Brasileirão foram os últimos golpes de um período já marcado por instabilidade. A decisão foi tomada após reunião da liderança do clube com Gabriel de Alba, novo investidor da SAF.
Junto com Franclim, deixam o Botafogo os auxiliares Luís Felipe e Mauro Moderno, o preparador físico Fábio Monteiro e o preparador de goleiros Ricardo Matos. Em 22 jogos, o treinador somou dez vitórias, sete empates e cinco derrotas — números que, em outro contexto, poderiam ser considerados razoáveis, mas que não sustentaram sua permanência diante das pressões do momento.
Rodrigo Bellão, técnico do Sub-20, assume interinamente — a mesma solução adotada quando Martín Anselmi foi substituído. Mas o clube foi além da solução provisória e anunciou uma reestruturação da comissão técnica permanente: Paulo Bonamigo, que já comandou o Botafogo em 2004, chega como coordenador técnico; Ronaldo Torres, com passagens vitoriosas pelo próprio clube e pelo Fluminense, retorna para a preparação física; e Marcelo Salles assume como auxiliar permanente.
O desafio imediato é brutal: na quinta-feira, o Botafogo precisa vencer o Cienciano por seis gols para avançar na Sul-Americana. Franclim é o oitavo técnico da era SAF — depois de Luís Castro, Bruno Lage, Tiago Nunes, Artur Jorge, Renato Paiva, Davide Ancelotti e Martín Anselmi —, uma sequência que ilustra a dificuldade do clube em consolidar qualquer projeto de médio prazo desde a chegada do investimento externo.
A passagem de Franclim Carvalho pelo Botafogo terminou nesta terça-feira (18) de agosto, pouco mais de quatro meses após sua chegada ao clube. O técnico português não resistiu ao acúmulo de resultados ruins: a goleada sofrida para o Cienciano-PER na última quinta (13), pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, e a derrota para o Vitória no Barradão pelo Brasileirão foram os últimos golpes em um período já marcado por instabilidade.
A decisão foi comunicada após reunião da liderança do Botafogo com Gabriel de Alba, novo investidor da SAF. O clube confirmou a saída em nota oficial divulgada após a publicação da notícia, informando também que os auxiliares Luís Felipe e Mauro Moderno, o preparador físico Fábio Monteiro e o preparador de goleiros Ricardo Matos deixam a instituição. Franclim havia sido contratado em abril, vindo da experiência como auxiliar de Artur Jorge durante as conquistas do Brasileirão e da Libertadores em 2024.
Em seus 22 jogos à frente da equipe, Franclim acumulou dez vitórias, sete empates e cinco derrotas. Sob seu comando, o Botafogo foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil e agora enfrenta uma situação crítica na Sul-Americana. Para avançar de fase, o clube precisará vencer o Cienciano por seis gols no confronto de volta, marcado para a próxima quinta-feira (20).
Rodrigo Bellão, treinador da equipe Sub-20, assume interinamente o comando da equipe — a mesma solução adotada quando Martín Anselmi foi substituído por Franclim. O Botafogo, porém, não se limitou a uma solução provisória. O clube anunciou uma reestruturação completa da comissão técnica permanente. Paulo Bonamigo, que já comandou o Botafogo em 2004 e possui ampla experiência no futebol brasileiro, assume como coordenador técnico. Ronaldo Torres, preparador físico que conquistou o Brasileirão pelo Botafogo em 1995 e pelo Fluminense em 2010, retorna para cuidar da preparação física. Marcelo Salles, conhecido como "Fera", que iniciou sua carreira no próprio Botafogo e acumula experiências como auxiliar em grandes clubes, assume como auxiliar técnico permanente.
Franclim é o oitavo técnico da era SAF do Botafogo. Antes dele, o clube foi comandado por Luís Castro, Bruno Lage, Tiago Nunes, Artur Jorge, Renato Paiva, Davide Ancelotti e Martín Anselmi — uma sequência que ilustra a dificuldade do clube em encontrar estabilidade técnica desde a chegada do investimento externo. A rotatividade constante de treinadores reflete as pressões e expectativas que cercam a instituição, bem como as dificuldades em consolidar um projeto de médio prazo.
Citações Notáveis
O Botafogo agradece a Franclim e aos demais profissionais pelos serviços prestados e deseja sucesso em seus próximos desafios— Comunicado oficial do Botafogo