Belém intensifica vacinação contra HPV em escolas até 30 de outubro

Facilita o acesso e ajuda a garantir que mais crianças estejam protegidas
Ana Clara Dias, 14 anos, sobre por que a vacinação nas escolas importa para adolescentes cujas famílias têm dificuldade em comparecer a unidades de saúde.
Mark

Por que a cobertura vacinal em Belém está tão abaixo da meta? É falta de vacina ou falta de acesso?

Mimi

A reportagem sugere que é principalmente acesso. Ana Clara fala sobre a rotina corrida dos pais — não é que a vacina não exista, é que chegar até ela é difícil para muitas famílias. Por isso levar para a escola faz diferença.

Luke

Mas a reportagem não explica por que Belém especificamente ficou em 70,62%. Não sabemos se outras cidades têm números parecidos ou se Belém está particularmente atrasada. E não há informação sobre quantas doses foram aplicadas nas escolas até agora — só a meta de 3.395 para os de 15 a 19 anos.

Mark

E quanto aos cânceres que a vacina previne? Isso é real ou é marketing de saúde pública?

Mimi

É real. O HPV causa infecções que podem evoluir para cânceres de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. A vacina é uma forma comprovada de prevenção.

Luke

Verdade, mas a reportagem não diz qual é a taxa de progressão dessas infecções para câncer, ou quantas vidas a vacinação em massa realmente salva. Esses números existem, mas não estão aqui.

Mark

Então a estratégia de levar a vacina para a escola é nova em Belém?

Mimi

A reportagem não deixa claro se é nova ou se está sendo intensificada. Ela diz que a campanha "intensificou" até 30 de outubro, o que sugere que já havia vacinação nas escolas antes.

Luke

Exato. E não sabemos se essa intensificação vai funcionar — a reportagem foi publicada no dia 7 de outubro, então ainda há quase um mês de campanha pela frente. Não há dados sobre quantas pessoas já foram vacinadas nessas duas semanas.

  • Cobertura vacinal em Belém: 70,62% até setembro de 2026 (meta: 90%)
  • Faixa etária: 9 a 14 anos (rotina) e 15 a 19 anos (resgate)
  • Meta de 3.395 adolescentes de 15 a 19 anos até 30 de outubro
  • Vacinação ocorre nas escolas e também nas unidades de saúde municipais

Vacinação ocorre nas escolas para facilitar acesso de adolescentes cujas famílias têm dificuldade em comparecer a unidades de saúde. Belém alcançou 70,62% de cobertura vacinal até setembro, abaixo da meta de 90% recomendada pelo Ministério da Saúde.

Belém realiza campanha de vacinação contra HPV em escolas até 30 de outubro, focando em estudantes de 9 a 14 anos e jovens não imunizados, buscando aumentar cobertura vacinal de 70,62% para 90%.

Na quarta-feira passada, a Escola Panorama XXI, no bairro da Cabanagem, recebeu uma equipe de vacinadores. Adolescentes formaram fila para receber a dose contra o HPV — não em um consultório, mas dentro da própria escola, durante o horário de aula. A estratégia é simples e, segundo quem a executa, necessária: levar a vacina até onde os jovens já estão reunidos, em vez de esperar que as famílias consigam tempo para procurar uma unidade de saúde.

Belém intensificou essa campanha de imunização até 30 de outubro, focando em dois grupos. O primeiro são crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, faixa etária em que a vacinação de rotina é recomendada. O segundo é composto por jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina anteriormente — um resgate de não imunizados que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) espera alcançar com 3.395 pessoas até o fim do mês.

O problema que a campanha tenta resolver é concreto. Até setembro de 2026, Belém havia alcançado cobertura vacinal de 70,62% na faixa de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde recomenda 90%. Essa diferença de quase 20 pontos percentuais representa milhares de adolescentes ainda sem proteção contra o papilomavírus humano — vírus responsável por infecções que podem evoluir para cânceres de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

Ana Clara Dias, 14 anos, estudante do 9º ano, foi uma das vacinadas naquela quarta-feira. Ela entende bem por que a escola importa. "Às vezes, a rotina dos nossos pais é muito corrida e acaba faltando tempo até para levar a gente para manter a vacinação em dia", disse. Para ela, quando a vacina chega à escola, a barreira desaparece. Não é preciso marcar consulta, não é preciso sair do bairro, não é preciso que alguém a acompanhe até uma unidade de saúde. A proteção vem até ela.

Além da aplicação da dose, os adolescentes recebem orientações sobre prevenção e sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Segundo Lanna Lemos, enfermeira da Coordenação de Imunização da Sesma, esse momento educativo é tão importante quanto a injeção em si. "Esse momento também é importante para orientar, esclarecer dúvidas e reforçar a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada", explicou.

Para quem não conseguir ser vacinado nas escolas, a vacina contra o HPV continua disponível nas salas de vacinação da rede municipal de saúde de Belém. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a disponibilidade. Mas a aposta da secretaria é clara: reunir adolescentes onde eles já estão é mais eficaz do que esperar que venham até o sistema de saúde. Até o fim de outubro, saberemos se essa estratégia conseguiu fechar a lacuna entre os 70,62% atuais e os 90% que o ministério considera adequado.

A rotina dos nossos pais é muito corrida e acaba faltando tempo até para levar a gente para manter a vacinação em dia. Então, acho muito importante trazer esse tipo de ação para dentro das escolas.
— Ana Clara Dias, 14 anos, estudante do 9º ano
Esse momento também é importante para orientar, esclarecer dúvidas e reforçar a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada.
— Lanna Lemos, enfermeira da Coordenação de Imunização da Sesma
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