Baptista vê missão cumprida do Inter no empate com Grêmio

Sensação de dever cumprido, mas frustrado por como ocorreu
Baptista avalia o empate 1 a 1 contra o Grêmio, reconhecendo o ponto conquistado mas lamentando a forma como o gol foi sofrido.
Mark

Baptista diz que cumpriu missão, mas o Inter segue na zona de rebaixamento. Como um empate pode ser considerado sucesso nessa situação?

Mimi

Porque não é só sobre o resultado isolado. Em dois jogos, Baptista pegou quatro pontos de seis possíveis. Contra o Corinthians ganhou, contra o Grêmio empatou. Isso é um ritmo que, se mantido, tira o time da zona.

Luke

Mas mantido contra quem? O Grêmio é direto, o Mirassol é direto. Se o Inter só consegue pontuar contra times em dificuldade, isso não resolve o problema estrutural.

Mimi

Verdade. Mas Baptista está dizendo que o time produziu, criou, marcou. O Grêmio pouco assustou. Isso é diferente de um empate onde você sofre o tempo todo.

Mark

E a saída do Alan Patrick? Baptista culpou a lesão pela queda de rendimento no segundo tempo.

Luke

Culpou, mas o fato é que o Inter tomou gol de bola parada. Não é culpa só da lesão. É também falta de atenção defensiva. Baptista está sendo generoso na análise.

Mimi

Generoso, sim, mas não está inventando. O Alan Patrick realmente saiu no intervalo, realmente é o articulador. A circulação de bola piorou. Isso é fato.

Mark

Então o próximo jogo contra o Mirassol é praticamente uma final?

Mimi

É um confronto direto, sim. Mas Baptista tem dois jogos de trabalho agora. Conhece melhor o elenco, os problemas. Pode fazer ajustes.

Luke

Se o Alan Patrick voltar. Se não voltar, o Inter vai ter o mesmo problema: falta de circulação no meio. Isso é o que preocupa.

  • A saída de Alan Patrick no intervalo, com lesão na coxa esquerda, retirou do Inter seu principal cérebro criativo e deixou o ataque colorado sem fluidez ou direção.
  • Sem o capitão, o Grêmio avançou suas linhas e o Inter recuou, perdendo o controle que havia dominado no primeiro tempo.
  • O gol do empate gremista veio de bola parada — um momento de desatenção que Baptista lamentou como evitável, não como superioridade do adversário.
  • Com 32 pontos e na 17ª posição, o Inter segue dentro da zona de rebaixamento, mas agora com o Grêmio também pressionado atrás na tabela.
  • A próxima batalha pela sobrevivência chega já na sexta-feira, contra o Mirassol, em mais um confronto direto no Maião.

No coração de um clássico gaúcho carregado de tensão existencial, o Internacional de Eduardo Baptista encontrou no empate não uma derrota disfarçada, mas uma aritmética de sobrevivência: manter um rival direto ao alcance enquanto acumula pontos que podem, ao final, separar a permanência do abismo. O Gre-Nal 455 foi menos um espetáculo e mais um ato de resistência — a prova de que, em momentos de crise, pontuar é uma forma de esperança.

Eduardo Baptista deixou a Arena com uma sensação ambígua após o empate em 1 a 1 no Gre-Nal 455. Havia buscado a vitória, mas reconheceu que o resultado cumpria um objetivo duplo: somar pontos e manter o Grêmio, rival direto na briga pela permanência, atrás na tabela. Em dois jogos no comando do Inter, o técnico havia conquistado quatro dos seis pontos possíveis — vitória sobre o Corinthians e empate no clássico — um avanço modesto, mas real.

No primeiro tempo, o Inter produziu, criou e marcou. O Grêmio ofereceu pouca ameaça. Mas o intervalo trouxe o ponto de inflexão: Alan Patrick, capitão e articulador do meio-campo, deixou o campo com problema na coxa esquerda e não voltou. Sem ele, a equipe perdeu a capacidade de circular a bola e de construir transições rápidas pelos lados. Bruno Henrique entrou, mas a dinâmica ofensiva mudou. Alerrandro ficou mais isolado, e o Grêmio passou a pressionar com mais convicção.

Ainda assim, Baptista destacou que o adversário raramente criou situações realmente perigosas. O gol do empate veio de bola parada — um lance de desatenção, na avaliação do treinador, não de superioridade técnica. Com 32 pontos e na 17ª posição, o Inter segue na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, enfrenta o Mirassol, na sexta-feira, em mais um confronto direto pela fuga do descenso. Para Baptista, cada ponto nessa sequência é uma chance de criar distância e respirar.

Eduardo Baptista saiu do banco de reservas do Inter com uma sensação ambígua após o empate em 1 a 1 contra o Grêmio no Gre-Nal 455, disputado no domingo na Arena. O treinador havia chegado ao clube buscando a vitória, mas reconheceu que o resultado, ainda que frustrante em sua execução, cumpria um objetivo estratégico duplo: somar pontos enquanto mantinha um rival direto pela permanência na série A atrás na tabela.

Em seus primeiros dois jogos no comando colorado, Baptista havia conquistado quatro dos seis pontos em disputa — uma vitória sobre o Corinthians e agora o empate no clássico. Essa margem de aproveitamento, embora modesta, representava um avanço em relação ao cenário anterior. O técnico valorizou a postura da equipe, particularmente no primeiro tempo, quando o Inter produziu, criou oportunidades e marcou. O Grêmio, por sua vez, ofereceu pouca ameaça ao gol colorado, especialmente após o intervalo, muito pela intensidade defensiva e pelo empenho dos jogadores do Inter.

O ponto de inflexão da partida ocorreu no intervalo. Alan Patrick, capitão e principal articulador do meio-campo colorado, deixou o campo com um problema na coxa esquerda e não retornou. Bruno Henrique o substituiu, mas a mudança alterou significativamente a dinâmica ofensiva. Alan Patrick era o jogador responsável por circular a bola quando o Inter recuperava a posse, permitindo transições rápidas pelos laterais e mantendo o controle do jogo. Sem ele, a equipe perdeu fluidez. O Grêmio passou a exercer maior pressão, e o Inter viu-se encurralado, ainda que sem sofrer pressão constante até o gol do empate.

Baptista reconheceu que a saída de Alan Patrick custou caro. Sem seu articulador, o Inter não conseguia manter a bola no ataque com a mesma segurança. A perda de força também afetou Alerrandro, o atacante, que ficou mais isolado. Ainda assim, o técnico destacou que, apesar dessa queda de rendimento no segundo tempo, o Grêmio raramente conseguiu criar situações perigosas. O gol do empate veio de uma bola parada — um lance que Baptista lamentou especificamente, sugerindo que foi um momento de desatenção em vez de uma superioridade técnica do adversário.

Com o empate, o Inter permanece na zona de rebaixamento com 32 pontos, ocupando a 17ª posição no Brasileirão. A luta pela permanência continua urgente. Na próxima rodada, o time de Baptista enfrenta o Mirassol em outro confronto direto pela fuga do descenso. A partida está marcada para sexta-feira, às 20 horas, no Maião. Para Baptista, cada ponto conquistado nesta sequência de jogos contra adversários em situação similar representa uma oportunidade de criar distância e respirar na tabela.

A gente vinha buscar a vitória. Se ela não acontecesse, o empate também seria um bom resultado. Você prende um adversário direto e também pontua.
— Eduardo Baptista, treinador do Inter
Perdemos nosso articulador. Quando roubávamos, era pelo Alan que essa bola circulava. A gente passou a não ter mais isso, o Grêmio acabou nos empurrando.
— Eduardo Baptista, sobre a saída de Alan Patrick
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