Banco do Brasil e iFood ampliam financiamentos para entregadores via Move Brasil

O banco vem até o entregador com oferta pré-qualificada
A parceria entre Banco do Brasil e iFood muda como o crédito é oferecido aos profissionais de entrega.
Mark

Por que o Banco do Brasil precisou fazer parceria com o iFood? Não conseguia identificar entregadores elegíveis sozinho?

Mimi

O banco tinha dados de crédito, mas não tinha visibilidade sobre quem realmente trabalha nas plataformas, há quanto tempo, quantas entregas faz. O iFood tem tudo isso em tempo real. Juntos, conseguem oferecer crédito muito mais rápido.

Mark

E por que a taxa é diferente para homens e mulheres?

Mimi

É uma política deliberada. Mulheres entregadoras enfrentam mais barreiras históricas para acessar crédito. A taxa menor é um incentivo para aumentar a participação delas no programa.

Mark

Quarenta e oito meses é muito tempo para pagar uma bicicleta elétrica ou motocicleta.

Mimi

É longo, mas faz sentido. O entregador usa o veículo para ganhar dinheiro. Se o prazo fosse curto, a parcela mensal seria alta demais e inviabilizaria o negócio. Quarenta e oito meses torna a operação financeiramente viável.

Mark

O que muda para o entregador com essa parceria?

Mimi

Muda a velocidade e a facilidade. Antes, ele tinha que procurar o banco, apresentar documentos, esperar aprovação. Agora o banco vem até ele através do iFood, com uma oferta já pré-qualificada. É menos burocracia.

Mark

Dezessete milhões em dois meses é muito ou pouco?

Mimi

Para um programa novo, é um sinal de que há demanda real. Mas também mostra que ainda há muito espaço para crescer. A parceria existe justamente para ampliar esses números.

  • Entregadores de aplicativo historicamente enfrentam barreiras severas ao crédito por não se encaixarem nos modelos tradicionais de análise bancária.
  • O programa Move Brasil já desembolsou R$ 17,1 milhões em menos de dois meses, sinalizando uma demanda represada e urgente entre esses trabalhadores.
  • A parceria formalizada nesta sexta-feira integra os sistemas do iFood e do Banco do Brasil para identificar e abordar ativamente os entregadores elegíveis, eliminando a fricção do processo.
  • Para ser elegível, o entregador precisa de ao menos seis meses de atuação e cem entregas concluídas — critérios que substituem o contracheque como prova de capacidade de pagamento.
  • Mulheres entregadoras recebem taxa preferencial de 0,90% ao mês, contra 0,97% para homens, numa política deliberada de redução de desigualdade de acesso.
  • O modelo aponta para uma tendência mais ampla: plataformas e bancos convergindo para servir a economia de gig com produtos financeiros sob medida.

Em um momento em que o trabalho por plataformas redefine as fronteiras entre emprego e empreendedorismo, o Banco do Brasil e o iFood formalizaram uma parceria para ampliar o programa Move Brasil, oferecendo financiamento integral de veículos a entregadores com histórico comprovado nas plataformas. A iniciativa, que já movimentou R$ 17,1 milhões desde julho, revela como o setor financeiro aprende a enxergar dignidade e solvência onde antes via apenas informalidade. Ao unir os dados do iFood com a capacidade de crédito do banco, a parceria propõe uma nova gramática de acesso — em que a consistência do trabalho, e não apenas o vínculo empregatício, abre portas.

O Banco do Brasil e o iFood anunciaram nesta sexta-feira uma parceria para expandir o programa Move Brasil, linha de crédito voltada a entregadores que desejam financiar motocicletas, motonetas e bicicletas elétricas novas. A colaboração opera em três eixos: identificar entregadores elegíveis, integrar dados entre as plataformas e oferecer crédito de forma ativa e direcionada — invertendo a lógica tradicional em que o cliente busca o banco.

Desde o lançamento, em 27 de julho, o programa já havia desembolsado R$ 17,1 milhões em contratos, evidenciando uma demanda real entre profissionais que dependem de plataformas para sustentar sua renda. A formalização da parceria transforma um esforço até então fragmentado em uma operação conjunta, com maior capacidade de alcance e conversão.

O acesso ao financiamento exige ao menos seis meses de atuação em plataformas de entrega e um mínimo de cem corridas ou entregas realizadas pelo iFood — critérios que validam o histórico do profissional sem exigir vínculo empregatício formal. Aprovado, o entregador pode financiar cem por cento do valor do veículo, com prazo de até 48 meses e dois meses de carência.

As taxas variam por gênero: 0,90% ao mês para mulheres e 0,97% para homens, numa política explícita de incentivo a um segmento que historicamente encontra mais obstáculos no acesso ao crédito. Para o Banco do Brasil, a parceria representa uma forma de ampliar sua base entre trabalhadores informais; para o iFood, é uma maneira de fortalecer o vínculo com seus entregadores, oferecendo ferramentas concretas de profissionalização.

O Banco do Brasil selou uma parceria com o iFood nesta sexta-feira para expandir o acesso a financiamentos através da linha Move Brasil, um programa criado para colocar entregadores em motocicletas, motonetas e bicicletas elétricas novas. A colaboração entre as duas instituições funciona em três frentes: identificar quais entregadores se qualificam para o programa, integrar dados entre os sistemas, e oferecer ativamente as soluções de crédito com campanhas de comunicação direcionadas.

Desde o lançamento em 27 de julho, o Banco do Brasil já havia desembolsado R$ 17,1 milhões em contratos através dessa linha específica para entregadores e motoristas de aplicativo. Os números sugerem uma demanda real entre profissionais que dependem de plataformas como o iFood para ganhar a vida. A parceria agora formaliza o que era até então um esforço mais isolado, transformando-o em uma operação conjunta que promete ser mais eficiente na identificação e conversão de clientes elegíveis.

O programa estabelece critérios claros de acesso. Um entregador precisa ter pelo menos seis meses de experiência atuando em plataformas de transporte ou entrega, e deve ter completado no mínimo cem corridas ou entregas pelo iFood. Esses requisitos funcionam como uma forma de validar que o profissional tem histórico e consistência, reduzindo o risco para o banco. Uma vez aprovado, o entregador pode financiar cem por cento do valor do veículo — seja uma motocicleta, motoneta, ciclomotor ou bicicleta elétrica — sem precisar dar entrada.

Os prazos de pagamento estendem-se até quarenta e oito meses, com dois meses de carência antes de começar a pagar. As taxas de juros variam conforme o gênero: mulheres pagam 0,90% ao mês, enquanto homens pagam 0,97% ao mês. A diferença de taxa reflete uma política deliberada de incentivo para mulheres entregadoras, um segmento que historicamente enfrenta mais barreiras de acesso ao crédito.

A estrutura da parceria revela como o setor financeiro está se adaptando para servir trabalhadores de plataforma. Em vez de o banco tentar alcançar entregadores de forma genérica, agora trabalha com o iFood, que tem dados diretos sobre quem são seus usuários, quanto ganham, qual é seu padrão de atividade. Essa integração de informações torna o processo mais rápido e reduz a fricção para o cliente final. O entregador não precisa mais procurar o banco; o banco e a plataforma vêm até ele com uma oferta pré-qualificada.

O que a parceria sinaliza é uma consolidação de um modelo de negócio que estava emergindo. O Move Brasil não é novo, mas a formalização dessa colaboração entre banco e plataforma de entrega sugere que ambas as instituições veem nesse segmento uma oportunidade de crescimento sustentável. Para o Banco do Brasil, é uma forma de expandir sua base de clientes entre uma população que tradicionalmente tinha dificuldade de acesso a crédito. Para o iFood, é uma maneira de fortalecer a relação com seus entregadores, oferecendo-lhes ferramentas para profissionalizar e expandir suas operações.

O acordo prevê atuação conjunta na identificação de entregadores elegíveis, integração de informações e oferta ativa de soluções de financiamento
— Banco do Brasil
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